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sexta-feira, 31 de março de 2006

Paulista Série A3: Botafogo 1-1 Monte Azul

Olá,

De volta ao interiorzão, na última quinta-feira, estive novamente na cidade de Ribeirão Preto, para assistir a mais uma partida do Campeonato Paulista Série A3. Dessa vez meu destino foi o belo Estádio Santa Cruz, onde ocorreu o jogo Botafogo 1 - 1 Monte Azul, válido pela décima segunda rodada da primeira fase. Jogo importante, pois envolvia um dos líderes de um dos grupos da competição. Mesmo não querendo ser repetitivo, não dá para deixar de ressaltar a simpatia e a gentileza, tanto do pessoal ligado ao clube, como da imprensa local. Um abraço a todos!

O jogo começou bem morno, com os dois times jogando com o breque-de-mão puxado, tanto que o primeiro chute ao gol, ocorreu somente aos 17 minutos, por parte do Botafogo e sem maior perigo. O Monte Azul ficava na dele, sem se expor, mostrando que a Pantera da Mogiana não estava numa jornada inspirada. Com esse quadro, dá para perceber que o jogo não estava bom...


Lance no meio campo no jogo Botafogo x Atlético Monte Azul. Foto: Orlando Lacanna.

Mas aos 27 minutos, em jogada isolada pela esquerda, o time visitante conseguiu uma falta que foi cobrada em direção à área. O atacante Júlio César desviou de cabeça, abrindo o marcador a favor do Monte Azul, em lance que o goleiro Marcão do Tricolor falhou. Depois desse gol, o jogo continuou no mesmo ritmo, ou seja, sem emoção, causando ao pequeno público muito descontentamento.


Julio César marca de cabeça o gol do Atlético Monte Azul. Foto: Orlando Lacanna.

Na etapa final, com as substituições feitas no intervalo pelo Botafogo, a partida ganhou mais ritmo e os donos da casa começaram a forçar o ataque, mais na base da vontade do que em jogadas trabalhadas. Aos 14 minutos, o atacante Kanu empatou o jogo, concluindo com perfeição jogada iniciada pela ponta esquerda. Daí em diante, com os gritos eufóricos de "fogo" da torcida local, a expectativa era de que o Botinha fosse com tudo para virar o placar, mas isso acabou não acontecendo, frustrando o público presente.


Ataque do Botafogo na partida contra o Atlético Monte Azul. Foto: Orlando Lacanna.


Outra chance botafoguense. Foto: Orlando Lacanna. [160411]

Ao apito final do árbitro, com o resultado final em 1 a 1, ficou a certeza de que o Botafogo ficou devendo um melhor futebol aos seus torcedores, que acharam que o time jogou mal em razão da ausência do atacante Aílton, artilheiro com sete gols, que não pôde jogar por estar suspenso. Como o time de Ribeirão está bem colocado, até com uma certa folga, deverá se classificar à próxima fase com facilidade. Quanto ao Monte Azul, não notei nada que pudesse ser ressaltado, pois jogou como um time visitante comum, ou seja, jogou fechado e só saiu em contra-ataques.

Bem, por hoje é só e no próximo final de semana poderá haver outra jornada tripla. Até lá!

Abraços,

Orlando

Paulista Série A1: Corinthians 2-2 Guarani

Fala povo!

Bom, como não assisti a rodada da última quarta-feira graças à enorme chuva que caiu aqui em São Paulo. Nada mais justo do que acabar o mês de março com mais um joguinho perdido na quinta-feira. A pedida foi o jogo entre Corinthians e Guarani no Pacaembu, valendo pela 17ª rodada do fantástico Paulistão 2006. É, pode parecer que não, mas esse foi um jogo mais do que perdido. Corinthians com um time de reservas, Guarani quase caindo, frio e possibilidade de chuva, nada mais normal de que o público fosse diminuto como foi: 2.164 presentes. Comigo, o Mílton infiltrado no meio da torcida corintiana.

Ah, e falando em time de reservas, seguindo o padrão que é utilizado por alguns pesquisadores e historiadores, o jogo de ontem não valeu para as estatísticas oficiais corintianas. Tudo porque foi utilizado um time de reservas, ou como a imprensa prefere chamar: um "Corinthians B". Brincadeira, né pessoal? Isso é para ilustrar os argumentos que usam nos jogos da querida Copa FPF, que não valem para as estatísticas oficiais: "o clube jogou com sua equipe reserva", e só mostra que os argumentos são falhos. Ou o jogo de ontem tem que ser riscado da história só porque o time jogou com seus reservas?

Agora falando do jogo, tivemos uma partida bem disputada no Pacaembu, e que mostrou que o time do Guarani realmente é horroroso, e que a qualidade dele é bem reduzida. O Corinthians, com seu catado, foi superior durante toda a partida e não ganhou por caprichos do destino. Durante a primeira etapa, o Guarani só teve uma chance, numa bobeada do horrível Johnny Herrera, goleiro alvinegro. O Corinthians mostrou um futebol razoável e merecia ter saído ganhando o jogo. Mas, no final da etapa, um pênalti - que aconteceu - para o Guarani, levou o jogo para o intervalo em 1 a 0 para o Bugre.


Pênalti convertido pelo Guarani no fim do primeiro tempo, gol que levou o jogo em 1 a 0 para o intervalo. Foto: Fernando Martinez.

No segundo tempo, o Corinthians voltou com tudo e logo aos dois minutos empatou o jogo, depois de uma boa cobrança de falta e cabeçada do zagueiro Marquinhos. O Guarani sentiu o gol e nada fez para poder descontar. O alvinegro, animado com o bom futebol, passou a perder chances boas de marcar o segundo gol, inclusive com uma bola na trave. De tanto insistir o time chegou à virada, num belo gol do atacante Rafael Moura.


O Corinthians empata a partida contra o Guarani logo no começo do segundo tempo. Foto: Fernando Martinez.


