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quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Azulão vence o Salgueiro e sai da zona de rebaixamento

Fala, pessoal!

Na última terça-feira resolvi acompanhar um jogo noturno válido pela 21ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série B. Depois de quase dois anos sem ver uma partida no Estádio Anacleto Campanella, em São Caetano do Sul, o jogo entre São Caetano e o genial Salgueiro foi um forte motivo para a minha volta ao local.

Mas confesso que por muito pouco não desisti da jornada, tomado por uma preguiça monstro, graças a uma noite muito mal dormida em virtude do forte calor. Durante o dia o panorama seguia o mesmo, com insuportáveis 33 graus em pleno inverno. Mas uma frente fria chegou no final da tarde, e com isso meu ânimo se renovou e decidi seguir para o ABC. Chegamos muito rápido no estádio, e logo na entrada notamos que o frio era intenso, acompanhado também de uma ininterrupta garoa. Sair de 33 graus para 15 não é fácil, e minha garganta logo começou a me incomodar. Faz parte...


São Caetano e Salgueiro perfilados para o Hino Nacional... Duas equipes lutando contra o rebaixamento. Foto: Fernando Martinez.

Para esse duelo importante na luta contra o rebaixamento tive a companhia do Mílton e do amigo Renato. Em campo, duas equipes que estavam na zona da degola antes da rodada começar. Em pior situação os pernambucanos do Salgueiro, que não fazem um bom certame e são sérios candidatos ao rebaixamento para a Série C em 2012. Mas o Azulão também faz uma campanha decepcionante, e está doidinho para jogar o terceiro nível nacional no próximo ano. Uma vitória em casa era essencial para a equipe. O público local, digno de jogos da Segundona Paulista, também contava com os três pontos.

Mas o primeiro tempo foi bastante fraco, e o time local não conseguiu jogar um bom futebol contra o Carcará da Serra. E o pior, os pernambucanos eram melhores, e criaram melhores chances de gol. A rigor, o Azulão só teve uma, logo no começo da peleja, depois só deu o time vermelho. Para afastar a friaca, bons papos sobre a história do JP.

De tanto insistir, o Salgueiro abriu o marcador aos 32 minutos. Após falta pela esquerda, o jogador Fabrício subiu mais alto do que todo mundo e deixou os pernambucanos na frente. Dominado, o São Caetano não conseguia chegar perto do gol adversário. Mas para sorte da equipe, o atacante Ricardo Xavier chutou de longe aos 43 minutos e contou com a ajuda do goleiro visitante para colocar a bola no canto esquerdo. O jogo foi para o intervalo com o 1x1 no marcador.


Exato momento do primeiro gol da partida, marcado pelo jogador Fabrício para o time pernambucano. Foto: Fernando Martinez.

O segundo tempo começou com o Salgueiro ainda melhor dentro das quatro linhas, e logo aos 2 minutos os pernambucanos tiveram uma chance de ouro para passar de novo na frente do placar, com um pênalti anotado para a equipe. Mas o jogador Marcos Tamandaré resolveu chutar um field goal digno dos melhores times da NFL ao invés de um simples pênalti, e mandou a bola longe do gol, quase na arquibancada do estádio.


O field goal cobrado pelo Salgueiro no começo do segundo tempo. A bola passou longe do gol. Foto: Fernando Martinez.


Ataque do Azulão pela direita na segunda etapa. Foto: Fernando Martinez.

Esse lance animou finalmente o time local, e aos 10 minutos foi a vez do Azulão ter um pênalti para si. Ricardo Xavier bateu com estilo, colocando a bola no canto esquerdo e virando a partida para os donos da casa. O jogo passou a ficar melhor para o onze do ABC paulista e o Salgueiro não teve mais forças para reagir.


A virada do São Caetano veio com esse gol de pênalti de Ricardo Xavier. Foto: Fernando Martinez.

