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segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Palmeiras goleia o Tanabi e está nas oitavas do sub17

Opa,

Após cinco rodadas disputadas do Grupo 13 do Campeonato Paulista sub17, o Palmeiras se encontrava em delicada situação. O time precisava vencer a todo custo, se possível por goleada, o genial (e eliminado) Tanabi no Estádio Nicolau Alayon para ainda pensar em vaga na próxima fase da competição.

Caso Marília e São Bernardo FC empatassem o duelo realizado no Estádio Bento de Abreu, o alviverde precisaria vencer o Índio por três gols de diferença. O time da longínqua cidade havia perdido seus cinco compromissos nessa fase e também não tinha marcado nenhum gol. Só que o confronto que parecia ser fácil foi sofrido durante todo o tempo inicial.


SE Palmeiras (sub17) - São Paulo/SP. Foto: Fernando Martinez.


Tanabi EC (sub17) - Tanabi/SP. Foto: Fernando Martinez.


Capitães dos times e trio de arbitragem. Foto: Fernando Martinez.

O ataque local foi incapaz de vencer o goleiro Fábio durante todos os 40 minutos iniciais. O pior é que foram várias as chances de gol, todas desperdiçadas pelos afoitos avantes locais. O Tanabi jogava com vontade sem se intimidar com a grande vontade palmeirense. Mas a expulsão de Brayan, camisa 7 do time visitante, aos 37 minutos mudou o panorama da peleja.


Ataque palmeirense sendo neutralizado pela zaga do Tanabi. Foto: Fernando Martinez.


Outro gol perdido pelos atacantes locais no primeiro tempo. Foto: Fernando Martinez.

No segundo tempo, precisando da vitória a qualquer custo, o Palmeiras se aproveitou da vantagem numérica e conseguiu finalmente furar o bloqueio defensivo do Tanabi. Rentería abriu o marcador com um gol aos 7 minutos, o famoso tento para "abrir a porteira". O Índio se desorganizou e viu o camisa 11 Gabriel Fernando se consagrar.


Marcação implacável do Índio foi a tônica do tempo inicial. Foto: Fernando Martinez.


Bola disputada pelo alto. Foto: Fernando Martinez.

Principal goleador do time da casa no sub17, ele marcou três vezes, aos 20, 33 e 37 minutos, e agora conta com 12 gols na tábua de artilharia. No fim, o placar de Palmeiras 4-0 Tanabi classificou no sufoco o alviverde para as oitavas-de-final do certame.


No segundo tempo, o jogo foi todo do Palmeiras, aqui desperdiçando mais um gol. Foto: Fernando Martinez.


Quarto tento do escrete palmeirense e terceiro de Gabriel Fernando, artilheiro da equipe no sub17 com 12 gols. Foto: Fernando Martinez.

O onze palmeirense agora enfrentará o Comercial em busca de um lugar entre os oito melhores. O outro classificado da chave foi o São Bernardo FC, que venceu o MAC. Vale lembrar que a vaga veio com uma pitada grande de sorte, pois se o Marília não tivesse perdido quatro pontos no TJD, o escrete paulistano estaria eliminado.


Placar final da partida no Nicolau Alayon. Foto: Fernando Martinez.

Saí do Nacional meio capengando de cansaço mas ainda imaginando qual seria meu terceiro jogo no dia. Voltei para casa para um rápido almoço, mas percalços me fizeram desistir da jornada. Acabei ficando no meu lar no restante do dia e também "obrigado" a desistir da rodada dominical. Faz parte...

Até a próxima!

Fernando

Palmeiras e Paulínia ficam no empate e estão nas oitavas do Paulista sub-15

Fala, pessoal!

O final de semana futebolístico do JP se resumiu a uma rodada dupla alviverde nas categorias de base no Estádio Nicolau Alayon no sábado cedo. O Palmeiras, agora mandando suas partidas na casa nacionalina, recebeu o Paulínia FC na última rodada da segunda fase do Campeonato Paulista sub-15.


SE Palmeiras (sub-15) - São Paulo/SP. Foto cedida: Luiz Fôlego.


Paulínia FC (sub-15) - Paulínia/SP. Foto cedida: Luiz Fôlego.

Na disputa do Grupo 15, o Paulínia se classificou para as oitavas-de-final com antecedência. O Palmeiras ainda corria riscos, pois caso fosse derrotado e o Atlético Araçatuba vencesse o eliminado Rio Branco por três gols de diferença, seria a equipe do interior a outra classificada. Um empate classificaria o time paulistano.


