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quinta-feira, 24 de março de 2016

Galo derrota o nervoso Tigre e sonha com a salvação na A2


Faltando três rodadas para o final da primeira fase das divisões de acesso do estado, começou a reta final do Projeto 40, com certeza, sem sombra de dúvida a mais difícil de todas até aqui. Serei "obrigado" a emplacar quatro mini-viagens seguidas fora da Grande São Paulo num espaço de apenas sete dias.

A primeira delas aconteceu na quarta-feira e eu tomei muita chuva até chegar na cidade de Jundiaí para mais um jogo do Campeonato Paulista da Série A2. Lutando contra o rebaixamento, o Paulista recebeu o lanterna do Rio Branco pensando apenas na reabilitação depois de ter perdido para o Monte Azul no final de semana.

Só que não foi fácil chegar na Terra da Uva em virtude da forte chuva que caiu a partir do meio da tarde. Fui em passo de tartaruga pela Anhanguera e o trajeto da rodoviária até o estádio foi feito em meio a um trânsito infernal. Quando cheguei na casa do Galo notei que o time de Americana ainda não estava lá.

Fui me informar e a posição oficial era que o ônibus do Tigre havia quebrado e que os atletas estavam se dirigindo ao Estádio Jayme Cintra em veículos particulares. Isso fez com que a partida atrasasse e na execução do Hino Nacional Brasileiro somente os locais estavam no gramado.


Paulista FC - Jundiaí/SP. Foto: Fernando Martinez.


Times... ops, time perfilado para o Hino Nacional Brasileiro no Jayme Cintra. Foto: Fernando Martinez.

A rapaziada do alvinegro chegou correndo e nem teve tempo para fazer aquele bom e velho aquecimento. Todo o atraso influenciou demais no jogo, principalmente no primeiro tempo. O Rio Branco não foi capaz de parar as boas investidas do setor ofensivo local e se preocupou mais em bater e reclamar.

O Paulista se aproveitou da fraca atuação visitante e também do nervosismo exacerbado da maioria dos atletas alvinegros. No tempo inicial o Tigre recebeu seis cartões amarelos e dois vermelhos. Poucas vezes vi uma equipe tão nervosa sem nenhum motivo aparente.

Juntando todos esses detalhes, ficou fácil para o Galo fazer 2x0. O primeiro gol saiu aos 20 dos pés do camisa 8 Ramalho após participação de todo o ataque. Aos 44, já com dois jogadores a mais em campo, o Paulista ampliou com um golaço de Felipe Santos no ângulo.


Chute de longe no ataque do Paulista. Foto: Fernando Martinez.


A marcação do Rio Branco não foi bem no primeiro tempo. O ataque local sempre levou vantagem. Foto: Fernando Martinez.


Investida do Galo pela esquerda. Foto: Fernando Martinez.


Atilharia aérea do onze jundiaiense. Foto: Fernando Martinez.

No tempo final, o Paulista continuou melhor e aos 14 minutos Erick Mamadeira fez o terceiro. Com a cabeça no lugar, o Rio Branco passou o restante do tempo preocupado apenas em não sofrer mais gols e como o Galo também estava satisfeito com o placar conquistado, nada mais aconteceu.


Camisa 7 do Galo encarando a marcação. Foto: Fernando Martinez.


No tempo final o Paulista segurou o placar, mas sempre chegava no campo de defesa visitante. Foto: Fernando Martinez.


Três marcadores do Galo para um atacante do Tigre. Essa foi a tônica durante todo o jogo. Foto: Fernando Martinez.

O resultado final de Paulista 3-0 Rio Branco tirou o onze jundiaiense da zona de rebaixamento faltando três jogos para o final da primeira fase. O time agora tem 18 pontos e ocupa a 14ª colocação. A salvação não é fácil, mas pelo menos existe uma luz no fim do túnel. Já o Tigre permanece com 11 e ainda é o lanterna. O rebaixamento é inevitável.

Não seria fácil o caminho de volta para a capital, mas por sorte consegui uma carona que me trouxe até do lado de casa. Depois de todo o perrengue que passei para chegar no Jayme Cintra, nada mais justo do que voltar pra casa na boa.

Até a próxima!

Fernando

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