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sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Feliz 2011

FELIZ 2011

Olá, amigos!

O post hoje é para desejar a todos os visitantes do JOGOS PERDIDOS um Feliz Ano Novo! Que todos possam ter um ano de 2011 com muitas realizações, muita saúde e sucesso em todos os empreendimentos. Ah, e nos próximos dias, antes mesmo da Copa São Paulo de Juniores, anunciaremos a nossa mudança... fiquem ligados!

Feliz Ano Novo!

Equipe Jogos Perdidos!

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Canadá vence o México em duelo norte-americano no Pacaembu


Fechando a segunda rodada do Torneio Internacional Cidade de São Paulo, as seleções do Canadá e do México foram ao gramado do Estádio Paulo Machado de Carvalho com objetivos bastante distintos. Enquanto a seleção vermelha e branca queria emplacar a segunda vitória no certame, as mexicanas queriam a reabilitação depois da derrota sofrida para o Brasil.


Seleções perfiladas para os respectivos hinos nacionais. Foto: Fernando Martinez.

É, só que o jogo não foi nenhuma Brastemp. Para um Pacaembu quase vazio, as canadenses não tiveram muito trabalho para chegarem à liderança da competição. Mesmo perdendo um pênalti no começo, coube à atacante Sinclair fazer o único gol da peleja aos 22 minutos do tempo inicial. O México não foi capaz de dar nenhum susto contra a meta defendida pela arqueira Karina LeBlanc.


Seleção do Canadá iniciando ataque. Foto: Fernando Martinez.


Pênalti perdido a favor das canadenses. Foto: Fernando Martinez.


Pacaembu quase vazio para o duelo norte-americano do Torneio Internacional Cidade de São Paulo. Foto: Fernando Martinez.

O Canadá 1-0 México colocou as meninas do norte do continente americano na liderança do Torneio Internacional. A seleção joga por duas igualdades contra o Brasil para conquistar o título. Marta e companhia farão de tudo para evitar que o caneco saia do país.

Até mais!

Fernando

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

No sufoco, Brasil vence a Holanda no Torneio Internacional


O final do ano não tem sido fácil, mas no domingo dei um tempo na deprê e fui ao Pacaembu acompanhar a segunda rodada do Torneio Internacional Cidade de São Paulo. Abrindo os trabalhos, o Brasil enfrentou a genial Holanda no gramado do velho Estádio Paulo Machado de Carvalho.

Atual campeão, o Brasil começou a edição 2010 da competição vencendo o México por 3x0, enquanto as meninas holandesas tomaram um sonoro 5x0 contra o Canadá. A expectativa era de nova vitória tupiniquim, com grandes chances de nova goleada... só que isso não aconteceu.

O jogo foi sofrido, suado e os três pontos vieram apenas nos acréscimos do tempo final. A temperatura alta não deixou que o jogo fluísse tanto. Logo aos nove minutos Thaís roubou bola no campo de defesa holandês e tocou para Marta. A camisa dez chutou rasteiro e abriu o marcador.


Público apenas razoável para Brasil x Holanda no Pacaembu. Foto: Fernando Martinez.

A vantagem parcial a favor das locais não assustou a Holanda e a seleção europeia fez um jogo muito seguro. A boa atuação deu resultado aos 33 minutos com o gol de Kirsten Van de Ven. Aos 40 Marta quase fez gol olímpico. Aos 45 Sherida Spitse acertou um chutaço na trave. Foi assim que o primeiro tempo terminou.


Bola zanzando pela área holandesa. Foto: Fernando Martinez.

No tempo final as meninas locais voltaram melhor mas foram castigadas com o segundo gol holandês aos 14 minutos. A atacante Chantal de Ridder recebeu bom passe na entrada da área e chutou forte no canto esquerdo de Thaís Picarte. O jogo ficou ainda mais eletrizante.


Bom ataque brasileiro. Foto: Fernando Martinez.