Trio de arbitragem e capitães dos times. Foto cedida: Luiz Fôlego.

Sem ver um 0x0 no antigo infantil desde 2009, não foi dessa vez que o tabu de quatro anos foi quebrado. O jogo foi bom e muito movimentado, com boas chances das duas equipes no tempo inicial. O Palmeiras saiu na frente com um golaço de bicicleta do camisa 9 Marcelo Burim aos 21 minutos. Foi o quarto gol dele no certame.


Ataque palmeirense no jogo contra o Paulínia. Foto: Fernando Martinez.

Na saída de bola o Paulínia empatou em bela jogada pela esquerda. O autor do gol foi Murilo, o outro camisa 9 da peleja. O bom primeiro tempo terminou com o 1x1. No intervalo encontrei o trio-de-ferro composto pelo Luiz, Renato e Ricardo, e junto com eles, além do seu Natal, vi o segundo tempo da peleja.


Início da jogada do gol de empate do time visitante. Foto: Fernando Martinez.


Comemoração de Murilo no gol do Paulínia. Foto: Fernando Martinez.

No tempo final, o jogo foi todo do Palmeiras. A equipe da casa bombardeou o gol defendido pelo arqueiro David Silva, buscando a vitória que deixaria o time na liderança da chave. Apesar do completo domínio por todos os 30 minutos, o segundo gol não saiu.


Lance de Palmeiras x Paulínia pelo Paulista sub-15. Foto: Fernando Martinez.


Ataque alviverde pela direita. Foto: Fernando Martinez.

O jogo terminou com o marcador obtido ainda no primeiro tempo: Palmeiras 1-1 Paulínia. A equipe do interior terminou a segunda fase na primeira colocação do grupo 15 com 13 pontos, enquanto o alviverde foi segundo com 11. Nas oitavas, o time azul e amarelo irá enfrentar o Comercial e o Palmeiras terá pela frente seu maior rival, o Corinthians.

Mais tranquilo, o time sub-17 entrou em campo na sequência para um jogo de vida ou morte contra um raro adversário.

Até lá!

Fernando

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Água Santa goleia o Assisense e continua 100% no Baetão

Opa,

Depois do intenso calor no final de semana passado e da chegada da primavera, imaginei que os dias frios na Grande São Paulo haviam chegado ao seu final nesse ano de 2013. Para a minha alegria, a sessão noturna de futebol de quarta-feira foi com aquele tempo frio que adoramos tanto. Com 12 graus na moleira, fui até o Baetão para o confronto entre Água Santa e Assisense, válido pela segunda rodada do Grupo 20 da quarta fase do Campeonato Paulista da Segunda Divisão.


EC Água Santa - Diadema/SP. Foto: Fernando Martinez.

Na estreia da chave, o time de Diadema empatou sem gols com o Cotia jogando fora de casa, enquanto o Assisense venceu a Inter de Bebedouro jogando dentro dos seus domínios. O Falcão do Vale chegou em São Bernardo do Campo ocupando a liderança provisória do Grupo 20. Só que jogar contra o Água Santa no ABC não está sendo nada fácil para os adversários.


CA Assisense - Assis/SP. Foto: Fernando Martinez.

Em 11 jogos como mandante, o Água somou oito vitórias, dois empates e apenas uma derrota, ainda assim para o conterrâneo CA Diadema no distante dia 4 de maio. Se formos levar em conta somente os jogos do time no Baetão, o destaque é ainda maior: Foram cinco jogos com cinco vitórias e 16 gols marcados. 100% de aproveitamento com louvor.


Capitães dos times junto ao árbitro Marcelo Aparecido de Souza e os assistentes Danilo Ricardo Simon Manis e Carlos Augusto Nogueira Junior. Foto: Fernando Martinez.

O time azul e branco com certeza sabia da pedreira que estava prestes a enfrentar. Para isso, tentou fazer uma rápida blitz logo na saída de bola, resultando no primeiro chute ao gol local com apenas 15 segundos de peleja. Só que o time comandado pelo técnico Ademílson Venâncio foi surpreendido e sofreu forte golpe no lance seguinte.


Movimentação no meio-campo. Foto: Fernando Martinez.

Na primeira virada do ponteiro, o camisa 8 Rafael Mineiro acertou um chutaço de longe, o goleiro Carlão rebateu pro meio da área e Danilo, mostrando grande oportunismo, apareceu livre para cabecear e marcar o primeiro do Água Santa. A torcida, mais uma vez em grande número apesar da chuva e do frio, fez a festa.


