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quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Portuguesa e Vitória ficam no empate no Canindé

Opa,

Domingo passado fui mais uma vez ao Estádio Osvaldo Teixeira Duarte para um joguinho da Portuguesa no Campeonato Brasileiro, agora contra o Vitória da Bahia válido pela 30ª rodada. Depois de quebrar minha sequência pessoal de 10 partidas vistas na sequência no Canindé no confronto contra o Goiás, o retorno era obrigatório.


Times perfilados para o Hino Nacional Brasileiro. Foto: Fernando Martinez.

Contando apenas pelejas pela principal divisão do nacional, a Portuguesa se tornou freguesa dos baianos nos últimos 17 anos. De 1996 pra cá foram 13 confrontos e o time paulista venceu o rubro-negro apenas uma vez, por 3x2 na edição 1991 do certame, sendo derrotada sete vezes. Bizarro é que isso acontece apenas na Série A, pois na Série B, aonde o duelo aconteceu cinco vezes de 2005 até 2011, a Lusa não perdeu nenhuma.


Abraço simbólico entre os atletas, ato que aconteceu nos 10 jogos da 30ª rodada do Brasileirão 2013. Foto: Fernando Martinez.

Na quente noite do domingo, 3.687 torcedores pagaram ingresso mas não viram uma atuação de encher os olhos por parte do time local. Na maior parte do tempo o futebol apresentado lembrou o horrendo período rubro-verde no primeiro turno. O Vitória se aproveitou e chegou ao primeiro gol aos 18 minutos. O setor ofensivo armou bela jogada que terminou com o chute de Luís Cáceres.


Ataque lusitano pelo alto no primeiro tempo. Foto: Fernando Martinez.

O primeiro tempo foi fraco e terminou com a vantagem parcial para os visitantes. No segundo a Portuguesa melhorou um pouco, mas cometeu um erro que por pouco não se tornou fatal: deixou o setor defensivo vulnerável aos contra-ataques baianos.


O mito Sardinha, a entidade que vive apenas dentro do estádio lusitano, em mais um momento de tranquilidade e muita serenidade nas arquibancadas. Foto: Fernando Martinez.

Sem exagero nenhum, o Vitória perdeu dois gols que podem facilmente ser classificados como "imperdíveis". O amigo Mílton, sempre atuando como uma espécie de profeta soltou que "essas oportunidades fariam falta". Dito e feito. Num dos primeiros ataques perigosos da Lusa a bola foi cruzada da direita e a zaga visitante falhou. Ligado no lance, Moisés se aproveitou e encheu o pé para deixar tudo igual no marcador aos 17 minutos.


Ataque local no segundo tempo. Foto: Fernando Martinez.

O empate fez com que o jogo ficasse ainda mais aberto e vimos mais uma série de chances desperdiçadas pelo Vitória. Embora a Lusa também tenha perdido algumas, no fim o empate não foi nada trágico para o time paulista. O resultado de Portuguesa 1-1 Vitória deixou os baianos na sétima posição com 44 pontos e o rubro-verde com 38, na 13ª.

No domingo agora a Portuguesa poderia ter mais uma chance de se afastar do Z4 jogando dentro dos seus domínios. Pena que a tacanha diretoria tenha novamente vendido o mando e levado o jogo contra o Flamengo para a cidade de Fortaleza (!). A alegação oficial é que no Ceará a renda será maior. Mas vem cá, se o problema é a renda, por qual motivo não fazer o jogo no Pacaembu cheio de flamenguistas? Não seria uma forma de prestigiar os sócios-torcedores do time? Perguntas que, como sempre acontece pelos lados do Canindé, ficarão sem resposta.

Até a próxima!

Fernando

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