Marta, sempre ela, deixou tudo igual novamente aos 22 minutos com um gol de cabeça. Com o 2x2 estampado no placar, a Holanda recuou buscando segurar o resultado e o Brasil se lançou ao ataque de vez. O onze verde e amarelo perdeu um sem número de oportunidades, e na última delas, aos 49 minutos, a nova virada aconteceu nos pés de Gabriela aproveitando rebote de Loes Geurts.


Tiro livre indireto (que não deu resultado) a favor do Brasil. Foto: Fernando Martinez.

O placar final de Brasil 3-2 Holanda foi muito comemorado pela torcida presente e merecido demais por conta da insistência do time comandado por Kleiton Lima. Apesar de toda a emoção, a sessão de futebol ainda não tinha acabado, e nem bem as meninas saíram de campo o jogo de fundo começou.

Até lá

Fernando

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Paulista Campeão da Copa Paulista 2010

Olá,

Após acompanhar a decisão do Paulistão feminino no sábado, cujo post já está publicado, no domingo voltei a botar o pé na estrada logo de manhã cedo, seguindo pela Via Anhanguera até a importante cidade de Jundiaí, com o objetivo de conferir no Estádio Dr. Jayme Pinheiro Ulhôa Cintra, o jogo de volta da decisão da Copa Paulista de Futebol que reuniu as equipes do Paulista F.C.L. e do Red Bull F.E.L.

A viagem foi bem tranquila, permitindo que eu chegasse ao meu destino com tempo de sobra para rever alguns amigos da imprensa paulistana e local. Trocamos muitas ideias sobre o futebol como um todo, em especial a situação atual dos times tradicionais do interior paulista. Depois do papo, fui para a beira do gramado e lá esperei a entrada das equipes e dos componentes da arbitragem, visando fazer as fotos oficiais dos participantes da partida. Por se tratar de uma decisão de título, também fotografei os troféus. As fotos estão apresentadas abaixo:


Paulista F.C.L. - Jundiaí/SP. Foto: Orlando Lacanna.


Red Bull F.E.L. - Campinas/SP. Foto: Orlando Lacanna.


Quarteto de arbitragem ao lado dos dois capitães. Foto: Orlando Lacanna.


Troféus destinados ao Vice-Campeão e ao Campeão. Foto: Orlando Lacanna.

Como o Paulista jogava pelo empate, o time do energético saiu com tudo para o campo de ataque, tanto que, nos primeiros dois minutos conseguiu dois escanteios seguidos. Somente aos 8 minutos, o time da casa foi ao ataque através do avante Hernane que realizou boa investida pelo lado direito, exigindo boa defesa do goleiro Luiz Fernando.


Jogada ofensiva do Red Bull pela esquerda no início da partida. Foto: Orlando Lacanna.

Mesmo sob um sol forte, a partida era disputada num ritmo intenso, com as duas equipes mostrando muito empenho. Nesse contexto, o Red Bull apresentava maior domínio territorial, enquanto o Paulista procurava se fechar e sair em velocidade quando recuperava a posse da bola.


Atletas dos dois time flutuando na disputa pela bola. Foto: Orlando Lacanna.

Os donos da casa não venciam em seus domínios há oito rodadas e, por conta disso, sua torcida demonstrava muita esperança na obtenção da vitória, sendo que aos 20 minutos, o Galo da Japi quase inaugurou o placar numa cobrança de falta por intermédio de Rodolfo, que obrigou o goleiro campineiro a praticar difícil defesa.


Ataque do Paulista pela ponta esquerda ainda na primeira etapa. Foto: Orlando Lacanna.

Nos últimos vinte minutos, o panorama da partida não se modificou, ou seja, o Red Bull era mais incisivo indo mais vezes ao campo de ataque, enquanto o Paulista procurava bloquear as ações adversárias e tentava encaixar os contra-ataques. Apesar dos esforços dos dois times, o primeiro tempo terminou sem que ninguém conseguisse mexer no placar. Naquele momento o Paulista já estava com uma das mãos na taça.

Durante o intervalo fui convidado pelos repórteres locais a fazer uma visita à sala de imprensa e lá tive a oportunidade de divulgar o trabalho do JP a todos os presentes, sendo que vários deles já nos conheciam. Além da conversa, deu para fazer uma boquinha regada com muito refri e água mineral, pois o calor era literalmente infernal.