O árbitro do jogo indo conferir a situação do atleta do Água Santa estirado na lateral. Foto: Fernando Martinez.


Ataque do Assisense pelo alto. Foto: Fernando Martinez.

Diferente do que poderíamos esperar, o Assisense não se intimidou e jogou de igual pra igual durante todo o primeiro tempo. Vimos uma partida de altíssimo nível, muito melhor, por exemplo, do que Corinthians x Grêmio, também realizado na noite de quarta. Foram vários bons ataques para os dois lados.


Disputa de bola na lateral. Foto: Fernando Martinez.

No finalzinho do tempo inicial, mais precisamente aos 48 minutos, o Água Santa acabou marcando o segundo em outro lance de "sorte" de Danilo. Após roubada de bola ainda no campo defensivo, o lateral Assolan fez grande jogada individual. Ele invadiu a área e dividiu com o arqueiro do Assisense. A bola espirrou, e no rebote o camisa 9 tocou no susto e fez seu oitavo gol no certame.


Visão geral de um Baetão com bom público para Água Santa x Assisense. Foto: Fernando Martinez.

A chuva não dava trégua, então fui para as arquibancadas do estádio. Lá encontrei os amigos Sérgio, Luiz e Ricardo Espina, todos vibrando com a baixa temperatura. Quando o jogo recomeçou, ficou claro que o Assisense havia sentido demais o segundo gol local.


Chegada tímida do Assisense no campo defensivo do Água Santa. Foto: Fernando Martinez.

O Água Santa tomou conta da partida e ocupou todo o campo do time visitante. Aos 8 minutos, Rafael Mineiro chutou forte do meio da área e o zagueiro do Assisense salvou com o braço. Pênalti para o time "local". Ele mesmo foi para cobrança e fez o terceiro. Aos 22, Rafael Martins fez uma pintura de gol, acertando um chutaço por cobertura da entrada da área.


Terceiro gol do time de Diadema na fria noite, marcado pelo camisa 8 Rafael Mineiro. Foto: Fernando Martinez.

Dali para frente, o jogo caiu um pouco de produção, mas ainda assim foi bem agradável de se assistir. Mesmo com a ampla vantagem, o Água Santa continuou infernizando os zagueiros do time azul e branco. Faltou pouco para vermos uma goleada ainda mais ampla no Baetão.


Pelo alto, mais uma infrutífera investida do Falcão do Vale no tempo final. Foto: Fernando Martinez.

O placar final de Água Santa 4-0 Assisense pode ter sido um tanto quanto cruel com o Falcão do Vale, principalmente pelo bom futebol apresentado no primeiro tempo, mas foi justo se considerarmos o ótimo aproveitamento ofensivo do escrete diademense. É fato que a equipe é não só candidata forte ao acesso, mas também ao título da Segundona.

Até a próxima!

Fernando

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Vitória paulistana no duelo grená da Copa Paulista

Opa,

Depois de ficar mais de dois meses sem ver um jogo do Juventus, finalmente voltei ao Estádio Conde Rodolfo Crespi para o "clássico grená" entre o Moleque Travesso e a Ferroviária de Araraquara. O duelo, válido pelo Grupo 7 da Copa Paulista, teve aquele cheirinho de nostalgia no ar.


CA Juventus - São Paulo/SP. Foto: Fernando Martinez.

De 1958 até 1996, os dois times se enfrentaram quase 60 vezes em jogos do Campeonato Paulista. Desde que a Ferrinha caiu (e nunca mais jogou na elite) os confrontos ficaram esparsos, se concentrando apenas em pelejas da Copa Paulista e afins e poucos compromissos na A2 e A3. Mas é inegável a força histórica do combate entre os dois grenás mais famosos do estado.


Ferroviária F S/A - Araraquara/SP. Foto: Fernando Martinez.


O árbitro Antônio de Oliveira Junior, os assistentes Paulo de Souza Amaral e Eduardo Augusto Borges e os capitães dos times. Foto: Fernando Martinez.

Na estreia dessa fase, o Juventus jogou bem mas perdeu para o Rio Preto. Logo, uma vitória em casa era obrigatória em busca de uma vaga nas quartas do torneio. A Ferrinha havia vencido o Ituano na Fonte Luminosa e um empatezinho já seria bastante comemorado. Essa chave seguramente é a mais complicada dessa fase.


