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terça-feira, 21 de outubro de 2014

Cobra Coral dá bote certeiro e mata bacalhau na Série B

Salve amigos!!

Um inesperado final de semana em Recife, para conhecer minha recém nascida afilhada, não poderia deixar de fora a passagem por um estádio de futebol. Infelizmente, uma partida nada perdida, mas quando se está entre os fanáticos torcedores do Santa Cruz, o contentamento de um amante de futebol beira a plenitude.

Agradeço aqui ao amigo Esequias Pierre, que muito amavelmente me ciceroneou pela Veneza Brasileira, e ainda me agraciou com o CD de uma Troça Carnavalesca organizada por torcedores do Santinha, e três simpáticas cobrinhas, mascotes da equipe.


Detalhe do carinho recebido por Pierre. Foto: Estevan Azevedo.

Depois de me buscar em Olinda, passamos pelos arredores do Arruda, coletando outros torcedores tricolores e rumamos à Arena Pernambuco, palco de cinco pelejas na última Copa, e estádio já visitado por mim em duas oportunidades na Copa das Confederações 2013. O jogo? Santa Cruz x Vasco da Gama pelo Campeonato Brasileiro da Série B.

Dessa vez, deixei o esquema metrô-ônibus e aproveitei a carona do amigo, que lamentava o fato de o Santa não jogar no Arruda, estádio central e de fácil acesso. Realmente, chegar a Arena tem sido um martírio para os pernambucanos. No meu caso, o jogo era um sábado à tarde, e pegamos muito trânsito por conta de diversas pessoas que se dirigiam para diferentes destinos no interior do estado.


Arena Pernambuco, versão pós-Copa. Foto: Estevan Azevedo.

Já próximo ao palco da partida, a organização do trânsito não é das melhores. A impressão que fica é a de que os (des)organizadores realmente se reúnem na véspera a fim de descobrir um meio de causar o maior transtorno possível. Bom, pelo menos o estacionamento é amplo e pertinho do acesso às arquibancadas. Embora não haja segurança nenhuma no local, apesar do salgado valor pago pela vaga.


Nossa visão durante a partida. Foto: Estevan Azevedo.


Papai Joel observando atentamente a equipe. Foto: Estevan Azevedo.

Entramos minutos antes do apito inicial, e nos posicionamos na direção de um dos córneres, a fim de fugir dos raios solares. A primeira etapa foi amplamente dominada pelo Santa Cruz, que manteve a posse de bola no campo de ataque e criou boas chances, mas sem conseguir abrir o placar. O Vasco mal respondia, apenas conseguiu conter o ímpeto pernambucano após os 30 minutos. Mas nesses quinze minutos finais apenas cozinhou o galo, mal chegando próximo do gol pernambucano.


Lance da primeira etapa. Foto: Estevan Azevedo.


Zaga vascaína cortando cruzamento. Foto: Estevan Azevedo.

No intervalo provei uma saborosa paleta mexicana de paçoca, espécie de sorvete fabricado na Bahia e vendido na Arena. Com pedaços enormes de paçoca no corpo da guloseima, ganhou fácil o selo JP de qualidade. Uma especiaria requintada, das que raramente podem ser encontradas em canchas nacionais.


Uma das raras subidas do Vasco ao ataque na primeira etapa. Foto: Estevan Azevedo.


O segundo tempo foi jogado com iluminação artificial. Foto: Estevan Azevedo.

A partida mudou na segunda etapa. O Santa Cruz demonstrava cansaço, e o Vasco se aproveitava de sucessivas falhas na saída de bola pernambucana, e levava bastante perigo. Os donos da casa pareciam fadados a sucumbir a qualquer momento, e o gol vascaíno amadurecia.



O arqueiro do Santinha teve muito trabalho na etapa final mas conseguiu cumprir bem seu papel. Fotos: Estevan Azevedo.

Eis que, aos 40 minutos de jogo, a estrela de Osvaldo Canindé, o técnico pé-quente com grande experiência por clubes nordestinos, brilhou com força. Dois jogadores que entraram na segunda etapa deram novos rumos à partida. Renatinho, no campo de defesa, viu Cassiano sozinho pela direita do ataque e fez um lançamento perfeito. Cassiano deslocou o zagueiro vascaíno, centrando a bola, penetrando na área e tocando no canto direito do goleiro vascaíno, para delírio da fanática torcida coralista.


Lance da segunda etapa. Foto: Estevan Azevedo.


Ataque tricolor no segundo tempo. Foto: Estevan Azevedo.

Fim de jogo, Santa Cruz 1x0 Vasco, resultado que deixou o Santinha em sétimo lugar, e o Vasco em terceiro, ao final da rodada. O acesso ainda está muito difícil para os pernambucanos, mas o momento do time é bom, e se a sequência de bons resultados continuar, o clube pode surpreender, após um início muito ruim.

O Vasco, apesar da irregular temporada, deve confirmar o acesso. O título, porém, está custando muito caro para o clube, que talvez não tenha garrafas vazias pra vender em número suficiente. Os adversários já estão falando que o bacalhau será vice.


Com Pierre a direita, a rapaziada presente se reuniu pra registrar o momento. Foto: Transeunte.


Escultura “O Artilheiro”, de Abelardo da Hora, valorizando o entorno do estádio. Foto: Estevan Azevedo.

Se chegar no estádio foi complicado, a saída não foi diferente. Com as cerca de 20 mil pessoas presentes se retirando praticamente ao mesmo tempo, os poucos acessos ficam congestionados rapidamente, num verdadeiro caos.

Com a sabedoria de um “Jurandyr”, Pierre se embrenhou por entre caminhos de São Lourenço da Mata e Camaragibe, e com segurança retornamos a Recife, a tempo de visitar o largo onde, há 100 anos, começou a história do Santinha. Um delicioso arrumadinho de bacalhau (não poderia ser outro o prato do jantar) e algumas biritas depois, Pierre ainda me levou até o meu QG, em Jaboatão dos Guararapes.

Foi isso! Até a próxima!

Estevan

Um comentário:

  1. Esse foi um dos bons (poucos) jogos da Série B do ano que passou, ficamos felizes demais em poder receber os amigos quando vem nos visitar. venha e volte sempre meu amigo.

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