Para selar o triunfo do São Caetano, o atacante Ricardo Xavier selou seu "hat trick" no jogo aos 43 minutos. Ele recebeu passe da esquerda, cortou o zagueiro e tocou de leve na saída do arqueiro. Final de jogo: São Caetano 3-1 Salgueiro. Essa vitória levou a equipe azul à 16ª posição com 24 pontos, um acima dos quatro times que estão na zona de rebaixamento. O Salgueiro é um deles, e permanece com seus parcos 16 pontos na 19ª posição.

Com bastante frio, saímos do Anacleto e ficamos por ali esperando o ônibus na porta do estádio, contando com a companhia de um dos amigos fiscais da FPF. A condução demorou um pouco, mas nada absurdo. Às 11 da noite estávamos na estação de trem de São Caetano, e apenas 5 minutos depois já estava dentro de casa (de táxi, lógico), comprovando que moro perto demais da cidade da Grande São Paulo.

No final de semana tem mais!

Até lá!

Fernando

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Jacareí se classifica para a terceira fase com ótima vitória contra o Bernô

Fala, pessoal!

Fechando a cobertura JP na última rodada da segunda fase do Campeonato Paulista da Segunda Divisão, estive presente pela primeira vez num jogo profissional no Estádio Stavros Papadopoulos na cidade de Jacareí, aonde o time local, o Jacareí AC, enfrentou o EC São Bernardo numa disputa direta de vaga para a terceira fase.

Não tive a companhia dos amigos do blog, e sim do amigo Pedro Faian, torcedor e assessor de imprensa do Bernô, e o Renato Rocha, homônimo do ex-baixista da Legião Urbana e assíduo telespectador do nosso extinto programa pela internet. Ainda na capital paulista, enfrentamos um impensável trânsito carregado, mesmo num domingo às 8 da matina. Já na Via Dutra, passamos frio (!), algo que definitivamente não esperava. Tudo isso num fantástico Gurgel 1976.

Não demoramos para chegar em Jacareí... O que demorou mesmo foi chegar o estádio, já que não demos sorte e não encontramos ninguém que conseguisse nos dar informações realmente úteis de como chegar lá. Foram 50 minutos para chegar na cidade, e 40 para encontrar o estádio. Com muito custo, finalmente chegamos na casa do Jacaré do Vale faltando poucos mais de 10 minutos para o apito inicial. Entrei correndo no campo para fazer as exclusivas fotos:


Jacareí AC - Jacareí/SP. Foto: Fernando Martinez.


EC São Bernardo - São Bernardo do Campo/SP. Foto: Fernando Martinez.


Quarteto de arbitragem formado pelo árbitro Robinson José Andréa de Góes, os assistentes Herman Brumel Vani e Daniel Luís Marques e o quarto árbitro Daniel Carlos Fernandes. Na imagem também os capitães das equipes. Foto: Fernando Martinez.

O Grupo 10 da segunda fase da Segundona com certeza foi o mais equilibrado, o verdadeiro "grupo da morte" do certame até aqui. Nesse jogo o JAC jogava pelo empate, enquanto uma vitória simples dava a classificação para o Bernô. Um bom público local foi conferir a decisão, e vale registrar a ótima presença da torcida do time do ABC paulista.

Por ser uma "final", esperava um jogo nervoso, mas a impressão que ficou para todos os presentes no estádio, de torcedores dos dois times a profissionais de imprensa, foi que o árbitro do jogo estava mais nervoso do que os 22 atletas em campo. Com cinco minutos de partida, ele já tinha distribuído quatro cartões amarelos. Não entrarei no mérito de eles foram justos ou não, mas um deles em especial foi algo que nunca tinha visto num jogo de futebol.