Ataque local pela direita no começo de jogo. Foto: Fernando Martinez.

Apesar da expectativa, o primeiro tempo foi fraquíssimo e muito abaixo da média. A peleja ficou concentrada apenas do meio-campo e excepcionalmente os 45 minutos parece que viraram 240, tamanho o marasmo na fira tarde. Não rolou nenhuma chance clara de gol e com a inspiração longe de Javari, o tempo inicial terminou no óbvio "ocho".


Escanteio para o Moleque Travesso e muvuca da área da Ferroviária. Foto: Fernando Martinez.


Atacante local encarando zagueiro araraquarense. Foto: Fernando Martinez.

No tempo final as alterações do técnico Celinho deram resultado e a entrada do camisa 18 Bruno Santiago foi determinante para a boa atuação do setor ofensivo do escrete paulistano. O jogador de 19 anos infernizou a zaga da Ferroviária e obrigou o arqueiro visitante a trabalhar com fortes chutes de longe, algo que não havia rolado no primeiro tempo.


Rara chance de gol do time visitante no tempo inicial. Foto: Fernando Martinez.


No segundo tempo, o Juventus melhorou bastante e infernizou a zaga da Locomotiva. Foto: Fernando Martinez.

Só que o gol teimava em não sair e aquela chata sensação de "0x0" ficava cada vez mais forte. Para a felicidade da maior parte dos 371 pagantes, o time da casa finalmente marcou seu gol aos 35 minutos. Após grande jogada pela esquerda, a bola foi alçada na área. O camisa 9 Renato subiu livre e, meio sem querer, tocou de cabeça para o fundo das redes.


Rafael Branco atacando pela lateral. Foto: Fernando Martinez.


Detalhe do gol da vitória do Juventus, marcado de cabeça pelo camisa 9 Renato. Foto: Fernando Martinez.

Sem forças para reagir, a Locomotiva viu a peleja terminar com a primeira derrota nessa fase. No fim, o placar de Juventus 1-0 Ferroviária embolou a chave com os quatro times somando três pontos ao final de duas rodadas. O time de Itu venceu o Rio Preto por 2x1 na outra peleja do grupo.

Nem deu tempo de embaçar muito, já que tive que sair correndo da Javari para acompanhar a primeira apresentação do Água Santa "em casa" na quarta fase da Segundona Paulista. Nem o frio, nem a chuva e nem o sono foram adversários suficientemente fortes para me tirar do jogo no Baetão.

Até lá!

Fernando

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Raposa soma um ponto diante do Campeão do Mundo

Salve, amigos!

Trilhando o caminho rumo à minha meta pessoal para 2013, estive no Pacaembu no último domingo, para matar a saudade do Coringão e rever o Cruzeiro depois de 12 anos. Havia visto o líder do Campeonato Brasileiro da Série A em cinco oportunidades, duas delas no profissional: contra o mesmo Corinthians, no mesmo Paulo Machado de Carvalho, em um empate com dois gols de bola parada (Neto e Charles), e outra no Mineirão, mais um empate em um gol, diante do chileno Colo-Colo.

As fortes chuvas que se abateram sobre a capital bandeirante por pouco não fizeram com que eu desistisse de meu desiderato, mas mesmo chegando uns dez minutos atrasado, acompanhei um agradável 0x0.


28 mil torcedores compareceram ao Pacaembu. Foto: Estevan Mazzuia.

O primeiro tempo foi todo cruzeirense. Irreconhecível, o time de Tite dava muitos espaços ao onze azul e mal conseguia passar do meio de campo. Em tarde inspirada, Cássio fez ao menos três defesas milagrosas, e conseguiu que o alvinegro não fosse para os vestiários já sofrendo uma acachapante goleada.


Um raríssimo ataque alvinegro na primeira etapa. Foto: Estevan Mazzuia.

Confesso que eu estava muito confiante na vitória alvinegra, afinal, é a cara do Corinthians engrossar contra os bons times, e sofrer contra os fracos. E a fase do Timão era a deixa para uma boa vitória.


Bola na área de Cássio: a tônica da primeira etapa.. Foto: Estevan Mazzuia.

Confirmando meus prognósticos, o jogo foi exatamente o outro no segundo tempo. Não fosse a indiscutível qualidade cruzeirense, e o fato de o time mosqueteiro se negar a marcar a saída de bola, os visitantes não teriam chegado a menos de 100 metros do portão da Charles Miller.