Segundo gol corintiano virando a partida contra o Bugre no Pacaembu. Foto: Fernando Martinez.

Depois do gol, o Timão ficou cozinhando o galo para o tempo passar. No final, num castigo, o Guarani empatou, na sua única jogada no segundo tempo. Castigo merecido para o Corinthians, depois de ter perdido tantas chances nessa etapa. Final de jogo: Corinthians 2-2 Guarani, e o Guarani respira um pouco da ameaça de rebaixamento.

Vale registrar que é fantástico poder ver um jogo tão tranquilo como o de ontem: sem filas para entrar, sem empurra-empurra, com "N" lugares na arquibancada, famílias no estádio e sem aperto nenhum para entrar ou sair. Todos poderiam ser assim, né?


De um lado a pequena, mas barulhenta, torcida corintiana no Pacaembu: sem parar de cantar só um minuto. E do outro lado o Mílton - são paulino convicto - curtindo o bom futebol do Corinthians (e torcendo para o alvinegro!!). Fotos: Fernando Martinez.

Por ora é só. No fim de semana tem mais Paulistão, e em 10 dias começa a genial Segundona! Fiquem ligados!

Até

Fernando

Efemérides Futebolísticas: 31 de março

Opa,

Vamos agora com mais uma coluna EXCLUSIVA das já famosas EFEMÉRIDES FUTEBOLÍSTICAS. Cortesia do Denis Haddad (e com uma pequena ajuda minha), com sua vasta e fantástica coleção sobre o esporte mais amado no mundo. Hoje, 31 de março, temos as seguintes informações:

- 31 de março de 1888 (sábado) - em Belfast - Campeonato Britânico - Irlanda 1-5 Inglaterra.
- 31 de março de 1945 (sábado) - Rua Javari - Campeonato Paulista - Comercial, da Capital, 1-3 SPR, com arrecadação de Cr$ 9.724,00. Essa foi a partida inaugural do Campeonato Paulista daquele ano que apontou o São Paulo como campeão, como já havia ocorrido em 1943.
- 31 de março de 1951 (sábado) - amistoso em Rio Claro - Velo Clube 1-1 Jabaquara.
- 31 de março de 1962 (sábado) - Segunda Divisão da Argentina - Tigre 3-2 Excursionistas.
- 31 de março de 1963 (domingo) - em Cochabamba -Campeonato Sul-Americano - Bolívia 5-4 Brasil. Com esse resultado, a Bolívia sagrou-se campeã sul-americana, único título conquistado até hoje pela Seleção Boliviana.
- 31 de março de 1965 (quarta-feira à noite) - Pacaembu - Torneio Rio-São Paulo - Palmeiras 7-1 Santos. O Santos atuou com time reserva.
- 31 de março de 1968 (domingo) - Morumbi - Campeonato Paulista - Corinthians 3-2 São Paulo, com 33793 pagantes.
- 31 de março de 1974 (domingo) - Maracanã - amistoso preparatório para a Copa do Mundo daquele ano - Brasil 1-1 México, com 79618 pagantes.
- 31 de março de 1984 (sábado) - Estádio Nicolau Alayon - Campeonato Paulista da Segunda Divisão - Nacional 1-0 Bragantino.
- 31 de março de 1985 (domingo) - Estádio de São Januário - Campeonato Brasileiro - Vasco da Gama 0-1 Palmeiras, com 17322 pagantes.
- 31 de março de 1990 (sábado) - em Mogi-Mirim - Campeonato Paulista - Mogi-Mirim 1-0 São Paulo.
- 31 de março de 1992 (terça-feira) - Campeonato Paulista - Juventus 0-3 São Paulo.
- 31 de março de 1996 (domingo) - Estádio do Pacaembu - Campeonato Paulista - Corinthians 2-2 União São João, com arrecadação de R$ 11.320,00, tendo apenas 904 ingressos sido vendidos. Na mesma data, no Estádio Mourão Filho, pelo Campeonato do Estado do Rio de Janeiro, Olaria 2-6 Flamengo, com renda de R$ 57.445,00 e 3997 pagantes, tendo sido inaugurados, nessa ocasião, os refletores do estádio do Olaria Atlético Clube.
- 31 de março de 1999 (quarta-feira) - Mineirão - Copa do Brasil - Cruzeiro 3-3 Atlético/PR. Com esse resultado, o time mineiro foi eliminado na segunda fase da competição, já que o primeiro jogo no Paraná foi 0 a 0. Na mesma data, em jogo disputado na Vila Belmiro: Santos 3-4 Goiás, e o time goiano elimina o peixe dentro da sua casa.
- 31 de março de 2002 (domingo) - em Itápolis - Campeonato Paulista da Série A-3 - Oeste 5-0 Ferroviária, de Araraquara. Na mesma data, no Canindé e valendo pelo Torneio Rio-São Paulo, Portuguesa 1-0 Etti Jundiaí, com 2003 pagantes.
- 31 de março de 2004 (quarta-feira) - Estádio Centenário, em Montevidéu - Eliminatórias para a Copa do Mundo - Uruguai 0-3 Venezuela.

É isso. No mais, aguardem mais jogos perdidos nesse final de semana, e as efemérides voltam sexta que vem!

Até mais

Fernando

quarta-feira, 29 de março de 2006

Paulista Série A2: Palmeiras B 4-0 Guaratinguetá

Buenas!

Joguinho de quarta-feira à tarde é comigo mesmo. E hoje dava até para escolher qual jogo assistir, havia três opções na grande São Paulo, com jogos em Mauá e Guarulhos. Porém, como a gente tem que atrelar os afazeres diários com os jogos, acabei indo até o Parque Antártica, para assistir Palmeiras B x Guarantinguetá, pela Série A2. Comigo, só o Jandir resolveu encarar a chuva que está castigando a Paulicéia.