O goleiro do São Bernardo Jefferson teve um tiro de meta a seu favor logo aos 3 minutos. Só que a cobrança demorou um pouco, pois o mesmo estava aguardando a movimentação dos jogadores da sua equipe. O árbitro não titubeou e deu cartão amarelo para o arqueiro, alegando que ele estava "retardando o início de partida". Mas peraí, o Bernô não precisava vencer para continuar vivo no certame? Qual o interesse do goleiro em retardar o início da peleja? E se fosse fazer isso, ele faria logo no terceiro minuto? Estranho, e posso dizer que nem o pessoal do Jacareí entendeu essa advertência.

Esse clima bélico deixou os jogadores muito apreensivos, e o futebol não apareceu com naturalidade. O alvi-negro até tentou esboçar um domínio nos primeiros minutos, mas no primeiro ataque dos donos da casa o gol saiu. Após escanteio da direita, o jogador Marcão aproveitou indecisão da zaga são-bernardense e completou para o fundo das redes.


Lance do primeiro gol do Jacareí na partida, marcado pelo camisa 9 Marcão. Foto: Fernando Martinez.


Chegada do Bernô pelo alto. Foto: Fernando Martinez.

A posse de bola era maior para o time visitante, mas apesar disso, a equipe não conseguia criar boas oportunidades de gol. O calor insuportável era mais um fator que deixava o jogo num ritmo lento. O primeiro tempo seguiu com esse panorama: O Bernô tentando o ataque sem sucesso, e o Jacarei levando perigo nos contra-ataques. Ao final da primeira etapa, a vantagem ainda era do JAC.


Marcação alada do São Bernardo em cima de atleta local. Foto: Fernando Martinez.

No intervalo fui obrigado a sair do gramado para me encher de água na administração do estádio. Fazia muito tempo que não passava tanto calor num campo de futebol, e confesso que não estava com saudade alguma de ficar derretendo dessa forma. O friozinho que passamos logo cedo na Via Dutra estava fazendo uma falta danada debaixo daquela lua.


Boa chance do Bernô pela direita, ainda no primeiro tempo. Foto: Fernando Martinez.

Para a segunda etapa fui me abrigar numa minúscula sombra perto da ambulância que estava no local. E era minúscula mesmo, pois nem tinha como me mexer, já que não estava no pique de ficar debaixo do sol forte. O tempo final começou com o Bernô jogando com um atleta a mais, já que o Jacareí tinha perdido um atleta aos 35 minutos do tempo inicial. Nem com a vantagem numérica o time visitante foi capaz de chegar perto do gol defendido pelo arqueiro Anderson.


Jogadores das duas equipes apostando corrida no começo da segunda etapa. Foto: Fernando Martinez.

Para piorar a situação do Bernô, o rápido time local marcou o segundo numa boa jogada pela direita, e que acabou com a finalização do camisa 9 Marcão na pequena área, sem nenhuma marcação. Esse lance foi aos 15 minutos. A torcida visitante teve uma fugaz alegria aos 18 minutos, quando o JAC teve outro atleta expulso. Com dois jogadores a mais em campo, o Bernô ainda poderia sonhar com uma eventual virada. Mas nem assim o São Bernardo conseguiu superar a ótima partida do setor defensivo do Jacaré do Vale.


Boa saída do arqueiro Anderson, do Jacareí. Foto: Fernando Martinez.

Essa vantagem foi por água abaixo aos 23, com a expulsão de um atleta do São Bernardo. Mas o time ainda tinha um atleta a mais, e conseguiu armar uma ótima jogada aos 28 minutos. Após boa triangulação pela esquerda, o jogador Róbson recebeu ótimo passe no meio da área e encheu o pé para fazer o primeiro do São Bernardo. Faltando quase 20 minutos, o sonho ainda era possível.

Mas esse sonho começou a desmoronar de vez aos 34 minutos, quando o goleiro Jefferson deu um pisão num jogador do Jacareí e foi expulso. Como o time já tinha feito as três substituições, um atleta da linha foi defender a meta da equipe. Não existia mais a vantagem numérica, e para fechar de vez a tampa do caixão, o Jacareí teve um pênalti marcado a seu favor aos 37 minutos. Na cobrança, Luís Guilherme chutou forte no canto esquerdo e decretou a merecidíssima classificação dos donos da casa.