A bola voltou a rolar e o que se viu foi o Red Bull forçando o ataque, pois só restavam 45 minutos para tentar a vitória e conquistar o título. A estratégia deu certo, uma vez que logo aos 5 minutos, o camisa 7 Alex Rafael colocou o time visitante em vantagem no marcador, após boa escapada pela direita que culminou num tiro cruzado sem muita força, que o goleiro Vinicius não conseguiu defender. Festa da pequena torcida do Touro Vermelho.


Bola no fundo da rede jundiaiense no gol do Red Bull marcado por Alex Rafael. Foto: Orlando Lacanna.

O gol do time visitante criou um clima de apreensão junto à torcida local, porém seis minutos após, surgiu a oportunidade do empate nos pés do avante Hernane em cobrança de pênalti. Bola na marca da cal e aquela expectativa, mas para infelicidade da grande maioria dos torcedores, a bola foi chutada contra o poste direito da meta defendida por Luiz Fernando e, com isso, a oportunidade foi para o espaço.


Pênalti cobrado por Hernane que mandou a bola contra o poste direito. Foto: Orlando Lacanna.

A partida que era já boa em termos de empenho e movimentação, ficou ainda melhor, pois os dois times lutavam bravamente na busca dos seus objetivos. A partida assumiu uma cara de total indefinição, uma vez que o Red Bull poderia aumentar a vantagem a qualquer momento, assim como o Paulista poderia chegar ao empate.

À medida que o tempo ía passando, o torcedor do Paulista ficava mais tenso, vendo seu time lutar heroicamente, mas não conseguindo chegar ao gol salvador. Quando tudo indicava que o placar não seria alterado, eis que, na marca dos 41 minutos, o zagueiro Rodrigo Sabiá do Paulista mete a cabeça na bola, após cobrança de escateio pela esquerda e iguala tudo no marcador, levando à loucura o bom público presente. Festa da torcida tricolor e abatimento geral do time campineiro.


Momento exato da cabeçada de Rodrigo Sabiá empatando a partida. Foto: Orlando Lacanna.

Depois do gol de empate o estádio virou uma loucura, com os torcedores não parando de gritar e pedindo o encerramento da partida. Os últimos minutos se transformaram numa eternidade para os torcedores jundiaiense, que explodiram de alegria tão logo o árbitro encerrou a partida com o placar mostrando Paulista 1 - 1 Red Bull Brasil, resultado que garantiu o título ao Tricolor da Terra da Uva e uma vaga na próxima Copa do Brasil.

Vale lembrar que o Paulista já foi Campeão da Copa do Brasil em 2.005, quando disputou a final contra o grande Fluminense, vencendo-o por 2 x 0 no jogo de ida em Jundiaí e festejando a conquista no Rio de Janeiro, após segurar o empate de 0 x 0 no jogo de volta.

Após o encerramento da partida a alegria tomou conta dos atletas e comissão técnica do Paulista, que foram festejar a grande conquista com os seus torcedores junto ao alambrado. Foi uma festa emocionante.


Goleiro Vinicius do Paulista agradecendo a conquista, contrastando com a desolação do atleta do Red Bull. Foto: Orlando Lacanna.


Capitão Carlinhos recebendo troféu de Vice-Campeão. Foto: Orlando Lacanna.


Vibração do pessoal do Paulista no pódio, após recebrem o troféu de Campeão. Foto: Orlando Lacanna.


Tradicional volta olímpica com o troféu sendo exibido à torcida. Foto: Orlando Lacanna.


Foto comemorativa com destaque ao técnico Fernando Diniz sentado no centro com os braços abertos. Foto: Orlando Lacanna.

Para encerrar, como de costume quando de uma grande conquista, deixo aqui registrado os cumprimentos do JP aos atletas, comissão técnica, dirigentes e torcedores do Paulista por mais essa campanha vitoriosa que culminou com a conquista de mais um título. Agora o sonho é chegar à Copa Libertadores da América, como já aconteceu em 2.006. Vale ressaltar que o técnico Fernando Diniz é campeão da Copa Paulista pelo segundo ano consecutivo sendo que no ano passado a conquistou dirigindo o Votoraty da cidade de Votorantim, em decisão contra o próprio Paulista.

