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sexta-feira, 27 de março de 2015

Jogo fraco e vitória da Águia contra o Nacional na capital

Fala, pessoal!

O Campeonato Paulista da Série A3 entrou definitivamente na reta final da sua primeira fase e no meio da semana fui até o Estádio Nicolau Alayon para conferir o encontro entre Nacional e São José, esse o time de número 27 a fazer parte do "Projeto 40" em 2015. Apesar de ser um jogo com muita história envolvida, ele não acontecia pelo estadual há oito anos.

Entre todos os adversários do time ferroviário na A3 desse ano, o São José aparece em terceiro lugar na lista de número de confrontos em todos os tempos, ficando atrás somente de Taubaté e Juventus. O ponto alto dos duelos entre paulistanos e joseenses foi de 1977 até 1987, período em que os dois disputaram vinte partidas.

No Vale ou na capital, os confrontos sempre tiveram imenso equilíbrio. O ponto alto dessa fase foram as duas pelejas no Grupo Amarelo da terceira fase da Divisão Especial de 1987. Comercial e a falecida Votuporanguense também faziam parte daquela chave e o melhor de todos garantiria acesso para a primeirona em 1988.

Os dois fecharam o turno e abriram o returno do grupo. Na ida a Águia venceu pela contagem mínima jogando no Martins Pereira, e na volta, realizada no Canindé (!), um grande público foi até a casa rubro-verde. Público que viu um jogo polêmico, aonde os mais antigos garantem até hoje que o Nacional foi solenemente garfado pela arbitragem. Mílton e Orlando, os precursores dos jogos perdidos nos anos 80, estavam lá e também sustentam essa versão.

O placar final daquela partida foi de 1x1 e duas rodadas depois a Águia conquistou o seu segundo acesso para a elite do estado. Já o Nacional nunca mais chegou tão perto de voltar para a principal divisão do Paulistão, lugar que não ocupa desde o longínquo ano de 1959. Após toda a polêmica os times voltaram a jogar somente em 1995.

Nesse século os dois se enfrentaram de 2001 até 2004 e também em 2007. Sem contar amistosos ou jogos por outros campeonatos, Águia e Naça foram a campo em trinta oportunidades (sem contar o jogo que relatarei aqui, claro), com onze vitórias para cada lado e oito empates. Nos gols marcados, vantagem nacionalina: 30x25.

Voltando ao presente, o 31º confronto entre os dois era fundamental para as pretensões de ambos. O Nacional vinha fazendo uma boa campanha, mas nas últimas três partidas o time tomou gols nos acréscimos. Isso custou nada menos do que cinco preciosos perdidos pelo time da capital, algo que pode custar caro lá no fim da fase. Vencer em casa e espantar essa zica era a palavra de ordem na Água Branca.


Nacional AC - São Paulo/SP. Foto: Fernando Martinez.


São José EC - São José dos Campos/SP. Foto: Fernando Martinez.


Capitães dos times junto com o quarteto de arbitragem designado para a partida com o árbitro Caio Cesar Mello e os assistentes Paulo Cesar Modesto e Enderson Emanoel da Silva. Foto: Fernando Martinez.


Vale destacar a camisa dos goleiros da Águia relembrando o glorioso Esporte Clube São José. O alvinegro do Vale existiu oficialmente de 1933 até o final de 1976, quando mudou para a denominação atual. Nota 10 para a homenagem. Foto: Fernando Martinez.

A Águia chegou a ocupar a zona de rebaixamento da Série A3 muito por conta dos vários empates, (sete em doze partidas). É, só que a atual sequência de quatro jogos sem derrota afastou o time do Z4 e deixou a agremiação pertinho do G8. Caso a equipe vencesse seu tradicional adversário, a chance de entrar no grupo de oito melhores ao final da rodada seria enorme.

Fui para a Rua Comendador Souza esperançoso em ver um bom jogo, mas o sentimento com a bola rolando foi de frustração. A peleja foi ruim demais, uma das mais fracas que acompanhei em 2015. O São José estava nervoso e pouco mostrou, mas como a proposta do time era mesmo se defender, nem me espantei. Só aos 20 minutos a equipe chegou forte dentro da área em lance de cabeça.

