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quarta-feira, 1 de outubro de 2014

São Paulo sai na frente do Huachipato na Sul-Americana

Opa,

Na terça-feira rolou mais uma sessão noturna por aqui, dessa vez pela Copa Sul-Americana. Depois de mais de seis anos voltei a ver um jogo do time profissional do São Paulo no Estádio Cícero Pompeu de Toledo. Mas eu não fui ao Morumbi para ver o onze paulistano, e sim para ver pela primeira vez o Club Deportivo Huachipato.

Não pisava no Morumbi num jogo do Clube da Fé desde 23 de abril de 2008, noite em que a equipe venceu o Atletico Nacional pela Libertadores. Aliás, ver jogo do time principal do SPFC no seu campo só tem minha presença quando rola de ver alguma equipe inédita: Foram 22 times novos num total de 23 partidas e a única vez que essa regra falhou foi num duelo tricolor contra o Juventus em 2003.


Times perfilados no gramado do Morumbi. Foto: Fernando Martinez.

Falando um pouco do 586º time que vi ao vivo, o Huachipato foi fundado em 1947, conta com dois títulos na elite - 1974 e o Clausura de 2012 - e teve grande destaque ao disputar a Libertadores do ano passado (inclusive vencendo o Grêmio jogando na Arena). Na Sul-Americana deste ano, o El Campeón del Sur eliminou o San José/BOL e a Universidad Católica do Equador.

Marcado para as oito e meia da noite, já sabíamos que o jogo não teria um público magistral, e com isso o caminho de ida foi a maior moleza. Saí cedo de casa e dei sorte ao encontrar o trio Mílton, Nílton e Renato fazendo um pit stop ao lado do Metrô Butantã. Sem pressa, resolvemos ir ao estádio de táxi.

Com algum trânsito e 20 reais depois já nos encontrávamos na porta da colossal praça de esportes. Não demorei para entrar e por conta da enorme tranquilidade notei que o lugar está muito bem organizado, bem diferente do que vi ali até 2008. Com pouco mais de cinco mil pagantes, essa foi a peleja dos sonhos para nós.


Rogério Ceni em cobrança de falta. Foto: Fernando Martinez.

Peleja de sonhos que existiu somente até o apito inicial, pois o jogo em si foi feio de doer. Os tricolores Mílton e Renato não ficaram nada animados com a apresentação do time local. Parecia que seus jogadores estavam com pesos de dez quilos amarrados em seus tornozelos.


Huachipato atacando pelo alto no tempo final. Foto: Fernando Martinez.

A melhor chance de gol no tempo inicial ficou a cargo do Huachipato, mas Rogério Ceni fez grande defesa. Para coroar a péssima atuação do São Paulo, Luís Fabiano, o artilheiro dos gols inúteis, fez mais uma lambança e conseguiu ser expulso aos 32 minutos. Na saída de campo, ele recebeu homenagens inenarráveis da torcida.


Goleiro chileno saindo do gol para afastar a pelota. Foto: Fernando Martinez.

A peleja chegou ao intervalo em 0x0, e mesmo com um atleta a menos o time da casa conseguiu abrir o placar com Michel Bastos aos 10 do tempo final. Mostrando enorme incompetência, o Huachipato não conseguiu ameaçar - tirando um chute de longe e defesa linda de Rogério - o gol local.


Visão geral de um vazio Morumbi para São Paulo x Huachipato. Foto: Fernando Martinez.

Sem mais nada de novo na meia hora final, a peleja ficou mesmo em São Paulo 1-0 Huachipato. O onze brasileiro agora joga pelo empate ou por uma derrota a partir de 2x1 para se classificar para as quartas-de-final da cometição. Vale registrar que o vencedor desse duelo pega Emelec ou Goiás. Quem sabe não pinta mais um time novo na Lista em breve?

Saímos no estádio para aquela brava caminhada até a Avenida Francisco Morato e entre um assunto e outro vimos "torcedores" organizados fazendo um mini-arrastão numa das vans que vendem lanches na porta do estádio. Pior é ver que os animais que fizeram isso são bem vistos entre seus iguais, numa mostra clara que nossa sociedade está cada vez mais falida.

Bom, aos poucos o grupo foi se dividindo e por fim cheguei ao meu lar por volta da meia-noite. No frigir dos ovos, foi uma bela jornada.

Até a próxima!

Fernando

Um comentário:

  1. O terror de ir no morumbi eh exatamente esse. Voltar de la. Principalmente quando lota. Essa galerinha lota os pontos de onibus invadindo ele na marra pela porta de tras. Parando o transito.

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