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sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Ferroviária estreia com vitória no Brasileiro Feminino


Antes do início das divisões de acesso do estadual, rolou um "esquenta" no meio de semana com um joguinho do sempre legal Campeonato Brasileiro Feminino, certame que a partir desse ano será disputado no primeiro semestre. O Estádio Osvaldo Teixeira Duarte foi palco do encontro entre a Portuguesa e a Ferroviária, atual campeã da Libertadores, na segunda rodada do Grupo 1, que também conta com Santos, Iranduba/AM e Tiradentes/PI.

Essa foi a primeira atuação do time de Araraquara na competição, e as meninas grenás querem o segundo título - o primeiro foi conquistado em 2014 - na história do nacional. Apesar de todas as dificuldades, a Portuguesa continua firme e forte com sua equipe feminina e sonhava com pelo menos um empate nessa peleja. Na estreia, a equipe foi derrotada pelo alvinegro da Vila Belmiro atuando fora de casa.


A Portuguesa de D (feminino) - São Paulo/SP. Foto: Fernando Martinez.


A Ferroviária de E (feminino) - Araraquara/SP. Foto: Fernando Martinez.


O quarteto de arbitragem composto por Regildenia de Holanda Moura, Marcela de Almeida Silva, Fabrini Bevilaqua Costa e Adeli Mara Monteiro posando para o JP junto com as capitãs dos times. Foto: Fernando Martinez.

Diferente do que eu esperava, até que o Canindé recebeu um público razoável (para os padrões do futebol feminino, claro), e entre os torcedores de ambos os times marcaram presença os amigos Mílton, Cosme, Pucci, Colucci e Ricardo Espina, o mago dos ingressos. Dentro de campo, nenhuma surpresa.

Apesar de tentar fazer aquela pressão e ficar mais tempo com a bola nos pés, o forte elenco da Ferroviária se deu melhor do que o esforçado onze lusitano. A primeira chance de gol porém, foi das donas da casa aos 16 minutos. No lance, rolou bola na trave que rebateu em cima da linha. Foi a maior oportunidade local em toda a partida.


Defensora lusitana pouco antes de mandar a bola na arquibancada. Foto: Fernando Martinez.


Pelota solitária dentro da área local. Foto: Fernando Martinez.


Comemoração de Patrícia no segundo gol da Ferroviária. Foto: Fernando Martinez. 

Aos 23 as visitantes abriram o marcador através da camisa 6 Isabela Queiroz, que completou de cabeça um bom cruzamento da esquerda. Quatro minutos depois Patrícia ampliou, fazendo o tempo inicial terminar em 0x2. Por sorte consegui permanecer em campo, já que o temporal que rondou o Canindé foi direto da Zona Norte para a Zona Leste, sem passar pelo estádio.

No tempo final a Ferroviária voltou na boa e segurando a vantagem. A Portuguesa tentou muito mas não foi capaz de assustar. Num contra-ataque primoroso aos 32 minutos, a camisa 10 Rafaela fez o terceiro das visitantes. Cinco minutos depois Aline fez o gol de honra do escrete paulistano.


Boa oportunidade para o time grená, que jogou de laranja, fazer o terceiro. Foto: Fernando Martinez.


Atacante visitante encarando a marcação paulistana. Foto: Fernando Martinez.


Tentativa de drible na esquerda do ataque da Portuguesa. Foto: Fernando Martinez.


Aline, camisa 11 rubro-verde, subindo sozinha dentro da área araraquarense. Foto: Fernando Martinez.

No fim, deu a lógica: Portuguesa 1-3 Ferroviária. Enquanto a Lusa emplacou seu segundo sem vitória, a AFE já marcou três pontos na difícil disputa do Grupo 1. Nessa chave dá para cravar que três clubes disputam diretamente as duas vagas na segunda fase.

O pós-jogo, como sempre, foi ótimo com todo mundo indo fazer uma boquinha numa lanchonete pertinho do Canindé. O papo baseado principalmente no início da A2 e A3 paulistas seguiu até horas da noite, algo que sempre faz um bem danado.

Até a próxima!

Fernando

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Corinthians vira e vai para a sua 17ª final de Copa São Paulo


Na noite da última sexta-feira fiz a minha última cobertura da Copa São Paulo de Futebol Júnior numa das semi-finais da competição. O confronto entre Corinthians e Cruzeiro não era muito perdido por conta da transmissão da televisão e pela presença de 274 fotógrafos e repórteres, mas eu fui lá mesmo assim, já que era a minha maior chance de entrar no gramado da Arena Corinthians pela primeira vez.

