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sexta-feira, 4 de julho de 2014

JP na Copa (parte 2): El Humedal Rojo!

Salve amigos!

É com imenso prazer que compartilho com os amigos do JP minha primeira experiência em um jogo de Copa do Mundo. Depois de um voo que já começou animado na sala de embarque de Viracopos, instalei-me num acanhado mas tolerável hotelzinho do centro de Cuiabá e parti para a majestosa Arena Pantanal, um dos “elefantes brancos” dessa Copa. O jogo? Chile e Austrália, fechando a rodada inicial do Grupo B.


Confraternização em Viracopos. Foto: Estevan Azevedo.


Registrando minha estreia em frente à Arena Pantanal. Foto: Transeunte.

Infelizmente, as impressões não foram as melhores. Os arredores do estádio parecem ter sido totalmente esquecidos durante a preparação, com uma infra-estrutura que deixa a desejar.

Já na chegada, uma inexplicável fila se enroscava ao longo da calçada, enquanto centenas daqueles direcionadores de fila pareciam estar preparados somente para o próximo jogo. Faltando menos de uma hora pra começar a partida, tive a nítida impressão de que os torcedores estavam sendo entrevistados antes de entrar na Arena.

Alguém percebeu que, nessas condições, o jogo começaria com um público ridículo, e as porteiras se abriram. Talvez isso explique a entrada de fogos de artifício que foram explodidos no final da partida, para desespero de Blatter e suas ovelhas.


Chegada dos torcedores. Foto: Estevan Azevedo.



Imagens da desorganização: direcionadores vazios e filas pela calçada. Fotos: Estevan Azevedo.

O belíssimo palco do jogo também tinha muita poeira sobre as cadeiras, e pias de mármore nos banheiros. Faltou água em algumas torneiras, e já antes do espetáculo começar, as condições de higiene me deram certa saudade do Pacaembu de uns Corinthians x “Ituanos” da vida, perdidos lá nos anos 80.

 

Detalhes da precariedade dos banheiros. Fotos: Estevan Azevedo.

Em relação à partida, foi muito mais emocionante do que eu esperava, desde os hinos, cantados a plenos pulmões tanto pelos cerca de 20 mil chilenos quanto pelos cerca de 10 mil australianos que fizeram a festa com os brasileiros que completaram o excelente público de pouco mais de 40 mil espectadores.


Visão panorâmica do estádio durante a partida. Foto: Estevan Azevedo.


Visão de meu assento. A imagem não faz jus à realidade, um a vez que parece que estamos muito mais distantes do que de fato estamos. Foto: Estevan Azevedo.

O Chile começou avassalador, abrindo 2 a 0 com Alexis Sanchez, “the man of the match” e Valdivia, que fez um gol de craque. O jogo, que parecia se encaminhar para uma goleada acachapante, aos poucos foi se equilibrando, para alegria dos torcedores dos “socceroos”.

Os latinos foram deixando eles gostarem cada vez mais do jogo, e permitiram que Cahill descontasse, de cabeça. Teve de tudo na comemoração, inclusive os banhos de cerveja que pensei que só acontecessem entre torcedores de terceiro mundo. Bem, considerando o “mundo futebol”, não deixo de ter certa razão.



Chilenos comemorando o segundo gol e subindo ao ataque para tentar o terceiro. Fotos: Estevan Azevedo.


Zagueiro usando a cabeça para salvar a Austrália. Foto: Estevan Azevedo.

Na segunda etapa, o Chile não se encontrava em campo, e dava espaços para Bresciano fazer o que queria. O empate saiu, mas foi anulado pela questionável arbitragem africana (de onde eu estava, não deu pra ver se houve erro nesse lance mas, de forma geral, achei uma arbitragem um tanto insegura; inclusive, houve a cobrança de uma lateral em que o jogador australiano estava com os dois pés dentro do campo!).


Ataque australiano na segunda etapa. Foto: Estevan Azevedo.


Arqueiro australiano se preparando para repor a bola em jogo. Foto: Estevan Azevedo.

Nos acréscimos, Beausejour deu números finais à partida, que não traduzem o que se viu em campo, embora a justiça da vitória não se questione. Em verdade, o time amarelo é limitadíssimo, e cometeu erros infantis durante toda a partida.


Fogos estouraram no final da partida, alguns rojões poucos metros acima dos jogadores. Foto: Estevan Azevedo.

Após o apito final, com o placar de Chile 3-1 Austrália, pelo menos um torcedor do país sul-americano invadiu o campo para comemorar com os jogadores. Pra mim, o Chile já era candidato para acompanhar a Holanda na segunda fase, mas esperava um pouco mais. Passado o nervosismo da estreia, o time enfrentou e venceu com propriedade a até então temida Fúria no Maracanã, tendo a honra de eliminar os atuais campeões.


Momento final de minha estreia em Copas. Foto: Estevan Azevedo.

Na saída do estádio, muita festa com os alegres “Hermanos”, que seguiu dentro do ônibus durante todo o trajeto até a Praça Popular, no centro da cidade, onde australianos, chilenos e brasileiros se confraternizaram até o dia clarear, regados por muita cerveja e claro, um pouco de Pisco, bebida chilena destilada de uva.


Festa chilena na saída do estádio, com sua bela iluminação em verde e amarelo. Foto: Estevan Azevedo.

Para mim, uma das festas mais inesquecíveis que o futebol poderia me proporcionar.

CHI-CHI-CHI, LE-LE-LE, VIVA CHILE!!

Até a próxima!

Estevan

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