Na segunda etapa, foi a vez de Fábio trabalhar. Foto: Estevan Mazzuia.

Foi a vez de Fábio operar seus milagres. Tite não soube mexer no time: sacou o desequilibrador Emerson, deixando um Romarinho morto em campo, e Pato não recebeu uma única bola redondinha.


No fim das contas, a partida ficou toda concentrada no gol do tobogã. Foto: Estevan Mazzuia.

Fim de jogo, Corinthians 0x0 Cruzeiro. Resultado que não foi tão ruim para os donos da casa, primeiro por conta da situação atual do adversário, segundo por conta de sua própria situação. O ponto somado interrompeu uma sequencia de derrotas, mas mantém a sequencia sem vitórias, e a luz amarela ainda está acesa no Parque São Jorge. Nesse momento, a zona de rebaixamento está mais próxima do que a classificação para a Libertadores.

Para o Cruzeiro, o empate fora de casa, por si só, e diante de um time forte, ainda que em má fase, é muito bom. A derrota do Botafogo em casa contribuiu ainda mais para a festa da boa torcida presente, e distanciou ainda mais o líder na frente da tabela.

Até a próxima!

Abraços

Estevan

terça-feira, 24 de setembro de 2013

JP no começo do fim do Audax São Paulo EC

Opa,

No último domingo de manhã voltei ao Estádio Nicolau Alayon após dois meses para acompanhar o início da segunda fase da Copa Paulista, campeonato que a cada ano que passa se torna mais desinteressante. Pela rodada inicial do Grupo 5, que também conta com Rio Branco e XV de Piracicaba, Audax e Linense se enfrentaram pela quarta vez em todos os tempos. Pena que o jogo teve um clima bastante melancólico para quem gosta de trabalho sério e organização.

É fato que a maior cidade do hemisfério sul tem um número de times profissionais de futebol MUITO abaixo do que precisaria ter. Para piorar esse cenário, o ano de 2013 irá terminar com o desaparecimento de 25% (!) das suas equipes. Das oito que defenderam o nome da capital bandeirante em todas divisões do estadual, primeiro foi o Palmeiras B que encerrou as atividades, e no fim da temporada lamentavelmente será a vez do Audax sumir do mapa (em tempo, teremos a princípio apenas o trio de ferro, a Portuguesa, o Juventus e o Nacional disputando campeonatos no próximo ano).

Fundado em 1985 como um projeto social e "refundado" em 17 de maio de 2004 para a prática do futebol, o Pão de Açúcar Esporte Clube entrou forte nas disputas dos estaduais de base daquele ano. Em 2006 fez uma ótima parceria com o Juventus e em 2007 iniciou sua saga no profissionalismo. O JP esteve na primeira peleja oficial do time, ocorrida em 7 de abril de 2007 num 2x2 contra o Jabaquara.


Audax EC (num dos seus últimos momentos) - São Paulo/SP. Foto: Fernando Martinez.

Desde aquela partida, a equipe da zona sul paulistana somou um rol de conquistas em várias categorias. No profissional, foi campeã da Segundona 2008, terceiro lugar nas Séries A3 de 2009 e A2 de 2013 e vice-campeã da Copa Paulista em 2012. Foi também campeã paulista sub15 em 2012 e sub17 em 2008. Inegavelmente o ápice do time aconteceu na manhã do dia 28 de abril desse ano, quando venceu o Red Bull e subiu para a principal divisão de São Paulo.

Desde que o saudoso Comercial da capital estreou na primeira divisão no longínquo ano de 1939, nenhuma outra equipe paulistana chegou na principal competição do estado. Parecia que finalmente esse longo tabu de 75 anos iria ser quebrado... Parecia, pois esse "sonho" se transformou numa amarga realidade com a "fusão" (percebam as aspas muito bem colocadas) do antigo PAEC com o Grêmio Osasco.

Por uma ridícula rixa pessoal com o empresário Abílio Diniz, os franceses que hoje controlam o Grupo Pão de Açúcar colocaram a "menina dos olhos" do ricaço à venda por simples vingança e a preço de banana. Aproveitando a deixa, o time osasquense adquiriu por uma módica quantia tudo relacionado ao Audax. Com isso, e como num passe de mágica, o GEO irá disputar a A1 em 2014.