Mas a água e o campo encharcado não desanimou os jogadores não, pois mal o jogo começou e o verdinho já abriu o placar, numa bobeira da zaga de Guará. Com o gol, o time visitante teve que tentar fazer um jogo mais ofensivo, o que acabou deixando a partida bastante movimentada. E foi assim durante toda a segunda etapa, ainda que sem nova alteração no placar.


Campo encharcado no jogo Palmeiras B x Guaratinguetá. Foto: Emerson Ortunho.


Zaga do Guaratinguetá afasta o perigo após cobrança de escanteio. Foto: Emerson Ortunho.

No segundo tempo, o Guaratinguetá resolveu buscar de vez o empate, mas acabou deixando o campo livre para os contra-ataques alvi-verdes. Com isso, sem se esforçar muito, o Palmeiras B foi construindo a goleada, marcando mais três gols nessa etapa.


Palmeiras B ataca no Palestra Itália. Foto: Emerson Ortunho.

Final de jogo: Palmeiras B 4 x 0 Guaratinguetá, placar que mostrou exatamente a superioridade da equipe B palmeirense.

Foi isso pessoal!

Abraços!

Emerson

terça-feira, 28 de março de 2006

Paulista Série A1: Portuguesa 5-2 Paulista

Opa,

Agora sim, depois de o UOL ter ficado fora de si, por ter digitado todo o texto e por duas vezes ele ter apagado sozinho, vamos com a última parte dos jogos que vi no último final de semana.

A pedida do domingo foi acompanhar de perto aquilo que poderia se transformar num momento histórico - pelo lado negativo - da vida da Portuguesa. No jogo contra o Paulista de Jundiaí, caso o rubro-verde não vencesse, poderia ocorrer o rebaixamento da equipe para a Série A2 do Paulista, e isso pela primeira vez em 86 anos de história. Junto comigo nesse momento, o Mílton e o Jurandyr.

Logo de cara vimos que a atitude de dispensar oito jogadores do elenco, valeu a pena, pelo menos nesse jogo. Com muita força de vontade, raça e determinação, a Portuguesa começou com tudo pra cima do time do interior. Com tamanha raça, não demorou para o time abrir o placar: depois de uma belíssima arrancada do jogador Fabrício, o goleiro Rafael fez pênalti e o jogador Cléber marcou 1 a 0 para a Lusa.



Um lance em dois momentos: o pênalti sofrido pelo jogador Fabrício numa jogada imprudente do goleiro Rafael, e a boa cobrança do Cléber, marcando 1 a 0 pra Lusa. Fotos: Fernando Martinez.

O jogo poderia ter seguido muito mais fácil, caso o Johnson (ex-Juventus e ex-E.C. São Bernardo) não tivesse perdido tantas chances de ataque. O Paulista só chutou uma bola no gol, desviada pela zaga da Lusa, e o jogo foi para o intervalo só 1 a 0 mesmo.

No intervalo encontrei nas arquibancadas do Canindé a torcedora fanática pela Lusa, Carol. Ela me reconheceu das clássicas matérias no Esporte Espetacular e do Diário de São Paulo, e além de tudo é amiga do meu irmão... o mundo é um ovo! Valeu Carol!!


A torcida da Portuguesa, curtindo um jogo mais do que emocionante no Canindé, e o Mílton, tranquilão e devidamente agasalhado. Fotos: Fernando Martinez.

No segundo tempo o jogo começou diferente e meio que dormindo, a Lusa viu em dez minutos o sonho quase acabar. Em uma cobrança de falta precisa do Muñoz e num pênalti - em que o zagueiro da Lusa teria que ter sido expulso, por cortar a bola com a mão - também cobrado pelo mesmo Muñoz, o Paulista virou o jogo e parecia que iria estragar a festa lusitana.

Foi um dos momentos mais tristes que vi num estádio. Ninguém xingou, gritou, berrou... ninguém fez nada, todos ficaram sem reação e um clima de velório tomou conta do Canindé. Todos temendo que aqueles fossem os últimos momentos na A1. Logo depois, o clima passou de um completo silêncio a uma completa indignação, depois que o Johnson perdeu mais uma chance clara.

20 segundos depois, o clima voltou a ser de festa, quando o mesmo Johnson empatou o jogo, num belo chute. Acreditando que a sorte poderia mudar, a torcida começou a gritar o nome do time desesperadamente, acordando de novo o rubro-verde. Deu resultado, pois aos 23 minutos, o jogador Diogo virou de novo o jogo, numa bela jogada de todo o ataque da Lusa. Milagre no Canindé!


Milagre! A Lusa vira o jogo de forma heróica! 3 a 2. Foto: Fernando Martinez.

Nessa hora, o Paulista desistiu da partida e a Portuguesa tomou conta em definitivo das ações. Mostrando um futebol objetivo, a Lusa dominou facilmente o time de Jundiaí. Ficou uma certeza a todos: se o time tivesse jogado tudo isso durante o campeonato, a história seria outra. E ainda deu tempo para marcar o quarto e quinto gols. O quarto gol marcado por Jackson e o quinto gol numa jogada de categoria do jogador Josiválter. Fazia tempo que ninguém ouvia olé no Canindé.


Vista geral do final do jogo entre Portuguesa x Paulista. Foto: Fernando Martinez.

Final de jogo: Portuguesa 5-2 Paulista, e a certeza que se o time jogar assim os próximos jogos, quem sabe o milagre definitivo não acontece? E destaque negativo para o Paulista: time sem inspiração e que quase não fez nada, só mostrando 10 minutos de um futebol razoável.

Levando para o lado estatístico da coisa, essa foi a maior goleada da Portuguesa desde o dia 26 de abril de 2003, quando venceu o Remo por 5 a 2 no seu primeiro jogo pela Série B daquele ano. Em Campeonatos Paulistas, foi a maior goleada desde um 6 a 1 que marcou no União São João em 20 de janeiro de 2001, pela 1ª rodada do Paulista.