Tudo encerrado e mais uma viagem de retorno a São Paulo, sendo que nessa tive a agradável companhia do repórter e agora narrador Paulo Júnior da Rede Vida. Foi isso.

Abraços,

Orlando

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Santos Campeão Paulista Feminino 2010

Olá,

Num final de semana com vários jogos decidindo títulos de competições promovidas e organizadas pela FPF, o JOGOS PERDIDOS foi a campo e acompanhou duas decisões importantes, cabendo a mim o privilégio de estar presente em ambas. Minha jornada dupla começou no sábado pela manhã, aqui mesmo na cidade de São Paulo, mais precisamente no Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho, mais conhecido como Pacaembu, palco da partida decisiva do Campeonato Paulista de Futebol Feminino, envolvendo o Santos F.C. contra o São José E.C.

Essa partida foi a segunda entre as duas equipes decidindo o título, sendo que no jogo de ida, em São José dos Campos, o time santista arrancou um empate (2 x 2) e, com isso, entrou em campo só precisando de mais um empate para levantar o caneco, uma vez que realizou melhor campanha.

Debaixo de um sol senegalesco, me posicionei à beira do gramado para aguardar a entrada dos protagonistas do espetáculo, com o objetivo de fazer as fotos dos times posados que são marca resgistrada aqui no JP. Além dos times, também fotografei os dois troféus, cujas fotos estão apresentadas abaixo:


Santos F.C. (Feminino) - Santos/SP. Foto: Orlando Lacanna.


São José E.C. (Feminino) - São José dos Campos/SP. Foto: Orlando Lacanna.


Quarteto de arbitragem ao lado das capitãs das equipes. Foto: Orlando Lacanna.


Troféus às equipes Campeã e Vice-Campeã. Foto: Orlando Lacanna.

Como as meninas do São José precisavam da vitória para chegarem ao título, naturalmente procuraram sair mais para o jogo e, com isso, mantinham por mais tempo a bola em seu poder, porém sem muito poder ofensivo. A maioria das jogadas de ataque do time joseense morria no erro do último passe ou acabava em cruzamento para a área santista, cujas tentativas eram neutralizadas pela defesa praiana.


Uma das jogadas aéreas do ataque joseense. Foto: Orlando Lacanna.

Com o passar do tempo, as Sereias da Vila foram gostando do jogo e passaram a ocupar o campo de ataque e a forçar mais o jogo pelas pontas, em especial pelo lado direito com a atacante Grazi.


Jogada de ataque santista pela direita com Grazi. Foto: Orlando Lacanna.


Atacante santista cercada por duas zagueiras joseenses. Foto: Orlando Lacanna.

Em mais uma jogada do ataque santista pela ponta, agora pelo lado esquerdo, a zagueira do São José, Mari se precipitou e empurrou a ala Joice pelas costas dentro da área, cometendo um pênalti que poderia ter sido evitado. A camisa 40 Thais cobrou com categoria e abriu o placar a favor do Santos.


Thais (encoberta) se preparando para cobrança de pênalti e inaugurar o placar. Foto: Orlando Lacanna.

Após sofrer o gol, o São José procurou chegar ao empate, mas continuou apresentando dificuldades na hora do último passe e, sendo assim, não conseguia finalizar com perigo. A esperança do empate ficava restrita às jogadas de bola parada. Nesse contexto, o time do Vale do Paraíba teve dois bons momentos, aos 34 e 37 minutos, em jogadas que nasceram de cobranças de faltas próximas á área. Nos dois lances a bola passou muito perto, assustando a goleira Andréia.


Bola passando muito perto da meta defendida por Andréia. Foto: Orlando Lacanna.

A primeira etapa terminou com a vantagem mínima a favor das meninas santistas, que levaram para o intervalo uma vantagem considerável, pois só perderiam o título caso o adversário virasse o placar. Pela categoria e experiência do time santista, tal situação seria pouco provável, mas como o futebol é imprevisível, só restava aguardar a segunda etapa.