Terceiro gol do Jacareí, marcado por Luís Guilherme em cobrança de pênalti. Foto: Fernando Martinez.


O Bernô tentou fazer o segundo gol no final do jogo, mas não conseguiu. Foto: Fernando Martinez.

Sem maiores emoções até o apito final, o jogo acabou mesmo com o placar de Jacareí 3-1 São Bernardo. A vitória do JAC foi incontestável e cheia de méritos, pois foi obtida sem que a equipe sofresse maiores sustos, mesmo em inferioridade numérica. Na terceira fase, o onze do Vale do Paraíba fará parte do Grupo 13, junto com Capivariano, Primeira Camisa e Votuporanguense. Das 12 equipes nessa fase, 8 garantem vaga na quarta fase, e com certeza o JAC dará trabalho aos outros clubes do grupo.


Dois momentos da comemoração do Jacareí pela classificação à terceira fase: Integrante da comissão técnica com a bandeira do clube e jogadores agradecendo a boa presença da torcida. Fotos: Fernando Martinez.

Mas apesar do jogo ruim e da eliminação, fica a certeza que o São Bernardo está no caminho certo após esse trabalho de 2011. Após anos e anos de campeonatos pífios e com campanhas vexatórias, o pessoal que hoje toma conta do Bernô colocou o time nos eixos, e esse trabalho dará frutos no futuro. O JP parabeniza a equipe pela campanha nesse ano e vai continuar torcendo para o sucesso do Vovô do ABC. Continuaremos com a cobertura do time no sub-20, aonde vem fazendo grande campanha.

Depois do jogo ainda acompanhei a festa do Jacareí e a indignação do pessoal do Bernô, reclamando demais da confusa arbitragem. Conversei com muitos amigos que estavam ali antes de pegar o caminho de volta à capital bandeirante. A calor me deixou num estado de destruição completa e passei o resto do domingo numa providencial soneca, para recuperar as forças.

Até a próxima!

Fernando

Vitória do Olímpia contra o eliminado Guarulhos na Segundona

Olá, pessoal!

O último domingo foi de rodada decisiva no Campeonato Paulista da Segunda Divisão. Os times entraram em campo para a sexta e última rodada da segunda fase e com direito a quatro coberturas aqui no JP. O jogo que me coube foi Guarulhos x Olímpia, disputado no Estádio Antônio Soares de Oliveira. Cheguei lá com o estádio quase deserto, já que o time da casa estava eliminado. Vale registrar que antes da partida tive o prazer de conhecer pessoalmente o Francisco, velho frequentador aqui do blog e fã do futebol guarulhense. Então, começamos com as fotos das equipes:


AD Guarulhos - Guarulhos/SP. Foto: Emerson Ortunho.


Olímpia FC - Olímpia/SP. Foto: Emerson Ortunho.


O árbitro Aurélio Santanna Martins e os assistentes João Bourgalber Nobre Chaves e Ricardo Pavanelli Lanutto junto aos capitães das equipes. Foto: Emerson Ortunho.

A partida começou bem dura, com uma marcação muito forte das duas equipes, o que atravancou um pouco o jogo no meio de campo. Com o decorrer dos minutos o Olímpia foi se soltando no jogo e começou a criar algumas jogadas de ataque, que eram muito mal finalizadas por seus atacantes.


Dois atletas do Guarulhos indo dominar a bola. Foto: Emerson Ortunho.

Somente depois de uns trinta minutos de jogo é que o Guarulhos resolveu acordar e jogar um pouco mais, criando algumas boas jogadas de ataque, que também eram limadas na hora da finalização. Apesar da boa movimentação da partida, os gols perdidos por ambos os ataques acabaram sentenciando o 0 a 0 como placar da primeira etapa.