E foi só. Nessa semana teremos mais luta contra o rebaixamento aqui no JOGOS PERDIDOS, e em duas semanas o ano começará de verdade aqui no site mais alternativo sobre futebol no Brasil. Muitas surpresas na nossa fantástica Segunda Divisão.

Até

Fernando

segunda-feira, 27 de março de 2006

Paulista Série A3: São José 3-1 Flamengo

Olá mais uma vez,

Fechando o fim-de-semana futebolístico sensacional, fui conferir o terceiro jogo da minha jornada, sendo que dessa vez fui a um jogo do Campeonato Paulista Série A3. Depois de retornar de Ribeirão Preto, o meu destino foi a cidade de São José dos Campos, no Estádio Martins Pereira, onde assisti ao bom jogo: São José 3 - 1 Flamengo de Guarulhos, válido pela décima primeira rodada da primeira fase.


São José EC - São José dos Campos/SP. Foto: Orlando Lacanna.

Como sempre, encontrei pessoas que conhecem o JP e dessa vez, foi o correspondente local do Lance!, João Paulo Sardinha, que disse acessar o nosso endereço diariamente. Aquele abraço João Paulo!

O jogo era de suma importância para efeito de classificação, pois envolvia duas equipes que brigam pelas vagas à segunda fase. Como eu esperava, a partida foi muito boa, com as duas equipes se empenhando muito e criando jogadas perigosas em diversos momentos.


Lance do primeiro gol do Flamengo contra o São José. Foto: Orlando Lacanna.

Aos 27 minutos, o Flamengo abriu o placar por intermédio de André Luiz, aproveitando rebote defensivo. O São José não desanimou e buscou a igualdade no marcador, tendo conseguido aos 35 minutos, através de Bruno, que marcou um golaço em jogada rápida, dentro da área, pelo lado direito. A partida continuou em ritmo forte e a Águia do Vale conseguiu a virada, aos 44 minutos, com um belo gol de cabeça marcado por Nei Fabiano, aproveitando cruzamento da direita em cobrança de falta.


Detalhe do segundo gol do time da casa virando o jogo em cima do Flamengo. Foto: Orlando Lacanna.

No segundo tempo, o time de Guarulhos começou mais ofensivo e foi criando algumas oportunidades de gol, mas aí apareceu a boa atuação do goleiro Elder, impedindo o empate. Na sequência do jogo, em um contra-ataque pela meia esquerda, aos 14 minutos, Nei Fabiano marcou o terceiro gol do São José, dando números finais à partida.


Lance do terceiro gol do São José selando a vitória sobre o rubro-negro de Guarulhos. Foto: Orlando Lacanna.

Apesar do placar adverso, o Flamengo não desanimou e continuou atacando, até conseguir marcar aquele que seria o seu segundo gol, o qual, foi mal anulado pela assistente Marcia Simionato Viana. A torcida do time da casa agradeceu a anulação do gol e homenageou a assistente com um coro de "fofona". Depois desse lance o jogo ficou mais truncado, com a marcação de muitas faltas e com jogadas mais duras.


Torcida do São José feliz da vida com a grande vitória sobre o Fla. Foto: Orlando Lacanna.


Lance acrobático dentro da área joseense. Foto: Orlando Lacanna. [160411]

Gostei da apresentação das duas equipes e acredito que ambas têm todas as condições de continuar na luta pela classificação à segunda fase. Considerei esse jogo o melhor dos três desse final de semana.

Bem, por enquanto é só, e durante a próxima semana teremos mais interiorzão.

Abraços,

Orlando

Paulista Série A1: Juventus 1-2 Santos

Opa,

Continuando com a saga do fim-de-semana, agora vamos com a segunda parte da rodada dupla que fiz no último sábado. Saindo no gás do Nacional, corremos (eu, o Jurandyr e o David) até o Pacaembu, para ver a partida entre Juventus e Santos, decisiva para as duas equipes no Paulistão. Ao time da Vila, o interesse era a luta pelo título e aos grenás a classificação à Série C desse ano.

Chegando lá, tivemos a feliz informação de que havia acabado os ingressos para a torcida juventina. Nessa hora, encontramos o Alfredo e o Mílton, e grande parte dos doidos que sempre aparecem na Javari. Com todo mundo indignado e sem informação, quase acontece uma besteira por lá. Nesse meio tempo, o mundo caiu, e um temporal deixou todo mundo encharcado e ainda sem ingresso. Foi quando uma feliz alma nos informou que os ingressos estavam com um cara da FPF e que a venda tinha sido interrompida por causa que torcedores do Santos estavam comprando ingressos na torcida do Juventus.

Fica aqui a reclamação para a diretoria juventina, que não se organizou para uma venda normal, e nem colocou venda antecipada de ingressos na Javari. Para ver como a diretoria é 100%, a venda antecipada foi em Osasco e Santo André (!!!). Com o Jurandyr encarando a chuva e trazendo os ingressos para nós (nesse meio tempo o Mílton já tinha ido embora e continuávamos encharcados), conseguimos - depois de mais de uma hora - entrar a tempo de curtir o jogo.


Time juventino saudando a grande torcida presente no Pacaembu. Alfredo, David e Jurandyr, felizes e encharcados nas arquibancadas. Fotos: Fernando Martinez.

Como se não bastasse o sofrimento, vimos uma atuação parcial do juizão no jogo. Invertendo faltas, deixando o Santos bater nos primeiros momentos e minando o jogo juventino, o árbitro influenciou no placar final. O jogo começou equilibrado, e o Juventus marcou seu primeiro gol numa bela cobrança de escanteio, quando a bola acabou sobrando para o jogador Manu fazer 1 a 0. Depois disso, dois lances capitais: uma agressão do jogador Reinaldo, do Santos, num jogador grená, que o juizão nada fez, e a falta que originou o gol santista, que para mim não aconteceu. Com isso o jogo foi para o intervalo em 1 a 1.