Agora, é fato que a decepção maior foi o desempenho nacionalino. A equipe paulistana não foi nem sombra do time que chegou ao G8 da competição. Os atletas estavam sem nenhuma inspiração e o jogo ficou embolado no meio de campo. Passes demais, muitas vezes desnecessários, e uma falta de objetividade que chegou a dar raiva. Ainda assim, contando com uma Águia que raramente saiu do seu campo, o time teve mais posse de bola no tempo inicial.

Essa situação não se traduziu em lances de perigo. Chance clara de gol? Apenas uma, numa bola cabeceada sem direção pela linha de fundo aos 31 minutos. O primeiro tempo terminou num modorrento e murcho zero a zero. Não aguentei tamanho show de inoperância de pé e fui para as cabines ver o segundo tempo lá do alto.


Jogador do Nacional se esticando todo para dominar a bola em cima da linha da grande área. Foto: Fernando Martinez.


Chute do onze ferroviário sem perigo para o gol do São José. Foto: Fernando Martinez.


Disputa de bola dentro da área visitante. Foto: Fernando Martinez.


Boa chegada nacionalina pela direita. Foto: Fernando Martinez.

Não que isso fosse muito difícil, mas o São José equilibrou as forças no tempo final. Aos oito minutos o zagueiro Polidoro Junior foi expulso e deixou o Naça com um a menos. Aos poucos os visitantes foram colocando as manguinhas de fora principalmente em contra-ataques. Aos 17, quase o São José fez o primeiro em chute que tirou tinta da trave esquerda.

Aos 20, o time ferroviário perdeu a melhor oportunidade para abrir o placar quando Emerson Mi, livre e sem marcação, cabeceou para fora uma bola cruzada com açúcar para dentro da área. Na base do "quem não faz, toma", o São José inaugurou o placar aos 34. O time armou uma rápida - e rara - jogada pela esquerda e a bola foi cruzada por baixo na área. Celinho aproveitou o buraco na zaga e tocou de leve, fazendo 1x0.

O gol caiu como uma bomba na cabeça dos atletas locais, que se lançaram ao ataque sem nenhuma objetividade. Aos 40, em outra investida pela esquerda, a bola foi tocada para Maranhão avançar e chutar da entrada da área no canto direito do arqueiro Carlão, que nada pôde fazer.


Jogada no meio de campo já no tempo final. Foto: Fernando Martinez.


Falta que provocou a expulsão de Polidoro Júnior aos oito do segundo tempo. Foto: Fernando Martinez.


Chegada do time da casa. Foto: Fernando Martinez.


Bola estufando as redes no segundo gol do time do Vale do Paraíba, marcado por Maranhão. Foto: Fernando Martinez.

No fim, ganhou o menos pior: Nacional 0-2 São José. O triunfo colocou a Águia em sétimo lugar na tábua de classificação com 22 pontos ganhos. O Naça caiu para a 14ª posição com 18, apenas quatro acima da zona de rebaixamento. Nos cinco jogos que restam o time ferroviário vai enfrentar os dois melhores colocados da Série A3 até aqui: Juventus e Inter de Limeira, uma tarefa super fácil. Fica a dúvida a partir de agora: o lance ainda é pensar numa vaga na segunda fase ou apenas fugir do rebaixamento?

Até a próxima!

Fernando

Um comentário:

  1. sr fernasdo faça um jogo da internaciomnal de limeira que vai jogar com juvewntus na rua javari sabao 11 de anril , fça amanha o jogo pernaplense e sao bento que nao vasis passar na televisao e e importante este jogo da serie a1,faça um jogo do riobrnacvo de americana, um jogo da ferroviaria, um jogo da matonense, voces vao fazer jogos da segudsa divisao daminha portuguesa santista, uma anbrasço sr. fernando. e uma boa pascoa atrasad.fico no aguardo de uma resopsta urgente. dia 6 de abril 2015.

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