Legalmente essa manobra não tem como ser questionada. Apenas legalmente, pois moralmente é igual a um soco na cara de quem acompanha e gosta das coisas feitas com ética e organização. Acredito que uma transação dessas seja boa somente para os envolvidos e para torcedores de Osasco (e mesmo assim, não todos). Tirando esse pessoal, o gosto que fica é horrível e o sentimento de "fomos enganados" é maior do que qualquer outro. Pior é ver a enxurrada de bobagens proferidas em redes sociais comemorando o final do time azul e amarelo. Só comemora mesmo quem não tem a menor noção da realidade ou pessoas que curtam gestões fracassadas organizadas por mentes tacanhas.

Com tudo isso colocado à mesa, a presença do JP nesses últimos suspiros futebolísticos do Audax se tornou praticamente obrigatória. Em todos esses anos estivemos em 78 pelejas do time, contando várias categorias. Para a 79ª cobertura, fui ao campo da Rua Comendador Souza junto com os amigos Mílton, Renato e a lenda Cosme.


CA Linense - Lins/SP. Foto: Fernando Martinez.


Capitães dos times e trio de arbitragem formado por Jorge Torres, Alexandre Basílio Vasconcellos e Carlos Alberto Funari. Foto: Fernando Martinez.

Na primeira fase o Audax fez parte do Grupo 4 do torneio e se classificou na quarta colocação, atrás de São Bernardo FC, Juventus e São Caetano. O Elefante da Noroeste foi líder do Grupo 1, a "chave de longe", ficando à frente de Mirassol, Rio Preto e Monte Azul. Vale lembrar que o campeão da Copa Paulista irá disputar a Copa do Brasil 2014.


Atleta do Linense desfilando com a belíssima camisa do clube no gramado do Nicolau Alayon. Foto: Fernando Martinez.

Pela diferença das campanhas e por ser o primeiro jogo após a divulgação da tal "fusão" com o GEO não imaginava que o Audax pudesse fazer um começo de partida tão impactante como fez contra o time de Lins. Sem dar o menor espaço ao adversário, o escrete paulistano definiu o triunfo em apenas 17 minutos.


Marcação firme do time da casa. Foto: Fernando Martinez.

Logo no primeiro ataque o Audax teve um pênalti a seu favor. O camisa 10 Helton Luiz foi para a cobrança e tranquilamente abriu o marcador na segunda virada do ponteiro. Diego fez o segundo aos 10 e o mesmo Helton Luiz marcou o terceiro sete minutos depois, para desespero da atônita equipe do Linense.


Primeiro gol dos paulistanos marcado logo aos dois minutos do primeiro tempo. Foto: Fernando Martinez.


Atacante do Elefante da Noroeste fazendo malabarismo dentro de campo, provavelmente chamando um irmãozinho. Foto: Fernando Martinez.

Com o 3x0 parcial, o time local passou a jogar só na boa, se aproveitando do desespero da agremiação comandada pelo técnico Bruno Quadros. De forma segura e sem sustos a zaga paulistana conseguiu neutralizar os insípidos ataques visitantes. O primeiro tempo terminou com a ampla vantagem do Audax.


Ataque paulistano pela direita no segundo tempo. Foto: Fernando Martinez.


Artilharia aérea do Audax em ação. Foto: Fernando Martinez.

No segundo, sem outra alternativa, o Linense se mandou para o ataque deixando espaços enormes no seu setor defensivo. Para a tristeza das poucas almas que estavam no Nacional para apoiar o time da casa, o número de gols perdidos foi assustador. Foram três chances claríssimas de gol desperdiçadas. O Elefante da Noroeste conseguiu se livrar de sofrer uma inesperada goleada.


Autor de dois gols, o camisa 10 Helton Luiz foi um dos destaques do jogo. Foto: Fernando Martinez.


Grande chance perdida pelo onze da capital. Foto: Fernando Martinez.

No fim, o jogo não teve mais nenhum gol e terminou mesmo em Audax 3-0 Linense. O triunfo deixou o onze da capital na liderança provisória do Grupo 5 após uma rodada disputada. Com o desaparecimento do time no fim do ano, anomalia mesmo é saber que o Grêmio Osasco tem duas chances de estar na Copa do Brasil no ano que vem: pelas suas próprias pernas e também se o Audax for o campeão. Lamentável, para dizer o mínimo.

Bom, acabando o jogo ainda ficamos alguns minutos no Nicolau Alayon antes do estádio ser completamente tomado por torcedores dos times que jogariam ali na sequência pela Copa Kaiser. Como ainda estava moído por causa da rodada do sábado, fui para casa ficar na boa e me recuperar de forma decente para a semana.

Até a próxima!

Fernando