Lance que originou o primeiro (e único) gol juventino na partida. Foto: Fernando Martinez.

No segundo tempo, o Juventus fez o favor de recuar demais, deixando o jogo livre para a equipe da baixada. Mesmo assim, ainda o juiz invertia faltas e irritava o onze da Móoca. Mas, inegavelmente, o Santos foi superior. O ponto é que não precisava ter sido do jeito que foi, com influência do árbitro. Assim, depois de algumas ótimas defesas do goleiro Marcelo, do Juventus, o Santos chegou ao seu segundo gol, com o jogador Reinaldo.


Vista geral do Pacaembu no jogo entre Juventus e Santos. Foto: Fernando Martinez.

O Juventus ainda acabou o jogo com três jogadores a menos, em expulsões bem esquisitas. Mas o placar final foi mesmo: Juventus 1-2 Santos. Fica o registro: o Santos jogou mais, mas o juiz prejudicou o Juventus sim, isso é fato! Agora, o time da Vila está bem próximo do seu título. Ao Juventus, com o tabu de não vencer o Santos desde o dia 1 de julho de 1986 (Santos 1-3 Juventus), resta a árdua tarefa de manter sua vaga na Série C, fazendo dois jogos fora de casa, nos três restantes desse Paulistão.


Ataque juventino ainda no primeiro tempo do jogo contra o peixe. Foto: Fernando Martinez.

Depois foi chegar em casa, tomar mais chuva e sair para curtir o sabadão. Depois vem o post do grande jogo que estive no domingo.

Até lá

Fernando

Paulista Série A2: Nacional 2-2 Guaratinguetá

Opa,

Finalmente quase recuperado 100% da virose que me baleou desde o carnaval, nesse final de semana pude voltar à ativa nos JOGOS PERDIDOS desse Brasil varonil. No sábado à tarde estive presente na Comendador Souza, para acompanhar a partida entre Nacional e Guaratinguetá, pela Série A2 do Paulistão. Numa tarde mais do que agradável, o Jurandyr, o David e o Seu Natal também acompanharam a peleja.

Para o Nacional a vitória era fundamental, para fugir de qualquer risco de rebaixamento e tentar voltar à zona de classificação. Já para o time do Vale, a vitória era necessária para se fixar na zona que vai à próxima fase. Pena que mesmo precisando da vitória, o Naça tenha começado o jogo de forma tão passiva, aceitando os ataques do Guará.


Praticamente posando para o JOGOS PERDIDOS os jogadores dos dois times numa disputa de bola na lateral. Foto: Fernando Martinez.

Tanta passividade foi premiada com o gol do Guaratinguetá, aos dez minutos, depois de uma bola lançada pela direita, em que a defesa ferroviária falhou e o jogador Laércio marcou. Depois do gol o Nacional ficou naquele joguinho sem graça, enquanto o Guará levava muito perigo nos contra-ataques. Mas mesmo assim, o jogo foi para o intervalo com o 1 a 0 no placar.


Ataque infrutífero do Nacional no primeiro tempo da partida. Foto: Fernando Martinez.

Depois de provavelmente ter tomado um belo esporro no intervalo, o Nacional voltou com tudo no segundo tempo. Logo aos dois minutos, o time empatou num belíssimo gol olímpico (apenas o terceiro que vi em estádios até hoje), marcado pelo jogador Betão. Com o empate, o Naça voltou a sonhar com a virada e teve chances pra isso, mas o pífio desempenho dos seus atacantes, que perderam gols atrás de gols, levou todos no Nicolau Alayon ao desespero.


Belo chute do Nacional e bela defesa do goleiro Yamada, ex-Corinthians. Foto: Fernando Martinez.

O jogo foi correndo assim, mas aos poucos o Guará foi se soltando nos contra-ataques e levando bastante perigo ao gol do Naça. Tanta bobeira no ataque do azul e branco foi punida com o segundo gol do Guará, aos 43 minutos, marcado pelo jogador Rocha, depois de mais uma bobeira da zaga do Nacional, que praticamente selou a vitória do adversário. Entretanto, praticamente já no desespero, o Nacional ainda conseguiu chegar ao empate, aos 47 minutos, numa cabeçada certeira do jogador César.


Escanteio para o Nacional no segundo tempo do jogo contra o Guaratinguetá. Foto: Fernando Martinez.

Foi isso, final de jogo: Nacional 2-2 Guaratinguetá. Mais dois pontos preciosos perdidos em casa!! Cuidado Naça, o rebaixamento não é ilusão. Sábado eles jogam contra a Barbarense, de novo no Nicolau Alayon, necessitando urgentemente da vitória!

Depois do jogo, foi correr para um martírio no Pacaembu, mas isso fica para depois.

Até

Fernando

Paulista Série A2: Comercial 0-1 Sertãozinho

Olá novamente,

Depois de um bom descanso em São José do Rio Preto, recolhi minhas tralhas e peguei a estrada novamente, seguindo a uma outra cidade para acompanhar mais um jogo do Campeonato Paulista Série A2. Meu destino dessa vez foi a cidade de Ribeirão Preto, no belo Estádio Dr. Francisco Palma Travassos, onde presenciei ao jogo: Comercial 0 - 1 Sertãozinho, que valeu pela décima primeira rodada da primeira fase.


Ataque do Sertãozinho no jogo contra o Comercial. Foto: Orlando Lacanna.

Fui com uma expectativa muito grande em relação a esse jogo, pois além de ser um clássico da região, as equipes estavam emboladas na tabela de classificação e com certeza iriam brigar muito pelos três pontos. Foi de fato o que aconteceu, uma vez que as duas equipes lutaram muito, embora eu esperava muito mais do Comercial, que não realizou uma boa partida.

