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segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Bom jogo no ABC e vitória do São Caetano contra o Paysandu

Opa,

Sábado à noite enfrentei frio e chuva de vento na minha volta ao Campeonato Brasileiro da Série B. Apenas pela segunda vez em 2013 - a primeira no distante dia 1º de junho - fui ao Estádio Anacleto Campanella ver um jogo do claudicante São Caetano. O adversário da vez para esse "jogo de seis pontos" foi o Paysandu, na última visita dos paraenses ao estado de São Paulo nesse certame.

Confronto comum até meados da década passada, Azulão e Papão não jogavam no ABC desde 10 de setembro de 2005, quando o bicolor venceu por 2x1, na única vitória fora de casa no histórico do duelo. O mais emocionante deles com certeza foi o 5x4 para o São Caetano realizado no Palestra Itália pela Copa João Havelange em 2000. Aquela vitória emocionante colocou o time paulista entre os 16 melhores times do campeonato... E todo mundo sabe o desenrolar dessa história.

Contei com a companhia do Mílton e do Renato para essa jornada. Chegamos no estádio cedo, e dessa vez resolvi ir ao gramado para captar as imagens dos times. Como sempre, o São Caetano não posou, mas consegui de forma exclusiva a foto oficial do Paysandu, que aparece pela primeira vez no profissional aqui no JP (com destaque para a belíssima camisa com a faixa invertida).


Paysandu SC - Belém/PA. Foto: Fernando Martinez.


Trio de arbitragem da partida composto pelo árbitro Célio Amorim (SC) e os assistentes Celso Luiz da Silva (MG) e Pedro Araujo Cotta (MG) e os capitães dos times. Foto: Fernando Martinez.

Confesso que não esperava um jogo muito bom, mas felizmente me enganei. A peleja foi disputada num ótimo nível. Os primeiros 20 minutos de jogo foram todos do Paysandu. O Azulão não conseguiu jogar e viu o time paraense chegar sempre com perigo.


O Paysandu começou bem o jogo, para a alegria da sua sempre presente torcida. Foto: Fernando Martinez.

Como estava acompanhando o ataque local, vi de longe as movimentações nesse período. Em busca de uma foto melhor na boate do Anacleto, decidi então ir acompanhar o ataque do Papão da Curuzu. Só que a Lei de Murphy resolveu dar as caras e quem passou a atacar foi somente o São Caetano. Resultado: no primeiro tempo, vi as principais chances de gol acontecerem no lado oposto de onde me encontrava.


Jael matando a bola de um jeito estranho no campo de ataque. Foto: Fernando Martinez.


Escanteio para o São Caetano no tempo inicial. Foto: Fernando Martinez.

Embora os dois times tenham criado ótimas oportunidades, a etapa inicial terminou sem gols. No segundo fui para as arquibancadas e dali vi um segundo tempo ainda melhor. Lutando contra o rebaixamento, o time paulista abriu o placar aos 7 minutos com um chutaço de longe do camisa 4 Frederico.


Ataque paraense pela direita. Foto: Fernando Martinez.

Aos 16 o São Caetano ampliou com um estranho gol de costas do zagueiro Douglas. Jogando fácil, a equipe da casa soube administrar a vantagem e foi levando a peleja sem perigo. O Paysandu estava batido, mas aos 38 minutos a zaga local afastou mal uma bola cruzada e Careca chutou forte no canto esquerdo para diminuir.


Agora do alto, São Caetano iniciando contra-ataque. Foto: Fernando Martinez.

Os minutos finais foram de sufoco para os paulistas e o arqueiro Júnior teve ótima participação. Aos 49 rolou a derradeira chance de gol para o Paysandu num escanteio pela esquerda. A zaga conseguiu afastar e a bola sobrou para o camisa 13 Luiz Eduardo. O único zagueiro que fazia a proteção do campo defensivo falhou e o jogador paulista avançou livre. O goleiro Rafael estava adiantado e com um toque de extrema categoria ele encobriu o camisa 1 do Papão chutando da intermediária, marcando uma pintura de gol.


Bola levantada na área do time paulista. Foto: Fernando Martinez.

Placar final do jogo: São Caetano 3-1 Paysandu. O triunfo não tirou o time do ABC da zona de rebaixamento, mas pelo menos serviu para mostrar que a equipe pode se salvar. Fora da Série C desde 1998, o Azulão não pretende voltar pra lá tão cedo.

Saímos do estádio naquele horário super legal - 23 horas - e contamos com uma carona surreal de um taxista que estava nas redondezas para uma corrida marcada com antecedência por um passageiro comum. Como ele iria para a estação da CPTM, não nos fizemos de rogados e lotamos o veículo sem cerimônia. Tudo para chegar rápido em casa, já que no domingo cedo tinha mais futebol na pauta.

Até lá!

Fernando

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