No segundo tempo o São José voltou mais ligado e foi forçando as jogadas ofensivas, tendo chegado ao gol de empate aos 13 minutos, anotado pela camisa 7 Poliana, que desviou sutilmente um precioso cruzamento da esquerda executado por Mari. Esse gol animou o time do interior.

A partir da igualdade no placar, a partida ficou aberta com as duas equipes de alternando na criação de jogadas de ataque, sendo que o São José criou pelo menos três bons momentos. Aos 20 minutos, a goleira santista Andréia praticou espetacular defesa, ao desviar para escanteio um arremate frontal desferido por Michele da entrada da área. Dois minutos depois, foi a vez de Mari assustar a defesa santista com um chute colocado que passou muito perto.

A grande oportunidade do time azul passar à frente no marcador ocorreu na marca dos 31 minutos, quando a avante Luana escapou pela direita e cruzou rasteiro buscando Fabiana Loirão, que já se preparava para arrematar para o gol, quando numa rapidez incrível a goleira Andréia saltou e conseguir tirar a bola dos pés da atacante no momento exato que iria concluir. Foi uma defesa importantiíssima.


Fabiana Loirão perdendo ótima chance para virar o marcador. Foto: Orlando Lacanna.

Depois de mais dez minutos de equilíbrio, o árbitro encerrou a partida com o placar indicando Santos 1 - 1 São José, resultado que deu o título ao time praiano, coroando uma campanha espetacular de 26 partidas invictas, com 21 vitórias e 5 empates, tendo marcado 82 gols e sofrido apenas 11, deixando um saldo incrível de 71 gols. Sem dúvida foi uma campanha para se tirar o chapéu.

Tão logo a partida foi encerrada, as atletas e comissão técnica do Santos iniciaram uma grande comemoração ainda no interior do gramado. Em seguida teve início a cerimônia de entrega das medalhas e troféus às duas equipes.


Equipe do São José com o troféu de Vice-Campeão. Foto: Orlando Lacanna.


Agora a equipe do Santos com o troféu de Campeão. Foto: Orlando Lacanna.


Início da tradicional volta olímpica. Foto: Orlando Lacanna.


Elenco santista em foto comemorativa com destaque para Cristiane (à direita junto à bandeira) que mesmo não participando da competição esteve presente na comemoração. Foto: Orlando Lacanna.

Deixo aqui registrado os cumprimentos de todos integrantes do JOGOS PERDIDOS ao Santos F.C. pela brilhante conquista, valendo ressaltar a importância da conquista do Vice-Campeonato pelo São José E.C., feito esse que merece também os nossos cumprimentos.

Jogo e festa encerrados com mais uma cobertura do JP e início do planejamento para mais uma viagem ao interior de São Paulo, visando acompanhar outra decisão de título, mas essa história fica para mais tarde.

Abraços,

Orlando

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Portuguesa reverte a vantagem palmeirense na final do Paulista sub-20

Fala, pessoal!

Fechando a cobertura JP do último final-de-semana, fui acompanhar um jogo no domingo à tarde, horário que não temos mais partidas em campeonatos da FPF. Portuguesa e Palmeiras duelaram no Estádio do Canindé em partida válida pela primeira final do Campeonato Paulista sub-20 da 1ª divisão.

Em virtude de obras nas linhas da CPTM, quase perco a hora de chegar no estádio para as fotos oficiais da peleja. Mas no último segundo do tempo regulamentar, consegui as mesmas para o JP:


A Portuguesa de D (sub-20) - São Paulo/SP. Foto: Fernando Martinez.


SE Palmeiras (sub-20) - São Paulo/SP. Foto: Fernando Martinez.


Capitães das equipes e trio de arbitragem da partida. Foto: Fernando Martinez.

Fora da final desde o longínquo ano de 1990, quando ganhou seu primeiro e único título do torneio até hoje, a Lusa busca a segunda taça do sub-20 após ter eliminado a Ponte Preta na semi-final. Já o Palmeiras, atual campeão e que eliminou o Santos nas semi, quer o campeonato para comprovar sua hegemonia nos anos 2000 (a equipe foi campeã em 2002 e 2009, além do título do Palmeiras B em 2004).