Como o jogo estava marcado para as 19h30, fui obrigado a pegar o trem na Estação da Luz no momento mais tranquilo do dia, aquele por volta das 18 horas. Fui empurrado, chutado e ainda tomei um trança-pé monstro na hora de entrar na composição. Fui obrigado a mandar um malabarismo maroto e, por sorte, me mantive firme e forte conseguindo com destreza um lugar para me sentar. Podemos chamar isso de manobra radical.

Cheguei de boa em Itaquera, só que ainda estava longe de conseguir entrar no estádio. Fui em três portões, cada um com um funcionário desinformado que não sabia aonde era a entrada da imprensa, e por conta disso percorri cerca de dois quilômetros. Menos mal que a temperatura estava incrivelmente baixa, e até frio senti, algo praticamente inédito num mês de janeiro por essas bandas. Depois de meia hora de andanças, finalmente cheguei à entrada certa.

Posso garantir que foi emocionante estar "do outro lado" no lugar que assisti a abertura da última Copa do Mundo. A energia dentro de campo é enorme e pude comprovar que a acústica da Arena é realmente sensacional. Fora que as dependências do estádio são incríveis também. Algumas áreas ainda não foram finalizadas, mas mesmo assim é um dos três melhores estádios que visitei na minha vida, se não o melhor.


SC Corinthians P (sub-20) - São Paulo/SP. Foto: Fernando Martinez.


Cruzeiro EC (sub-20) - Belo Horizonte/MG. Foto: Fernando Martinez.


Capitães dos times e quarteto de arbitragem. Foto: Fernando Martinez.

Quase 30 mil pessoas foram à casa corintiana para essa semi-final, o sétimo encontro entre corintianos e cruzeirenses na história da Copinha. Nos seis anteriores, duas vitórias alvinegras (1980 e 1985), três empates (1978, 1990 e 1994) e um triunfo celeste (2007). Embalado pelas quinze vitórias seguidas na competição, o Mosqueteiro apostava no fator campo - nem vou me alongar, porém vale registrar que colocar esse jogo no campo alvinegro não foi ilegal, mas foi imoral - para ir à decisão.

Só que a molecada sentiu a pressão durante o primeiro tempo e o Cruzeiro foi melhor do que o escrete paulista. Os locais tiveram apenas uma grande oportunidade, criada aos 27 minutos com Léo Jabá atacando pela direita e chutando forte para boa defesa de Lucão, e nada mais. Todas as investidas eram neutralizadas pelo setor defensivo dos celestes.

Já o Cruzeiro fez uma partida segura, com boas chances de gol. A primeira aos sete com Andrey e outra importante aos 22 com Dudu avançando pela direita e chutando cruzado. Aos 27 os mineiros saíram na frente com Rick Sena chutando firme no canto após furada de um dos defensores corintianos. O primeiro tempo terminou com a vantagem parcial para o time azul.


Desarme preciso de marcador cruzeirense. Foto: Fernando Martinez.


Ataque corintiano pela esquerda e bola sendo levantada na área. Foto: Fernando Martinez.


Bola voando dentro da área do Cruzeiro. Foto: Fernando Martinez.

No tempo final a partida melhorou bastante, principalmente porquê o Corinthians finalmente entrou em campo. Se nos primeiros 20 minutos o Cruzeiro ainda conseguiu bloquear as principais investidas locais, pelo menos o Mosqueteiro mostrava mais vontade.

Aos sete minutos aconteceu a primeira real chance do Corinthians, mas Mateus Pereira mostrou enorme displicência e, mesmo com o gol todo aberto, chutou na trave depois de Romão cruzar na área. Aos 19, numa jogada de puro oportunismo e contando com um pouquinho de sorte, os paulistas empataram. Lucão cortou mal cruzamento na área e Claudinho, mostrando uma grande visão de jogo, chutou por cobertura.

O empate foi a faísca para o alvinegro passar a pressionar o alvi-azul como ainda não havia feito. Aos 27, Gabriel Vasconcellos acertou a trave e no 35º minuto aconteceu a virada. Claudinho cruzou da esquerda e Pedrinho tocou de leve para colocar a pelota no canto esquerdo de Lucão. Embora o Cruzeiro tenha se lançado ao ataque, quem chegou perto de marcar novamente foi o Corinthians.