Na etapa inicial, a partida começou equilibrada e com muita cautela por parte das duas equipes, porém dava para perceber que o Touro dos Canaviais estava mais bem armado taticamente. Aos poucos, o Sertãozinho foi tomando conta da partida, tanto que, aos 32 minutos, o zagueiro Clayton abriu o placar para o time grená. Ele escorou de raspão com o pé esquerdo, um cruzamento vindo da direita, originado de uma cobrança de falta, levando para o intervalo o resultado de 1 a 0 para os visitantes e com isso irritando muito a torcida local.


Lance do gol do Sertãozinho contra o Comercial em pleno Palma Travassos. Foto: Orlando Lacanna.

Na etapa final, o Bafo tentou sair para o abafa, mas não conseguiu nada de positivo, uma vez que seus jogadores estavam numa tarde infeliz, errando jogadas simples e perdendo a posse de bola com facilidade. Além disso, o Sertãozinho armou um bloqueio defensivo com duas linhas de quatro homens cada e impediu que o Comercial chegasse com perigo a sua meta, a não ser em uma única oportunidade originada de uma jogada de cabeça, com o goleiro André Zandoná praticando boa defesa. O desenrolar do jogo, mostrava que os visitantes estavam mais próximos do seu segundo gol, através de rápidos contra-ataques, do que o time da casa chegar ao empate.


Falta para o Bafo ainda no primeiro tempo da partida contra o Sertãozinho. Foto: Orlando Lacanna.

Ao final da partida, com o placar de 1 a 0 para o Sertãozinho, ficou a impressão para os presentes que: se o Comercial continuar se apresentando como nesse jogo, não terá chance de classificação e sua luta será evitar o rebaixamento à Série A3. A torcida local saiu muito preocupada.


Ataque do Bafo pela direita. Foto: Orlando Lacanna. [160411]

Bem, depois desse jogo, foi pegar a estrada novamente, agora em direção a São Paulo, para uma noite bem dormida em casa, pois no domingo a jornada prosseguiu, mas isso é assunto para outro post. Fiquem atentos!

Abraços,

Orlando

Paulista Série A2: Rio Preto 0-0 União São João

Olá,

Continuando minha andança pelo nosso interiorzão, tive um final-de-semana futebolístico sensacional, pois acompanhei três jogos ao vivo, em três cidades diferentes. Comecei na sexta-feira, dando uma escapadinha até a bela cidade de São José do Rio Preto, no Estádio Anísio Haddad, também chamado de Arena do Jacaré e presenciei ao jogo: Rio Preto 0 - 0 União São João, que valeu pela décima primeira rodada, da primeira fase, do Campeonato Paulista Série A2. Esse jogo foi transmitido ao vivo pela ESPN Brasil.

O jogo prometia, pois envolvia duas equipes que brigam diretamente pela classificação, e pelas participações de atletas experientes, como Piá (ex-Ponte Preta) e Amarildo (ex-Palmeiras) pelo time de Araras e Picon (ex-São Paulo) pelo time de Rio Preto.

Antes de falar do jogo, quero registrar a habitual gentileza do pessoal do interior com o JP e em São José do Rio Preto não foi diferente. Além de destinarem um local privilegiado para eu acompanhar ao jogo, ofereceram o tempo todo, água, refrigerante, salgadinhos, etc. Meu muitíssimo obrigado à direção do Rio Preto.


Ataque perigoso da equipe do Rio Preto. Foto: Orlando Lacanna.

O jogo começou com o União dando dois sustos à defesa do Rio Preto, inclusive colocando uma bola na trave. Aos poucos, o Jacaré foi tomando conta do jogo, insistindo em chutes de longa distância, mas sem nenhuma direção. Nessa etapa, a equipe da casa reclamou da arbitragem por não ter marcado dois pênaltis, os quais, na minha opinião não ocorreram.


Falta para a equipe do União São João. Foto: Orlando Lacanna.

Na etapa final, o time da casa aumentou seu domínio, mas pecava nas conclusões, tendo desperdiçado pelo menos duas chances claras de gol, sendo uma delas com o goleiro Carlos Carioca, do União, fora do gol. A torcida ficou fula da vida com os atacantes locais.

Final de partida com resultado de 0 a 0, que poderia sugerir um jogo fraco e sem emoções, mas não foi isso o que aconteceu, pois ocorreram vários lances de perigo, que poderiam ter resultado em gols. Pelo que vi em campo, essas duas equipes deverão continuar na briga pelas quatro vagas à próxima fase, pois excluindo o Taquaritinga, na ponta de cima e o Araçatuba, na ponta de baixo, as oito equipes restantes estão emboladas na tabela de classificação.


Mais uma falta para o União no jogo contra o Rio Preto. Foto: Orlando Lacanna.

Bem, na sexta-feira foi só e depois de um bom descanso, comecei a me preparar para o jogo de sábado, mais isso fica para outro post. Aguardem.

Abraços,

Orlando

sexta-feira, 24 de março de 2006

Efemérides Futebolísticas: 24 de março

Opa,

Agora devidamente reestabelecido na ordem do dia, após meu período de reclusão graças à muita febre e dor de garganta, volto hoje a publicar aqui a excepcional coluna das EFEMÉRIDES FUTEBOLÍSTICAS. Mais uma vez com a colaboração do Denis Haddad, vamos com as efemérides da data de hoje, 24 de março!

