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terça-feira, 8 de julho de 2008

Portuguesa perde a primeira em casa pelo Brasileiro

Opa,

Depois da rodada dupla do sábado e do jogo domingo cedo, agora era a vez de segurar o sono, jogar água fria no rosto e partir para mais um jogo do Campeonato Brasileiro 2008. Já disse N vezes aqui: o Brasileirão não é nem um pouco perdido, mas sempre vai pintar por aqui em momentos oportunos. E mais uma vez eu fui lá no Canindé para ver a Portuguesa em ação. Agora o jogo era contra o Vitória da Bahia.

Mais uma vez me deparei com aquela cambada de cambistas nas redondezas do estádio rubro-verde. Eles furam a fila sem cerimônia, e graças ao povo ser nem um pouco cidadão, eles agem à vontade. Talvez se todos que pasam muito tempo na fila e assistem os cambistas passarem à sua frente fossem mais cientes dos seus direitos, essa corja de gente que se aproveita dos outros não fosse tão forte assim.

Mas isso é dar murro em ponta de faca, então entrei logo para poder ver o jogo de uma Portuguesa embalada contra um Vitória também em boa posição no Brasileirão. E o jogo tinha um sabor a mais, com a invencibilidade do goleiro da Lusa André Luís. Com mais de 350 minutos sem tomar gol, restava saber quantos minutos a mais ele iria aguentar sem ver a bola nas suas redes.


Chute perigosíssimo do time baiano. Foto: Fernando Martinez.

Mas nem o mais pessimista torcedor da Portuguesa poderia acreditar que essa invencibilidade cairia aos 9 segundos do primeiro tempo. E o pior, na saída de bola da própria Portuguesa. De maneira inacerditável e parevendo que não existia jogadores rubro-verdes em campo, o ataque do Vitória foi rápido e o jogador Dinei marcou o segundo gol mais rápido de história dos Brasileiros. Em tempo, o primeiro foi com 8 segundos, pelo atleta Nivaldo, do Náutico, em 1989.


Mais uma chance para o Vitória no primeiro tempo. Os primeiros 45 minutos foram de massacre baiano. Foto: Fernando Martinez.


Mais um ataque do Vitória, que poderia ter feito mais. Foto: Fernando Martinez.

Depois do Portuguesa 5-5 Figueirense na primeira rodada, mais uma vez vi um lance histórico no Estádio Osvaldo Teixeira Duarte. Pena que os dois contra a Lusa. E esse gol assustou o time da casa, que viu o Vitória massacrar no primeiro tempo. O jogador Ramón aumentou aos 16, e o time baiano só não fez mais pois deu azar. Um placar de 4 ou 5 a 0 para o rubro-negro ao final do primeiro tempo não seria absurdo.

Desnecessário dizer que a torcida da casa só faltou entrar no campo para bater nos jogadores, tamanha a raiva que sentiam com a partida ridícula do time no primeiro tempo. No intervalo a esperança era de que o técnico Benazzi - muito xingado por alguns torcedores - resolvesse o problema.


A Portuguesa tentou no segundo tempo, mas sem objetividade. Foto: Fernando Martinez.

No segundo tempo até que a Lusa tentou, mas não era mesmo dia do time da casa. A cada chance perdida, as 'homenagens' eram ainda mais sonoras e os torcedores pediam a cabeça de muita gente por lá. Nem o gol de Vaguinho aos 30 minutos, diminuiu a raiva. E no final a Lusa até que tentou, mas não deu.


A última chance do jogo, e ela foi da Portuguesa. Foto: Fernando Martinez.

Final de jogo: Portuguesa 1-2 Vitória/BA. Agora a Portuguesa perde a invencibilidade em casa e vê o Vitória subir para quarto lugar na tábua de classificação. Já a Lusa perde a chance de chegar mais perto do G-4. E depois do jogo, cansado ao extremo, foi a vez de voltar para casa e dar aquela dormida fantástica no sofá. E já pensando nos jogos para o feriado de 9 de julho.

Até

Fernando

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