Atletas apostando corrida para ver quem chegava primeiro na bola. Foto: Fernando Martinez.


Camisa 4 do Cruzeiro cortando cruzamento. Foto: Fernando Martinez.


Atacante alvinegro encarando marcador mineiro. Foto: Fernando Martinez.


Placar final da semi na Arena Corinthians. Foto: Fernando Martinez.

No fim, não teve jeito, o Corinthians 2-1 Cruzeiro colocou o Mosqueteiro na 17ª final de Copa São Paulo da sua história, um recorde absoluto. O adversário foi o Flamengo, que na sua semi derrotou, também de virada, o América Mineiro. Na manhã do dia 25 (aliás, quando teremos de volta a final na parte da tarde, hein?) os dois times mais populares do país se enfrentaram e o rubro-negro conquistou seu terceiro título após vencer nos pênaltis.

Com esse jogo finalizo as coberturas do blog na Copa São Paulo de Futebol Júnior em 2016, mais reduzida, porém sempre com aquela qualidade que só o JP pode proporcionar. Depois de tanto jogo de base, agora é a hora do futebol das divisões de acesso do Paulista aparecerem nas nossas páginas.

Até lá!

Fernando

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Copa São Paulo: Cruzeiro na semi-final após derrotar o Sport


A Copa São Paulo de Futebol Júnior chegou na sua fase de quartas-de-final no meio da semana, e dos quatro jogos realizados, fiz a cobertura da última peleja marcada para o Estádio Nicolau Alayon na atual edição do certame: o encontro entre o Cruzeiro e o Sport, este ainda ostentando invejáveis 100% de aproveitamento.

Falando nos pernambucanos, vale dizer que apesar de toda a sua grandeza, apenas quatro vezes a equipe apareceu por aqui, a última em 2008. Pior, nunca foi publicada uma foto posada da gloriosa agremiação no blog. Também, participando das Séries A e B e disputando a Copinha em grupos longe da capital, realmente fica complicado. Enfim, depois de tanto tempo, o "erro" foi corrigido.


Cruzeiro EC (sub-20) - Belo Horizonte/MG. Foto: Fernando Martinez.


Sport Club do Recife (sub-20) - Recife/PE. Foto: Fernando Martinez.


Capitães dos times e trio de arbitragem. Foto: Fernando Martinez.

Em 2016 as duas equipes estavam combinando para onze vitórias e apenas um empate na soma das fases anteriores, e por isso a partida prometia bastante. Talvez por ter vencido todos os seus compromissos - seis de seis - o Sport tivesse um leve favoritismo, tipo 52% contra 48%. Em campo, o equilíbrio foi grande.

Apesar do equilíbrio, o onze celeste foi mais objetivo nas conclusões e abriu o marcador logo aos 15 minutos, num lance aonde o setor defensivo do Leão teve um lapso momentâneo da razão. Kevin desfilou tranquilamente pela direita e cruzou a pelota para o meio da área. Os marcadores deram uma dormida e Andrei apareceu entre eles para inaugurar o placar.

Aos 30, a chance mais aguda do Sport. Walace chutou na pequena área e o goleiro Lucão fez grande defesa. Aos 43 outra grande intervenção do arqueiro cruzeirense em chute colocado de Fábio. O tempo inicial acabou em 1x0 para os mineiros, que conseguiram converter a melhor e única chance de gol.


Chance perigosíssima a favor do Cruzeiro e saída desesperada do arqueiro do Sport. Foto: Fernando Martinez.



Kevin dando início da jogada do primeiro gol e comemoração de Andrei. Fotos: Fernando Martinez.

No segundo o rubro-negro voltou meio dormindo e o Cruzeiro se aproveitou. Após dois ataques bons nos primeiros minutos, aos sete Alex fez jogada individual, invadiu a área pela direita e chutou colocado no canto esquerdo. Até o vigésimo minuto os mineiros não sofreram sustos.

A primeira - e mais absurda - chance perdida pelo Sport aconteceu justamente aos 20 minutos. Fábio levantou a bola na área, Adryelson escorou, Júlio mandou na trave e no rebote, o mesmo Adryelson chutou para fora com o gol completamente aberto. Olha, se bobear eu teria feito esse gol. Para complicar ainda mais, aos 26 Júlio foi expulso e o Leão ficou com um a menos.