- 24 de março de 1888 (sábado) - Campeonato Britânico - em Belfast, Irlanda 2-10 Escócia.
- 24 de março de 1912 (domingo) - amistoso em Zwoller - Holanda 5-5 Alemanha.
- 24 de março de 1940 (domingo) - Campeonato Italiano Série "A" - Roma 1-0 Modena.
- 24 de março de 1944 (sexta-feira à noite) - Campeonato Paulista - Vila Belmiro - Santos 7-0 Comercial, da Capital, com arbitragem de Paulo Garcia.
- 24 de março de 1946 - é fundado, na cidade de Avaré/SP, o São Paulo Futebol Clube daquela cidade. O clube está afastado do futebol profissional desde 1991.
- 24 de março de 1962 (sábado) - Campeonato Argentino da Segunda Divisão - Excursionistas 0-7 Deportivo Español.
- 24 de março de 1971 (quarta-feira) - amistoso em Lomé - Togo 0-2 Libéria.
- 24 de março de 1976 (quarta-feira) - Campeonato Pernambucano - Estádio do Arruda - Santa Cruz 11-0 Ibis, com arrecadação de Cr$ 14.373,00 e 1.438 pagantes.
- 24 de março de 1977 (quinta-feira à tarde) - Campeonato Paulista - Rua Javari - Juventus 2-2 Portuguesa Santista, com 2.104 pagantes.
- 24 de março de 1979 (sábado) - Campeonato Paulista de 1978 - Rua Javari - Juventus 3-2 Marília, com 4.131 pagantes.
- 24 de março de 1985 (domingo) - Campeonato Brasileiro - Maracanã - Flamengo 6-1 Botafogo, com 68.734 pagantes.
- 24 de março de 1999 (quarta-feira à noite) - Campeonato Estadual do Rio de Janeiro - Maracanã - Fluminense 4-2 Olaria, com 9.628 pagantes.
- 24 de março de 2001 (sábado) - Campeonato Paulista Série A-3 - Palmeiras B 1-0 XV de Caraguá no Parque Antárctica, com 92 pagantes.
- 24 de março de 2002 (domingo) - Campeonato Paulista Série A-3 - Palmeiras B 2-2 Noroeste, no Parque Antárctica, com 49 pagantes.
- 24 de março de 2004 (quarta-feira) - Copa do Brasil - Santo André 3-0 Atlético/MG, no Bruno José Daniel, com 2.649 pagantes.
- 24 de março de 2005 (quinta-feira Santa pela manhã) - Campeonato Paulista da Série A-3 - Parque Antarctica - Palmeiras-B 3-1 São José, com arrecadação de R$ 530,00 e 84 pagantes, tendo sido devolvidos 256 ingressos.

É isso, mais uma grande coluna de Efemérides. E nesse final-de-semana eu volto aos jogos perdidos por aí!

Abraços

Fernando

quarta-feira, 22 de março de 2006

A História pré-JP, volume 15: Magical Mystery Tour no Sul 2004 (parte 5 de 6)

Opa,

Aproveitando que essa semana não teremos jogos avulsos na quarta-feira, vamos agora com a quinta parte da saga pelo Sul do país que fiz em 2004. Depois do quarto jogo da série, o que rolou em Camboriú, dia 30 de maio de 2004, a próxima partida na lista era um jogaço entre Figueirense B e Blumenau, na segunda-feira à tarde, em Floripa. Fiz tudo certinho, chegando lá com 30 minutos de antecedência, e para minha surpresa, eles tinham jogado de manhã (!). Super feliz, voltei para o QG em Balneário Camboriú e passei a semana armando o esquema do fim-de-semana seguinte.

A FCF mudou por várias vezes a tabela, me deixando totalmente perdido, e acabei descobrindo na sexta-feira, 4 de junho, às quatro e meia da tarde, que haveria um jogo na cidade de Tijucas, às oito e meia. O jogo em questão era Tiradentes de Tijucas e Guarani de Palhoça. Desesperado, fui até a rodoviária de Itajaí (aonde eu estava na internet) e peguei o primeiro busão até tal cidade. O problema é que esse ônibus era pinga-pinga, e levou três horas para seguir um caminho que levaria mais ou menos, meia hora (!).


Escudos do Tiradentes/SC (hoje afastado do futebol) e do Guarani de Palhoça. Simpaticíssimos times do futebol catarinense. Reprodução: Arquivo pessoal.

Cheguei em cima da pinta, e se o estádio fosse um pouco longe da Rodoviária, não daria tempo de chegar no início da partida. Mas além de ser "muuuito" perto, o Estádio Sebastião Vieira Peixoto, é no mesmo quarteirão da Rodoviária. Saindo do ônibus, temos como ver parte do jogo. Genial! Como não tinha o macete ainda, não consegui entrar no campo, mesmo insistindo com os fiscais da FCF. Mas faz parte.


Fachada do Estádio Sebastião Vieira Peixoto na cidade de Tijucas, SC. Foto: Fernando Martinez.

No primeiro tempo fui ficar atrás dos bancos de reservas, para poder ver o jogo tranqüilo, já que lá não havia muitas pessoas em volta. De lá, vi um belo público presente no local, mesmo sendo sexta-feira à noite e vi uma bela partida, com bastante movimentação dos dois lados. Logo no início, o Guarani marcou seu primeiro gol, deixando a torcida do Tiradentes desanimada.


De longe, detalhe do jogo entre Tiradentes de Tijucas e Guarani de Palhoça em 2004. Dois detalhes na foto: o primeiro é que atrás do "outdoor" na parte esquerda da foto, há um viaduto da estrada que vai até Floripa, com vários caminhões parados no acostamento para curtir o jogo. E no mesmo "outdoor" uma parte da "tribuna" do estádio aonde fiquei no segundo tempo. Fotos: Fernando Martinez.

Ainda no primeiro tempo, e com uma relativa pressão, o Tiradentes chegou ao gol de empate, numa cobrança de pênalti. Mas, por azar e alguma bobeira da zaga, o Guarani fez seu segundo gol ainda no final dessa etapa e levou o jogo em 2 a 1 para o intervalo. Aproveitei e busquei um novo lugar para ficar, para buscar ângulos diferentes da partida. Descobri que havia uma espécie de "tribuna", acima das cabines de rádio. O que eu não sabia era a forma genial de chegar até lá: numa escada bem tosca, e através de um buraco (literalmente), que a gente conseguia entrar lá. Tosqueira total!


Detalhe do buraco que a torcida tinha que encarar para poder chegar na "tribuna" do estádio em Tijucas. À direita: jogador do Tiradentes cobrando um lateral ainda no primeiro tempo. Fotos: Fernando Martinez.