Saída do goleiro Lúcio evitando chegada palmeirense. Foto: Fernando Martinez.


Jogadores do Palmeiras e da Portuguesa observam a bola sair pela linha de fundo. Foto: Fernando Martinez.

Enfrentando o forte calor, fiquei acompanhando o ataque palmeirense durante os primeiros 20 minutos de partida. E mesmo tendo mais posse de bola, o Palmeiras não conseguiu mostrar objetividade. A Portuguesa se aproveitou disso e marcou o primeiro gol aos 7 minutos. Após cruzamento da esquerda, a bola foi escorada para o camisa 4 Jaime entrar sozinho e cabecear forte para o fundo da rede alviverde.


Ataque do Palmeiras pela direita. Foto: Fernando Martinez.

Atrás do marcador, o Palmeiras passou a investir em jogadas pelas laterais, mas não conseguiu chegar à igualdade. Nos contra-ataques, a Portuguesa teve oportunidades para ampliar a vantagem. Mas graças ao forte calor, o ritmo da partida foi bastante moroso.


Início de jogada ofensiva para o time visitante. Foto: Fernando Martinez.

Mas no apagar das luzes da etapa inicial, o camisa 9 Ronaldo perdeu gol feito para a Portuguesa. Ele recebeu ótimo passe em profundidade e entrou sozinho na área. O goleiro Borges fez ótima defesa à queima-roupa e mandou a bola para escanteio. Antes mesmo da cobrança, o primeiro tempo acabou.


Disputa de bola na lateral do campo. Foto: Fernando Martinez.

No segundo tempo o sol foi encoberto pelas nuvens e eu fui para as arquibancadas do Canindé acompanhar a partida junto ao amigo Mílton. E o tempo final foi todo do onze alvi-verde. A Lusa teve a única chance perdida no primeiro minuto, com um chute por cima do jogador Guilherme. Após isso, só deu Palmeiras.


Zaga do Palmeiras protegendo a bola em ofensiva da Portuguesa. Foto: Fernando Martinez.

Os jogadores visitantes criaram chances pelo alto, em chutes de longa distância, em chegadas pela direita e pela esquerda, mas o gol defendido pelo arqueiro Lúcio estava fechado. A Portuguesa correu muitos riscos com a postura defensiva adotada na segunda etapa. Se o Palmeiras tivesse um pouco mais de capricho, poderia já ter feito o placar decisivo no primeiro jogo.


Chegada lusitana pelo alto facilmente neutralizada pela zaga palmeirense. Foto: Fernando Martinez.

Mas como o "se" não existe no futebol, o placar final do jogo mostrou Portuguesa 1-0 Palmeiras. Um empate no segundo jogo dá o título para a Lusa, enquanto o alviverde precisa de uma vitória por qualquer placar. Esse seria um jogo incrível para acompanhar, mas a diretoria palmeirense resolveu marcar o jogo para Araras, algo absolutamente inexplicável. Custava marcar a partida para Barueri, local aonde o time vem mandando a maioria dos jogos da Série A?

Bom, após o jogo ainda fomos andar pelo bairro do Pari, lembrando dos tempos em que morava por lá e constatando a triste decadência do local. Não dou 10 anos para que o bairro esteja completamente mutilado e que vire um local exclusivo para compras, assim como aconteceu com o Brás.

Até a próxima!

Fernando

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Guaratinguetá só empata com Figueirense em Bragança Paulista

Olá pessoal,

Na tarde do último sábado fui até o Estádio Nabi Abi Chedid, localizado em Bragança Paulista para acompanhar o jogo entre Guaratinguetá e Figueirense, válido pela penúltima rodada do Campeonato Brasileiro da Série B. Como era de se esperar em um jogo realizado em campo neutro, haviam poucas pessoas no estádio para acompanhar a partida. Cabe ressaltar que foi a diretoria do Guaratinguetá quem pediu a mudança de local da partida pois como o time no ano que vem vai se mudar para Americana vinha sofrendo vários protestos por parte torcida da cidade do Vale do Paraíba, que inclusive, nos últimos jogos apoiava os adversários do Guaratinguetá.