Jogando na boa, o Cruzeiro viu o Sport ficar mais tempo com a bola nos pés numa inssossa pressão, sem chutes no gol de Lucão. Aos 40, no primeiro lance lúcido da equipe rubro-negra no tempo final, o gol de honra saiu. Aliás, foi uma pintura do camisa 20 Alisson, que fez um escarcéu dentro da área dando dois dribles geniais e chutando forte, sem chance para o camisa 1 celeste.


Adryelson depois de perder o gol mais feito da tarde. Foto: Fernando Martinez.


Ataque do Leão infernizando a zaga mineira e o árbitro do jogo. Foto: Fernando Martinez.


Zaga celeste tirando a bola do seu campo. Foto: Fernando Martinez.


O Sport fez pressão no fim, mas não conseguiu chegar ao empate. Foto: Fernando Martinez.

A mini-pressão final não deu resultado e o jogo terminou em Cruzeiro 2-1 Sport. O triunfo colocou o time mineiro na semi-final da Copa São Paulo pela sexta vez em todos os tempos, a terceira nesse milênio. O adversário é o Corinthians, pela 19ª marcando presença entre os quatro melhores. Na outra semi, o Flamengo enfrenta o América Mineiro.

Depois da peleja, para variar, fui com a rapaziada que estava por lá - $eu Natal, Mário, ColucciNílton e Cosme - para o centro da cidade e ali fizemos aquela boquinha esperta com o famoso sanduba de mortadela na esquina da Ipiranga com a São João, de longe o melhor da cidade. Voltei pra casa muito, muito tempo depois e com o astral muito melhor. Nada como uma bela sessão futebolística para melhorar o ânimo.

Até a próxima!

Fernando

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Copa São Paulo: Flamengo vence o Bahia nos penais


No último final de semana rolou a genial fase de sétimas-de-final (!) na edição 2016 da Copa São Paulo de Futebol Júnior. No sábado desisti de acompanhar in loco a rodada e fiquei de boa, e no domingo fui ver de perto o duelo entre Bahia e Flamengo, times que disputaram a final do certame em 2011, no Estádio Nicolau Alayon.

Obviamente a casa nacionalina recebeu a presença de um grande público, já que as duas agremiações tem um número enorme de torcedores por aqui. O povo estava animado, ainda mais com as boas apresentações de ambos até então. O Tricolor somava quatro vitórias e apenas um revés, enquanto o Fla estava com 100% de aproveitamento com cinco triunfos em cinco apresentações.


EC Bahia (sub-20) - Salvador/BA. Foto: Fernando Martinez.


CR do Flamengo (sub-20) - Rio de Janeiro/RJ. Foto: Fernando Martinez.


Capitães das equipes e trio de arbitragem. Foto: Fernando Martinez.

Nessa fase, além dos vencedores dos sete confrontos, o "melhor perdedor" também se garantiria nas quartas, cortesia do bizarro regulamento. Com os jogos já realizados na sexta e no sábado, o rubro-negro já estava garantido mesmo com derrota. Surreal, não? Diferente do que muitos imaginavam, isso não fez a equipe disputar um "amistoso", muito pelo contrário.

O primeiro tempo da peleja foi todo do Flamengo e o Bahia não viu a cor da bola. A primeira chance foi aos 20 segundos, mostrando que o Fla não estava pra brincadeira. Aos 14, Michel avançou pela esquerda, cruzou e o zagueiro Caio tocou a mão na pelota dentro da área... pênalti. Cafu foi para a cobrança e chutou pra fora.

O rubro-negro continuou melhor e finalmente abriu o placar aos 36 com Felipe Vizeu. Ele completou cruzamento de Lucas Paquetá e marcou seu quarto tento na Copinha. Seis minutos depois ele fez segundo do Fla e o seu quinto gol depois de uma belíssima jogada. Thiago Ennes cruzou na cabeça do camisa 9 e a partida chegou ao seu intervalo com fáceis 2x0 para o Mengo.


Zagueiro do Flamengo protegendo a bola. Foto: Fernando Martinez.


Felipinho atacando pela direita. Foto: Fernando Martinez.


Pênalti desperdiçado por Cafu. Foto: Fernando Martinez.


O primeiro tempo foi todo do Flamengo, aqui neutralizando mais um ataque do Bahia. Foto: Fernando Martinez.

