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terça-feira, 24 de março de 2015

GEO derrota o Tupã no Liberatti e entra no G8 da Série A3

Opa,

Quem acessa o JP já sabe que está a todo vapor pelo terceiro ano seguido o "Projeto 40". Na tentativa de assistir in loco pelo menos um jogo de cada um dos quarenta times das séries A2 e A3 montei um imenso e intrincado quebra-cabeça com uma mistura de jornadas tranquilas e outras mais complicadas. Entre todas as opções, há algumas que são únicas, caso de times que vem apenas uma vez para a região.

Mesmo com toda a preguiça do final de semana, consegui forças para acordar cedo no domingo e ir até a cidade de Osasco. Na pauta, outro joguinho do Campeonato Paulista da Série A3, agora no Estádio Prefeito José Liberatti. O Tupã FC veio à Grande São Paulo pela primeira (e única) vez na primeira fase da competição para enfrentar o Grêmio Osasco.

Pior que ano passado foi ainda pior, já que a agremiação tupaense nem viria para a região. Acabei vendo uma vez em São Bernardo do Campo num jogo em campo neutro contra o São José FC. Caso a equipe se mantenha na mesma divisão no ano que vem, já deixo meu apelo ao pessoal do departamento técnico da FPF: por favor, marquem mais jogos do Tupã Futebol Clube perto de casa.

Enfim, para incluir os times de número 25 e 26 (é, também não tinha visto o GEO em 2015) da lista levantei cedo demais. O que era cedo ficou mais apertado por conta de uma natural leseira e do atraso básico para sair de casa. Por sorte moro distante dez minutos a pé da Estação Júlio Prestes da CPTM, e mesmo encontrando pela frente algumas criaturas da noite desgarradas da madrugada consegui entrar no trem segundos antes dele seguir viagem. Uma sorte tremenda.

Por volta das nove e vinte cheguei na Estação Osasco e encontrei o Mílton devidamente fardado com sua bela camisa do Grêmio. Dali rolou aquele táxi esperto até a principal casa do futebol osasquense. Com os times ainda no aquecimento, deu tempo de sobra para fazer todo aquele pré-jogo de sempre com os amigos fiscais e o pessoal da cidade.


Grêmio E Osasco - Osasco/SP. Foto: Fernando Martinez.


Tupã FC - Tupã/SP. Foto: Fernando Martinez.

Falando do jogo, o GEO queria aproveitar o fator campo para tentar somar mais três pontos na competição. Depois de iniciar sua campanha com nenhum triunfo nos primeiros quatro jogos, o time engatou cinco partidas invicto e, de candidatíssimo ao rebaixamento, passou a ser um dos postulantes a uma vaga na segunda fase. Uma nova vitória colocaria a equipe no G8.

Do outro lado o Tupã vem fazendo uma campanha muito abaixo do esperado. O alçapão do Alonso Carvalho Braga não vem dando muito resultado em 2015 e o time venceu apenas dois dos seis jogos disputados lá. Além disso a equipe só ganhou um jogo longe dos seus domínios. Juntando tudo isso temos o time na zona de rebaixamento na maior parte da A3 e em situação complicada em busca da salvação.


Ataque do GEO pela esquerda. Foto: Fernando Martinez.


Escanteio para os locais no começo do jogo. Foto: Fernando Martinez.


O Tupã sofreu com o rápido ataque local. Foto: Fernando Martinez.

Quando a bola rolou, os 190 pagantes que enfrentaram o indeciso tempo da manhã de domingo viram um bom jogo. No primeiro tempo o Grêmio Osasco teve amplo domínio e o Tupã se limitou a se defender, apostando em raros contra-ataques. Raros mas perigosíssimos, pois a melhor chance dos primeiros 20 minutos foi justamente do time visitante, num chute de Paulo que bateu na trave.

Aos poucos o GEO foi se soltando e nos 25 minutos finais o time levou muito perigo à meta defendida por Alex. Primeiro Henrique perdeu um gol absurdo na entrada da pequena área, mandando a bola na arquibancada livre sem marcação. Depois Nerylon recebeu passe entre os zagueiros e chutou colocado. Alex fez uma defesa sutil e milagrosa.

Quando o primeiro tempo estava prestes a acabar, o domínio do GEO finalmente deu resultado. Léo Ribeiro avançou pela direita e chutou forte. A zaga cortou, a bola bateu na trave e sobrou livre para Wellington abrir o marcador aos 44 minutos. O primeiro tempo terminou com a vantagem parcial para os locais.


Marcação firme do camisa 2 do Tupã em outro ataque local pela lateral. Foto: Fernando Martinez.


Nerylon chutando e Alex fazendo uma defesa milagrosa. Foto: Fernando Martinez.


Léo Ribeiro chutando no lance do primeiro gol do Grêmio. Foto: Fernando Martinez.

Fui para as tribunas do Liberatti para fazer aquela conferência com o Mílton antes do tempo final começar. Dali vi uma surreal discussão entre o camisa 5 Edílson Azul, que estava dentro de campo e tinha acabado de ser substituído, e um dos dirigentes do Tupã que estava num dos camarotes. A coisa foi feia, inclusive com direito ao famoso "me encontra lá fora depois do fim do jogo!". Maracugina neles!

Dentro das quatro linhas o Tupã voltou muito melhor do que o tricolor da Grande São Paulo. Logo no começo Paulo Santos cobrou uma falta e Jéfferson foi responsável por grande defesa, jogando a pelota pela linha de fundo. Na cobrança do escanteio a zaga deu bobeira e Adílson deixou tudo igual.

Com o 1x1 a peleja ficou aberta. As duas equipes alternaram grandes momentos e o segundo gol ficou bem próximo de acontecer. Aos 30 minutos então aconteceu o lance mais polêmico do jogo. Wellington chutou de longe e o camisa 3 David tocou com a mão na bola dentro da área. O árbitro não teve dúvidas: pênalti.

Como já tinha o amarelo, o zagueiro tupaense acabou sendo expulso no lance. O pessoal do interior reclamou bastante, principalmente a comissão técnica e os dirigentes que estavam próximos do local aonde vi o jogo. É, teve muita reclamação, mas nada adiantou. Wellington cobrou a penalidade máxima sem problemas e colocou novamente o GEO em vantagem.


Jogadores do Tupã comemorando o gol de Adílson, marcado aos sete do tempo final. Foto: Fernando Martinez.


De pênalti, Washington fez o segundo do Grêmio Osasco e selou a vitória. Foto: Fernando Martinez.

O tricolor do interior sentiu demais o gol e por pouco não sofreu o terceiro. No fim, a peleja acabou com o placar de Grêmio Osasco 2-1 Tupã. Na gangorra que está sendo a primeira fase da Série A3, o GEO agora é sexto lugar com vinte pontos conquistados. Já os rapazes da Terra do Índio caíram para a 18º colocação por terem sido ultrapassados pela Itapirense. Nada está perdido, mas a equipe precisa melhorar urgentemente sua performance, principalmente em casa.

No rodízio de estações que aconteceu durante todo o tempo que permaneci no estádio (frio, sol, mormaço e de novo frio), na hora de ir embora foi a vez da chuva aparecer de forma bastante inesperada. Como a água está valendo mais do que ouro por essas bandas, voltei na boa e sem preocupação até a Estação Osasco e dali fiz o caminho inverso até chegar em definitivo no meu lar. O restante do domingo foi de muito descanso para fechar bem o fim de semana da preguiça.

Ah, nos próximos dias o "Projeto 40" pode ter o acréscimo de muitas equipes num curto espaço de tempo. Vamos aguardar...

Até a próxima!

Fernando

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