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quinta-feira, 28 de agosto de 2014

JP na Copa (parte 11): Alegria e goleada argelina em Porto Alegre

Opa,

Após curtir Honduras x Equador na noite do dia 20 de junho na Arena da Baixada, a madrugada de sexta pra sábado foi curta por conta de uma maratona Curitiba-São Paulo/São Paulo-Porto Alegre, tudo com apenas seis horas de diferença. No apertado cronograma de viagens da Copa do Mundo, essa era a única opção possível. Tudo para ver o genial jogo entre Coreia do Sul e Argélia no domingo no Beira-Rio.

A programação foi feita direitinho: como o voo de Curitiba para a capital paulista partiria seis e meia da matina, a ideia era pegar um busão executivo no Shopping Estação, que fica no centro da cidade, no máximo até cinco horas e em meia hora estaríamos no aeroporto. Simples, rápido e sem problemas, certo?

Então, no papel estava tudo bem, mas no frigir dos ovos o ônibus simplesmente não passou, deixando várias pessoas na mão. A cada virada do relógio o desespero aumentava, pois não podíamos nem em sonho perder a viagem para casa. Por sorte conhecemos dois paulistanos na fila e na base da camaradagem rachamos um táxi, que surgiu como um milagre, com destino ao Afonso Pena.

O percurso foi feito na base do "Need for Speed" com o motorista roletando farol vermelho, passando por cima de calçada e desrespeitando umas 174 leis de trânsito. Chegamos no aeroporto às 5h50, quarenta minutos antes do horário de decolagem. Só que a fila para o embarque era ENORME e só na base da cara-de-pau e do xaveco furado nós conseguimos entrar no avião no último minuto da prorrogação.

Durante os quarenta minutos de viagem o único sentimento presente foi um enorme alívio. Se não tivéssemos pego o voo estaríamos completamente ferrados. Chegamos em São Paulo pouco antes das sete e meia e logo fomos para casa. Deu tempo apenas de tomar um banho, um café e arrumar as coisas para a continuação da jornada.

Voltamos então para o aeroporto de Cumbica para pegar outro voo agora com destino ao Salgado Filho, na segunda vez que fomos para o Rio Grande do Sul num período de quatro dias. Essa estadia em Porto Alegre marcou a única vez em todo o Mundial que fiquei num hotel com direito a dormir, dormir e dormir para colocar o atrasadíssimo sono em dia.


Belíssimo entardecer em Porto Alegre. Foto: Fernando Martinez.

De sábado para domingo tive a primeira noite realmente bem dormida desde o início do certame e acordei muito bem disposto. Depois do ótimo café da manhã dois amigos apareceram no hotel para tornar a jornada mais genial: a dupla Estevan, vindo de Belo Horizonte, e Emerson Ortunho, marcando presença na sua única partida na Copa do Mundo.

Seguimos no possante do amigo jabaquarense e conseguimos milagrosamente estacionar do lado do Shopping Praia de Belas. Dali fomos a pé até o belíssímo Beira-Rio pela longa avenida que leva até a casa colorada. Quando chegamos vimos que as filas estavam dentro do limite do suportável e não demorou muito para passarmos pelas catracas.


Não tem como não citar a presença do técnico Tite na fila antes de entrar no Beira-Rio. Humilde, o campeão do mundo de 2012, tirou foto com quase todo mundo por ali. Foto: Fernando Martinez.

Ouvi muitas pessoas falarem que esse jogo era "sem graça" e "um dos piores da Copa". Um absurdo, já que pra mim é inconcebível que alguém ache realmente que exista um "jogo ruim" num torneio como a Copa do Mundo. Falar que um jogo foi fraco depois dele ter acontecido tudo bem, mas antes não tem o menor cabimento. Tenho certeza que a maior parte dos 42.732 torcedores que pagaram ingresso para essa partida compartilham da minha opinião.


Beira-Rio com um ótimo público para mais um jogo da Copa do Mundo. Foto: Fernando Martinez.


Times perfilados para os respectivos hinos nacionais. Foto: Fernando Martinez.

Para deixar a tarde ainda mais legal acabamos vendo uma partida sensacional. A Coreia do Sul havia empatado com a Rússia na primeira peleja do Grupo H e contava com uma vitória em cima dos africanos para encaminhar a vaga nas oitavas. Derrotada na estreia pela Bélgica, a Argélia entrava como franco-atiradora.


Ataque argelino no começo do jogo. Foto: Fernando Martinez.


A zaga coreana bateu cabeça durante todo o primeiro tempo. Foto: Fernando Martinez.

Mas foi a equipe comandada pelo técnico Vahid Halilhozic que mostrou um futebol avassalador durante o tempo inicial. A equipe não deu espaços para o escrete coreano e praticamente definiu a peleja num espaço de 12 minutos com gols de Slimani aos 26, Halliche aos 28 e Djabou aos 38.


Uma rara chegada asiática no tempo inicial. Foto: Fernando Martinez.


Comemoração argelina. Foto: Fernando Martinez.


Início da jogada do terceiro gol do time africano. Foto: Fernando Martinez.

Como já havia visto em Belo Horizonte na rodada anterior, a torcida argelina deu um show nas arquibancadas do Beira-Rio, contagiando os "indecisos" que não sabiam para quem torcer. No tempo final a Coreia do Sul começou apostando no milagre e diminuiu com o camisa 9 Heungmin aos cinco.


Defensor argelino protegendo a pelota. Foto: Fernando Martinez.


Bom corte da zaga da Argélia. Foto: Fernando Martinez.

O time asiático jogava melhor e levava bastante perigo para a zaga da Argélia. Mas numa bobeira do seu setor defensivo Brahimi fez o quarto gol africano aos 17 minutos. Foi a primeira vez que uma seleção do continente marcou quatro vezes num jogo de Copa do Mundo. Histórico.


Disputa de bola na lateral. Foto: Fernando Martinez.


A Coreia tentou, tentou, tentou, mas não conseguiu fazer o terceiro. Foto: Fernando Martinez.


Já de noite, mais uma visão geral do Beira Rio. Foto: Fernando Martinez.

O time azul e vermelho ainda marcou o segundo gol aos 27 com Jacheol Koo, mas não teve forças para fazer mais. No fim, o placar de Coreia do Sul 2-4 Argélia complicou demais a situação da seleção sede da Copa 2002. Já a Argélia encaminhou sua até então inédita vaga para as oitavas, confirmada dias depois no empate contra a Rússia.


Fachada iluminada do Beira-Rio após Coreia do Sul x Bélgica. Foto: Fernando Martinez.


Fernando, Renato, Emerson e Estevan na frente da casa colorada. Foto: Angélica Quissi.

O pós-jogo teve a presença do "Super Coreia" Renato Rocha e da corrida desenfreada do Estevan até o aeroporto para não perder seu voo para Fortaleza. Depois de um bom jantar no shopping o Emerson voltou para seu QG no interior gaúcho.

Eu e a Van permanecemos em Porto Alegre até as primeiras horas da manhã de segunda-feira. Sem tempo suficiente para descansar, claro, pois a próxima parada no Mundial estava marcada para as 13 horas da segunda-feira na Arena Corinthians. Mais correria à vista!

Até lá!

Fernando!

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