No segundo tempo tudo mudou. O Bahia acordou e passou a jogar melhor, sabendo que se perdesse estaria eliminado. Tirando uma chance de Deijair aos oito minutos, as demais chances de gol foram todas da equipe do Nordeste. A primeira real rolou aos 10 minutos quando Felipinho avançou sozinho por todo o campo adversário, mas demorou para chutar e sofreu o corte.

Aos 13, Júnior chutou de muito longe e a bola bateu na trave. Ao 16 Felipinho, de novo ele, recebeu grande passe e mandou pra fora. Aos 24 Jonas marcou, só que o tento foi anulado por conta do impedimento. Após essas oportunidades, o Bahia continuou com maior posse de bola, porém sem criar um lance mais agudo.

O tempo foi passando e parecia que o marcador não seria mais alterado, até porquê o Tricolor não fazia crer que conseguiria forças para reagir. E justamente quando todos imaginavam que a fatura estava liquidada, tudo mudou em 60 segundos. Em grande de jogada de Alisson aos 38 minutos, ele cruzou e o artilheiro Geovane Itinga apareceu entre os zagueiros para diminuir.

O Flamengo não conseguiu nem dar a saída de bola direito, pois Max roubou a bola e tocou para Geovane Itinga. Ele acertou um tirambaço e marcou um golaço, deixando tudo igual e gerando enorme festa no lado baiano das arquibancadas. O Fla ainda esboçou uma tímida pressão nos minutos finais, mas não teve jeito, a peleja foi para a disputa de pênaltis.


Jaques, camisa 4 do Tricolor, ganhando pelo alto. Foto: Fernando Martinez.


O camisa 7 Júnior com a bola nos pés. Foto: Fernando Martinez.


Jogador do Fla e a bola camisa do time. Foto: Fernando Martinez.

Só relembrando: O Flamengo entrou em campo classificado e o Bahia, mesmo se desse mal tinha grande chance de estar nas quartas pois só seria eliminado se o Rondonópolis vencesse o São Paulo, algo muito improvável. Ou seja, a disputa em si foi mera formalidade.

Na série normal, Léo Duarte e Michael perderam e Thiago Ennes, Alan e Luã fizeram a favor do Flamengo. Pelo Bahia, Alisson e Júnior desperdiçaram e Thiago, Geovane Itinga e Sebastian fizeram. Na primeira cobrança alternada o goleiro carioca Thiago fez o primeiro e Jaques deixou tudo igual. Lucas Paquetá colocou o Fla em nova vantagem e Clayton mandou para fora, dando a vitória ao time do Rio de Janeiro.


Pênalti cobrado - e convertido - pelo goleiro flamenguista Thiago. Foto: Fernando Martinez.



Goleiro de um lado, bola do outro... mas para fora. Clayton desperdiçou o penal decisivo. Fotos: Fernando Martinez.

O placar final ficou em Flamengo 2 (4) - 2 (3) Bahia. O triunfo classificou o Fla para enfrentar o São Paulo, que venceu facilmente o Rondonópolis, enquanto, como todos já esperavam, o Tricolor de Aço foi o "melhor perdedor" e jogou contra o América Mineiro nas quartas. Foi a sexta vez na história que o Bahia ficou entre os oito melhores na Copinha.

Com os oito times definidos a Copinha chegou na sua fase de quartas-de-final. Para variar um pouquinho, a cobertura acabou sendo em outra partida realizada na casa do Nacional AC, com duas equipes que não tinham aparecido aqui nesse ano.

Até lá!

Fernando

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Copa São Paulo: Ceará faz história e se garante nas sétimas-de-final


A terceira fase da Copa São Paulo de Futebol Júnior foi disputada por 28 equipes, e de todas as partidas realizadas a minha escolha ficou por conta de uma com gostinho de Série B nacional. O Estádio Nicolau Alayon viu o encontro entre Ceará e Joinville, no segundo compromisso entre os dois em apenas dez dias. Isso aconteceu pois ambas as equipes fizeram parte do Grupo 8 na primeira fase, sediado em Porto Ferreira.

A chave terminou com a liderança do time catarinense com sete pontos ganhos, três deles conquistados na vitória pela contagem mínima contra O Mais Querido. Na segunda fase, o JEC eliminou o Confiança e o alvinegro derrotou o poderoso Santos na disputa de pênaltis. Graças ao regulamento surreal, eles voltaram a se enfrentar nessa nova etapa.