Falta para os donos da casa. Foto: Emerson Ortunho.


Atacante guarulhense protegendo a bola da marcação da zaga do Olímpia. Foto: Emerson Ortunho.

No segundo tempo, o Olímpia voltou melhor e logo aos 4 minutos abriu o marcador. Após um cruzamento, o avante Jardel dominou e só tocou para o lateral Gesiel completar para o gol. O placar adverso logo no começo deixou o time do Gurulhos bem perdido em campo e o Olímpia teve chance de ampliar. Ao poucos, o time da casa foi se recompondo e começou a procurar o empate. Foram várias jogadas seguidas de ataque que ora era barrada pelo bom goleiro Klayton, ora pela forte dupla de zaga do clube do interior.


Zaga local afastando o perigo. Foto: Emerson Ortunho.

Com o Guarulhos se lançando ao ataque, o Olímpia começou a gostar dos contra-ataques e o jogo ficou naquela situação que o gol poderia sair para qualquer lado. Mas era mesmo dia do time azul, que ao longo do jogo mostrou uma equipe mais ligada no andamento da partida, tanto que aos 37 minutos a vitória foi consolidada em um rápido contra ataque e o gol de Aguinaldo. O Guarulhos, sob protestos dos poucos torcedores presentes, ainda tentou diminuir o resultado, mas o final do jogo chegou e o placar não se alterou.


Ataque do onze guarulhense pela direita. Foto: Emerson Ortunho.

Final de jogo: Guarulhos 0 x 2 Olímpia. O Guarulhos fez uma ótima primeira fase, mas na segunda fase penou com a falta de experiência para enfrentar as equipes duras do interior. Por falar em equipes duras, esse é o caso do Olímpia. Uma equipe que joga forte, conta com jogadores rodados e chega duro em todos os lances. Nessa divisão isso quer dizer ter grandes chances de acesso.

Foi isso amigos!

Abraços!

Emerson

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Portuguesa Santista passa à terceira fase da Segundona

Olá,

No último domingo foi realizada a 6ª e última rodada da segunda fase do Campeonato Paulista da Segunda Divisão, com a realização de doze partidas que iriam definir os nove classificados restantes, uma vez que Capivariano, Fernandópolis e ECUS já haviam garantido suas vagas. Diante de tantos jogos importantes, o JP saiu a campo e se fez presente em quatro partidas em três cidades diferentes.

A mim coube a missão de descer a Serra do Mar, pela segunda vez na semana, e seguir até a cidade de Santos, indo ao lendário Estádio Ulrico Mursa, com o objetivo de ver de perto tudo que rolou na partida A.A. Portuguesa x Brasilis F.C.L. da cidade de Águas de Lindóia.

Nessa partida iriam medir forças, o 1º colocado do Grupo 12, a Port.Santista com 10 pontos, e o 3º colocado, o Brasilis com 7 pontos, sendo que as atenções também estariam voltadas para o outro jogo do grupo (Votuporanguense x Olé Brasil), pois além de definir os dois times que iriam seguir na competição, os resultados também iriam definir a ordem dos classificados para efeito da composição dos novos grupos da terceira fase.

Deixei São Paulo em companhia do amigo Milton Haddad e, após pouco mais de 50 minutos, já estávamos no reduto da Lusa das praias, sendo que após conseguir as duas escalações, me dirigi ao gramado para esperar a entrada dos atletas e dos árbitros, que posaram com exclusividade para as lentes do JP. As fotos estão abaixo:


A.A. Portuguesa - Santos/SP. Foto: Orlando Lacanna.


Brasilis F.C. L. - Águas de Lindóia/SP. Foto: Orlando Lacanna.


O árbitro Flávio Rodrigues de Souza, os assistentes Celso Barbosa de Oliveira e Bruno Salgado Rizo e o quarto árbitro Marcio André Moreira junto aos goleiros-capitães das equipes. Foto: Orlando Lacanna.