Como o Figueirense já tinha garantido o acesso a primeira divisão do campeonato brasileiro de 2011 e o Guaratinguetá ainda briga para escapar do rebaixamanto imaginei que o jogo seria aberto e com muitas emoções desde o início. Entretanto, não foi isso que se viu nos minutos iniciais. O jogo começou morno e com as duas equipes se estudando, sendo que era visível a preocupação com que a equipe mandante se portava em campo, não sei se por medo do adversário ou mesmo por incompetência. A verdade é que poucas chances de gol surgiram, até porque os visitantes não buscam mais nada no certame.


Visão geral do Estádio Nabi Abi Chedid no início da partida. Foto: Victor Minhoto.

Na verdade as maiores emoções eram por conta dos torcedores de Guaratinguetá que viajaram até Bragança Paulista para protestar contra a diretoria da equipe do Vale do Paraíba. Os torcedores levaram cartazes contrários a mudança da equipe para Americana, alguns trajavam camisas de equipes adversárias, como a do Brasiliense, outros torcedores entoavam cantos ofensivos a Diretoria da equipe e até mesmo uma bandeira do Guaratinguetá foi queimada.

O fato negativo foi que um membro da Diretoria do Guaratinguetá, que estava sentado nas cadeiras cobertas passou a responder as ofensas dos torcedores e inclusive chamou os mesmos para briga. Infelizmente esta não é uma atitude de alguém que se diga profissional do futebol, de um torcedor que vive de emoção é até compreensível, mas não de um membro de uma diretoria de um time profisional. Por outro lado é admissível que a torcida proteste contra a Diretoria que decidiu pela mudança de sede da equipe, mas ofender os atletas que apenas são funcionários e recebem salário para entrar em campo não me parece justo.


Disputa de bola no início da partida. Foto: Victor Minhoto.

Quanto ao jogo, somente quando se aproximava do final da primeira etapa é que as equipes foram se soltando e algumas chances de gol foram criadas, sendo que na última delas, aos 46 minutos, após um cruzamento da direita o camisa 6 Renato Peixes do Guaratinguetá acertou um belo chute de primeira abrindo o placar para a equipe paulista. Após esse gol o árbitro sequer autorizou o reinício da partida e deu por encerrada a primeira etapa.


Arqueiro catarinense intercepta cruzamento do ataque mandante. Foto: Victor Minhoto.

As equipes voltaram mais dispostas para o segundo tempo e o Figueirense que não tinha nada a perder fez substituições dando chance a atletas novos. Um desses atletas, o camisa 16 Pedro Carmona, aos 18 minutos, bateu com força uma falta na entrada da área e colocou a bola no canto superior direito do goleiro Saulo que nada pode fazer a não ser buscar a bola no fundo das redes.

Esse gol fez com que os mandantes acordassem na partida, mesmo porque o empate não seria um bom resultado na briga para escapar do rebaixamnto. Assim, apenas quatro minutos depois, Serginho que havia entrado segundos antes, recebeu sem marcação um lançamento no meio da área adversária e tocou a bola no canto esquerdo baixo do arqueiro catarinense. Era o segundo gol da equipe paulista, mas a torcida do Vale do Paraíba apenas vaiou o gol.


Detalhe da bola entrando na meta de Saulo após bela cobrança de falta de Pedro Carmona. Foto: Victor Minhoto.

Como o resultado era bom para os mandantes, o jogo ficou morno e as chances de gol mais raras, até que em um lance isolado, Lucas, camisa 2 do Figueirense, recebeu um cruzamento despretencioso da direita e tocou de cabeça encobrindo o goleiro Saulo e empatando a partida. Após este lance o Guaratinguetá não conseguiu mais levar perigo a meta advesária e o jogo acabou mesmo em Guaratinguetá 2x2 Figueirense. Esse resultado não aliviou a situação dos mandantes, que se perderem na última rodada fora de casa contra o campeão Coritiba podem amargar um rebaixamento para a terceira divisão.

Até a próxima,

Victor