Ceará SC (sub-20) - Fortaleza/CE. Foto: Fernando Martinez.


Joinville EC (sub-20) - Joinville/SC. Foto: Fernando Martinez.


Trio de arbitragem e capitães dos times. Foto: Fernando Martinez.

Um bom público foi ao Nacional mesmo num dia útil e entre os presentes vale registrar a presença dos amigos Ricardo Espina, Cosme, Nílton e Rodrigo Colucci, todos devidamente instalados numa providencial sombra no canto direito da cancha. A manhã do dia 12 foi um tanto quanto complicada e o que salvou o dia foi acompanhar o meu melhor jogo na temporada até então.

O Ceará começou a mil, mostrando que a classificação contra o Peixe não tinha acontecido por acaso. Logo aos 12 minutos o Vozão inaugurou o placar com o camisa 11 Caio César, o ganhador do Motoradio por ter sido o melhor em campo, depois dele invadir a área pela esquerda e chutar cruzado, sem chances para o arqueiro.

Aos 19 o artilheiro marcou novamente, porém é necessário creditar 90% do gol para o camisa 20 Rafael. Numa bola quase perdida pela direita, ele deu um drible magistral em dois marcadores, passou por outro dentro da área e cruzou para Caio só ter o trabalho de tocar para o fundo das redes.

Quando o árbitro interrompeu a peleja para a famosa parada técnica, o jogo era um. Na volta das equipes passou a ser outro e o cenário mudou completamente de figura com o JEC finalmente aparecendo para jogar. Antes do intervalo, os catarinenses conseguiram a proeza de deixar tudo igual novamente.

O primeiro gol aconteceu aos 34 minutos e foi uma verdadeira pintura. Em falta cobrada na intermediária, Breno recebeu passe curto e chutou de longe, muito longe. A bola fez uma curva sensacional e enganou o goleiro Esaú. Aos 44 foi a vez de Adriano marcar depois de boa jogada individual.


O Ceará atacou bastante pelo lado direito no começo da partida. Foto: Fernando Martinez.


Vozão saindo para o ataque. Foto: Fernando Martinez.


Jogador cearense avançando de uma forma meio estranha. Foto: Fernando Martinez.

O intervalo chegou com o 2x2 estampado no marcador, só que todo o esforço do JEC para neutralizar a vantagem cearense foi por água abaixo em apenas 42 segundos do tempo final. No primeiro ataque alvinegro saiu o terceiro gol. Depois de uma ótima investida pela direita, a zaga do JEC falhou na tentativa de cortar e a pelota sobrou para Caio César encher o pé e completar seu hat trick.

Pensando em segurar a vantagem, o Vovô recuou e chamou o Joinville para seu campo de defesa. Embora tenha ficado com a bola mais tempo nos pés e também criado boas oportunidades, o JEC parou na atuação segura da defesa adversária. Ate o apito final o marcador não foi mais alterado.


Investida do Joinville pela direita no tempo final. Foto: Fernando Martinez.


Pé-de-ferro dentro da área do Ceará. Foto: Fernando Martinez.


O setor defensivo do alvinegro trabalhou bem e neutralizou todas as investidas do JEC. Foto: Fernando Martinez.


Mais um lance no campo de defesa do Vozão. Foto: Fernando Martinez.

No fim, o placar de Ceará 3-2 Joinville colocou o Time do Povo na quarta fase da Copa São Paulo, confirmando a melhor campanha alvinegra na história da competição em todos os tempos, isso na nona participação do time até hoje. Na quarta fase a equipe enfrenta o Cruzeiro.

Já o JEC não conseguiu superar sua melhor campanha em todos os tempos - um terceiro lugar em 1988 - mas pelo menos emplacou a segunda melhor performance, justamente no ano em que voltou a disputar a competição após dez anos de ausência. Até então, em doze participações, o time havia passado da primeira fase apenas duas vezes.

Ainda colocando a cabeça no lugar eu demorei para voltar para casa. Junto com a dupla Cosme/Mílton fui fazer aquele passeio singular pelo centro de São Paulo, cada vez mais abandonado e cada vez mais sujo. Ficamos um bom tempo zanzando por ali antes de finalmente pegar o caminho do meu lar. O futebol voltou por aqui no domingo, já nas sétimas-de-final da Copinha.

Até lá!

Fernando