Como o time visitante necessitava vencer, por no mínimo dois gols de diferença, para não depender do resultado do outro jogo do grupo, acreditava que o Brasilis iria sair com tudo na busca dos gols necessários, porém me enganei redondamente, pois o time ficou na dele, não agredindo a defesa lusa. Por outro lado, como a Portuguesa poderia perder por um gol de diferença e mesmo assim se classificar, também não saía para o ataque e, por conta disso, tivemos um jogo chato e monótono até por volta dos 25 minutos, não acontecendo rigorosamente nada que merecesse destaque.


Atletas dos dois times olhando pra cima e esperando a bola cair. Foto: Orlando Lacanna.


Tentativa da Lusa em sair para o ataque. Foto; Orlando Lacanna.

Para os leitores do JP terem uma ideia, somente aos 30 minutos, aconteceu o primeiro lance que poderia ter resultado em gol e foi do Brasilis, numa falha do zagueiro Edigar que acabou dando uma furada e permitindo que o camisa 9 Gian ficasse com a bola na cara do gol, mas para sorte do time santista, o avante chutou contra o poste direito, provocando um alívio geral no time e na torcida local.


Chance desperdiçada por Gian do Brasilis ao chutar contra o poste direito. Foto: Orlando Lacanna.

A resposta da Briosa foi dada aos 36 minutos, quando o camisa 10 Miranda chutou da entrada da área e o goleiro Adriano, com um leve toque, desviou a trajetória da bola, que foi se chocar contra o poste direito da meta visitante.


Goleiro Adriano no chão desviando a bola que iria se chocar contra o poste. Foto: Orlando Lacanna.

Os dois lances descritos acima foram os únicos que provocaram preocupações às duas defesas. Aos 40 minutos, num choque entre o goleiro Luciano da Portuguesa e o centroavante Gian, o avante do Brasilis levou a pior e teve que deixar o estádio à bordo da ambulância, por conta de um corte na altura da testa que sangrou muito. Mais alguns minutos de bola rolando e o primeiro tempo chegou ao seu final com o placar fechado, ficando a expectativa de que a partida pudesse melhorar na segunda etapa.

A bola voltou a rolar e, logo nos primeiros minutos, a Portuguesa deu mostras que havia voltado com outra disposição, tanto que, aos 2 e 4 minutos, o time luso chegou com perigo através do camisa 11 Filipe e do camisa 9 Leandro Kivel, animando os 270 pagantes. No primeiro ataque do Brasilis, os visitantes chegaram ao gol, aos 8 minutos, numa cobrança de falta executada pelo camisa 10 Alex, num arremate bem colocado, que para alguns, o goleiro Luciano poderia ter defendido.


Bola indo morrer no fundo da meta lusitana no gol de abertura do Brasilis. Foto: Orlando Lacanna.

Depois dos dois lances ofensivos no início do segundo tempo, a Briosa voltou a apresentar um futebol sem objetividade, causando uma grande preocupação aos seus torcedores, pois naquele momento o Votuporanguense estava vencendo o Olé Brasil e, um eventual segundo gol do Brasilis, tiraria o time praiano da competição. Esse perigo quase virou realidade, na marca dos 20 minutos, quando o camisa 7 do Brasilis, João Paulo invadiu pela esquerda e tocou cruzado, com a bola tirando tinta do poste esquerdo da meta lusitana, deixando os torcedores santistas com o coração na mão.


Numa imagem aberta, visão da chance perdida pelo Brasilis. Foto: Orlando Lacanna.

Após o susto, a Portuguesa mudou totalmente a postura em campo, partindo com frequência ao ataque e não dando espaço ao Brasilis de voltar a incomodar a sua defesa. Aos 23 minutos, o atacante Leandro Kivel chegou com perigo, porém o goleiro Adriano saiu nos pés do avante e acabou com a festa. Dois minutos depois, o mesmo Leandro Kivel, mandou a bola contra o travessão, numa cabeçada perigosa, após cruzamento da direita.