No segundo tempo, devidamente instalado na tribuna, vi um jogo mais fraco do que na primeira etapa, sem muitas chances de gol para ambos os times. O ataque do time da casa até que tentou chegar ao empate, mas nada deu certo e o jogo acabou mesmo com a vitória dos visitantes, que só se preocuparam em segurar o jogo para garantir a vitória.


Ataque do Tiradentes na segunda etapa do jogo contra o Guarani. Foto: Fernando Martinez.

Final de jogo: Tiradentes/SC 1-2 Guarani/SC. O mais legal é que eu tinha ido num estádio em que o Victor já tinha matado. Ele tinha visto um jogo do time local contra o Próspera de Criciúma. Legal se ver num lugar, longe da sua casa, em que um conhecido já foi. Pena que hoje em dia o Tiradentes esteja afastado do futebol. Esperamos que eles possam voltar em breve!


Escanteio para o Guarani no segundo tempo da partida. Foto: Fernando Martinez.

O detalhe da volta foi ver que a Rodoviária estava fechada e que eu iria pegar o último ônibus para Balneário Camboriú. No primeiro que apareceu lá, entrei, o motorista pegou minha passagem e só falou "Boa Noite!". Depois de quase estar na estrada, um dos caras da empresa de ônibus veio e me disse que aquele era o busão que iria para Floripa!!! Parando longe da Rodoviária, tive que correr uma São Silvestre para garantir minha passagem para "casa". Com esforço, cheguei no momento em que o meu ônibus saía de lá (bem coisa de filme) e pude chegar são e salvo no meu destino final.

Aí foi só curtir uma bela festa junina em Itajaí e arranjar um esquema para o jogo do sábado. Bom, seria uma rodada dupla, mas por problemas logísticos, não deu certo. Isso fica para o sexto e último post da Série. Até lá.

Fernando

terça-feira, 21 de março de 2006

Paulista Série A3: XV Jaú 3-3 Francana

Olá,

Mais um domingo futebolístico fabuloso. Dessa vez fui até a cidade de Jaú, no Estádio Zezinho Magalhães e acompanhei ao emocionante jogo XV de Jaú 3 - 3 Francana, válido pela primeira rodada do returno da primeira fase do Campeonato Paulista Série A3. Esse jogo teve um significado especial para mim, pois foi a primeira vez que assisti a uma partida de futebol em Jaú e com isso, adicionei mais um estádio à minha Lista, totalizando 53 dentre os 60 possíveis, considerando as Séries A1, A2 e A3.

Como sempre, fui muito bem recebido pelo pessoal local e, mais uma vez, encontrei pessoas que conhecem o JP. Vale destacar que uma delas é o Fábio Guidugli, que além de médico é o narrador da TV Comunitária de Jaú. Aquele abraço, Fábio!

O jogo teve um início meio devagar, com poucos lances ofensivos e muitos toques laterais, permanecendo assim até mais ou menos a metade do primeiro tempo. Aos 27 minutos, o Galo da Comarca abriu o placar por intermédio de Marcelinho, que aproveitou uma sobra de bola após cobrança de escanteio pelo lado esquerdo.


Detalhe do primeiro gol do XV de Jaú. Foto: Orlando Lacanna.

Logo em seguida, aos 32 minutos, a Feiticeira empatou com um gol irregular, pois o árbitro não marcou uma falta de um jogador da Francana, que ao subir para aproveitar de cabeça um cruzamento vindo de escanteio, apoiou-se claramente nas costas de um defensor do XV, gerando daí uma sobra de bola que foi aproveitada pelo zagueiro Marcel, que chutou forte no travessão, com a bola quicando dentro do gol.


Gol de empate da Francana ainda no primeiro tempo. Foto: Orlando Lacanna.

Em seguida, o time visitante teve o volante Fernando expulso e o XV, com um jogador a mais, tinha tudo para dominar a partida. Certo? Errado, pois a Francana em dois rápidos contra-ataques pela direita, marcou dois gols em dois minutos. Um de pênalti, aos 41 minutos, cobrado por Willian e outro aos 43 minutos, por intermédio de Leonardo Alves, levando para o intervalo o placar de 3 a 1 para os visitantes, o que fez com que a torcida quinzista ficasse na bronca com o time, que em protesto virou suas faixas de cabeça para baixo.


Ataque perigoso do XV no segundo tempo. Foto: Orlando Lacanna.

Na etapa final, o XV foi para o tudo ou nada, deixando espaços enormes para a Francana contra-atacar. Um deles foi através de Viola, que sozinho deu um trabalho imenso à defesa do time da casa. O jogo ficou aberto e emocionante, sendo que, aos 22 minutos, o XV chegou ao seu segundo gol, marcado por Flávio. Daí em diante o jogo pegou fogo de vez, com o Galo da Comarca atacando de qualquer jeito, mais na base da vontade e a Francana apenas se defendendo e saindo em alta velocidade.


Lance do segundo gol do time da casa. Foto: Orlando Lacanna.

Aos 45 minutos, o estádio quase veio abaixo, quando o lateral esquerdo Dudu empatou o jogo em chute cruzado da esquerda. Em seguida, o time visitante teve seu segundo atleta expulso, jogando com nove contra onze por mais 2 minutos. Os torcedores da casa foram à loucura empurrando o time na tentativa de marcar o gol da vitória, que acabou não acontecendo.


Ataque perigoso do XV no final do jogo buscando mais uma virada em Jaú. Foto: Orlando Lacanna.

Final de jogo, que foi um verdadeiro teste para cardíacos, apresentando o placar final de 3 a 3, que foi justo, apesar do primeiro gol da Francana ter sido validado erradamente. O XV apresentou maior volume de jogo e mais coração, enquanto a Francana demonstrou mais objetividade.

Valeu muito ter ido até Jaú e no próximo fim-de-semana tem mais futebol pelo interiorzão.

Abraços,

Orlando