Bola indo se chocar contra o travessão após cabeçada de Leandro Kivel. Foto: Orlando Lacanna.

A partida entrava nos últimos 15 minutos e a Portuguesa não chegava ao empate que daria mais tranquilidade. Naquele momento, o Votuporanguense vencia por 2 x 0 (o jogo terminou 3 x 1) e um vacilo luso, poderia acabar com a chance de seguir na competição. Diante disso, a Lusa das praias forçou o ataque e, por três vezes, chegou muito próximo ao empate, com aconteceu aos 33, 37 e 38 minutos, em jogadas concluídas por Leandro Kivel, Filipe e Edigar, sendo que no terceiro lance, a bola se chocou mais uma vez contra o travessão.


Um dos vários ataques da Portuguesa no final da partida. Foto: Orlando Lacanna.

Os últimos minutos foram disputados sob tensão, com os torcedores locais na bronca com o time, mas para alívio geral, o camisa 15 Theo, nos acréscimos, anotou o gol de empate, ao escorar com perfeição um cruzamento vindo da direita, levando alívio ao torcedor luso.


Detalhe do gol de empate da Lusa marcado por Theo nos acréscimos. Foto: Orlando Lacanna.

Tão logo foi dada nova saída, o árbitro encerrou partida com o resultado Port.Santista 1 - 1 Brasilis, que classificou o time praiano à próxima fase, quando fará parte do Grupo 15 ao lado de Independente de Limeira, Olímpia e ECUS de Suzano. Pelo futebol apresentado, a Lusa terá que evoluir para brigar por uma vaga à quarta e decisiva fase, quando serão definidos o 4 times que ascenderão a Série A3 em 2.012. Aliás, a estreia da Lusa na terceira fase será no próximo domingo, pela manhã, contra o ECUS fora de casa. Quanto ao Brasilis, fiquei com a impressão que faltou um pouco mais de pegada na busca do segundo gol que lhe daria a classificação.

Fim de jogo, um breve passeio pelo centro de Santos e retorno à Capital em seguida, pois haveria um festival de clássicos pelo Brasileirão que seriam exibidos pela TV. Foi isso.

Abraços,

Orlando

Esquadrão Calunga dá adeus aos problemas da temporada 2011

Olá, amigos!

Domingo de decisão na segundona com duas opções pela Baixada e com o JP se fazendo presente em quatro partidas nessa rodada importante. Eu fui acompanhar a partida no Estádio Espanha, fundamental para o São Vicente AC, diante do já classificado Fernandópolis FC. Depois de mais uma balada, com uma dificuldade “fernandina” me encaminhei ao estádio, atrasadíssimo, mas cheguei com apenas dois minutos de partida. Portanto, seguem as fotos tiradas no intervalo.


São Vicente - São Vicente/SP. Foto: Estevan Mazzuia.


Fernandópolis FC - Fernandópolis/SP. Foto: Estevan Mazzuia.


Arbitragem, formada por Robério Pereira Pires, Rafael Ferreira da Silva, Reinaldo Rodrigues dos Santos e Luiz Renato Cafundó Soares. Foto: Estevan Mazzuia.

Classificado, o Fefecê entrou em campo com um mistão, querendo segurar o Esquadrão Calunga, que precisava da vitória, ou um empate, caso o Olímpia perdesse para o Guarulhos, na outra partida do grupo. A equipe praiana começou melhor, atacando bastante nos primeiros 15 minutos. Tico chegou a sacudir as redes pelo lado de fora, mas a arbitragem já havia assinalado o impedimento de Róbson na jogada.


Escanteio para o São Vicente na primeira etapa. Foto: Estevan Mazzuia.

Nos 15 minutos seguintes o ímpeto vicentino diminuiu e os visitantes começaram a chegar com relativo perigo. O tempo jogava contra os donos da casa, e o Guarulhos segurava o Olímpia.


Jogador do Fefecê sofrendo falta próximo à lateral. Foto: Estevan Mazzuia.

Sem grandes emoções, a partida foi para o intervalo sem alteração do placar. No segundo tempo, o São Vicente partiu para o ataque novamente. Waguininho recebeu impedido e tocou para o gol, mas a irregularidade foi observada pela arbitragem.


Lance da segunda etapa. Foto: Estevan Mazzuia.

Aos 13 minutos o onze Calunga chegou com perigo novamente, após bela jogada de Tico pela direita. O lateral se livrou da falta, chegou à linha de fundo e cruzou. A bola passou por toda a área e encontrou Waguininho do outro lado. O atacante se esticou e acertou um belo carrinho. A bola atravessou a área novamente e, caprichosamente, raspou a trave antes de sair pela linha de fundo.


Tico cobrando lateral. Foto: Estevan Mazzuia.

Aos 20 minutos, uma falta ensaiada levou muito perigo ao gol de Alex. Mas o zero não saiu do placar. O Fefecê jogava com um único jogador à frente da linha do meio de campo. Aos 30 minutos, os visitantes haviam desistido da partida. Os anfitriões, por sua vez, não conseguiam o gol redentor. Diego Gama perdeu chance incrível após cruzamento de Robson.


Detalhe da perigosa falta para o São Vicente: Alex salvou-se de ser vazado por um milagre. Foto: Estevan Mazzuia.


Detalhe da chance perdida por Diego Gama: dá pra ver a sombra da bola à esquerda. Foto: Estevan Mazzuia.

No minuto seguinte, Diego Gama tentou de novo, batendo forte da intermediária, exigindo de Alex uma bela defesa. Na sequencia, após cobrança de escanteio, houve uma verdadeira blitz vicentina, terminada com um voleio de Waguininho, mas a chuteira estava descalibrada e a bola foi fraca e longe da meta azul.


Cauê sobe pra tirar o perigo da área azul. Foto: Estevan Mazzuia.

Aos 32 o massacre teve continuidade com Tico cobrando falta em cima de Alex. A coisa já não andava boa e ficou ainda pior para o São Vicente no minuto seguinte. Renan (FFC) se chocou com Rico, de cabeça. Rico teve abertura do supercílio, e foi encaminhado ao pronto-socorro. Como Arizinho já havia feito as três alterações, a equipe jogou os 15 minutos finais com dez homens.


Ambulância em campo para atendimento a Rico. Foto: Estevan Mazzuia.

Aos 40 minutos, a ducha de água fria, com a notícia do gol do Olímpia em Guarulhos. Houve tempo para Waguininho perder mais uma chance, mas a desmotivação era total. O arqueiro Diego, que havia praticamente assistido o jogo inteiro, ainda salvou a equipe de uma improvável derrota, ao impedir que Renan marcasse nos acréscimos, fazendo um verdadeiro milagre ao sair brilhantemente do gol e fechar o ângulo do jogador de azul.


Fernandópolis classificado à fase seguinte sem perder na segunda fase. Foto: Estevan Mazzuia.

Mas ficou nisso. São Vicente 0x0 Fernandópolis. Eliminado, depois de incontáveis problemas, o Esquadrão Calunga não foi, nesta segunda fase, nem sombra do time da primeira fase. Mas o grupo é excelente e se o trabalho for mantido, com a reforma do gramado de Mansueto Pierotti, a manutenção de craques como Lutcho, Marcão, Waguininho, Andrew, Diego, Codada, Rico, Tico, Róbson, etc..., a torcida terá certeza de uma equipe competitiva em 2012.


Arizinho dando entrevista após a eliminação da equipe. Foto: Estevan Mazzuia.

O Fernandópolis segue na disputa, mostrando a força do interior paulista, sempre uma “pedra no sapato” das equipes com sede próxima à capital, onde os investimentos se diluem. Foi isso!

Abraços

Estevan